<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227</id><updated>2012-01-30T18:25:40.200-08:00</updated><category term='O motivo edênico no imaginário social brasileiro. José Murilo de Carvalho.RBCS.'/><category term='Francisco Weffort - Formação do Pensamento Político Brasileiro'/><category term='Tavares Bastos: um liberalismo descompassado'/><category term='BORIS FAUSTO - A Revolução de 30'/><category term='Antonio Candido: Radicalismos'/><category term='Tavares Bastos e os dilemas do liberalismo no Brasil'/><category term='Alberto Torres: O problema nacional brasileiro'/><category term='Programa - Pensamento Social no Brasil - Pós-Graduação  (PPGS)'/><category term='Joaquim Nabuco'/><category term='Bernardo Ricupero'/><category term='Teresa Sales - Raízes da desigualdade social na cultura política brasileira'/><category term='Sérgio Buarque de Holanda'/><category term='José Bonifácio - sobre a escravatura'/><category term='Raymundo Faoro'/><category term='Juarez Brandão Lopes - Cultura política do mando: subserviência e nossas populações pobres'/><category term='Gildo Marçal Brandão. Linhagens do pensamento político brasileiro'/><category term='Palestra de Raymundo Faoro no IEA: A questão nacional e a modernização'/><category term='Nestor Duarte'/><category term='Lourenço Dantas Mota - José Bonifácio'/><category term='Vera da Silva Telles - Cultura da dádiva: avesso da cidadania'/><category term='PROGRAMA DE DISCIPLINA - GRADUAÇÃO'/><category term='Gildo Marçal Brandão'/><category term='Lilia Schwarcz e André Botelho'/><category term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><category term='Celso Furtado - A paraíba é uma miniatura do nordeste'/><category term='Francisco Campos'/><category term='Marilena Chauí'/><category term='Oliveira Vianna'/><category term='Idéias fora do lugar 30 anos.entrevista com Roberto Schwarz'/><category term='Luiz Werneck Vianna - O pensar e o agir'/><title type='text'>Pensamento Político Brasileiro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2766350264849385722</id><published>2011-11-07T06:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T06:25:47.698-08:00</updated><title type='text'>Oliveira Vianna e O ocaso do Império</title><content type='html'>Em consonância com a consolidação do campo de estudos sobre o Pensamento Social e Político Brasileiro, a&amp;nbsp;obra de Oliveira Vianna tem sido, lentamente, republicada desde a década de 1990 . A Editora do Senado já havia produzido, em 2004, uma bem trabalhada republicação de&amp;nbsp;&lt;i&gt;O Ocaso do Império &lt;/i&gt;e, em seguida, em 2005, foi lançada a republicação de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Populações Meridionais do Brasil. O ocaso&lt;/i&gt;&amp;nbsp;foi prefaciado por&amp;nbsp;&amp;nbsp;Walter Costa Porto e &lt;i&gt;Populações&lt;/i&gt; por&amp;nbsp;José Sarney. A procura foi tal que no ano passado&amp;nbsp;saiu a nova edição de &lt;i&gt;O ocaso&lt;/i&gt;, idêntica à de 2004. As edições foram disponibilizadas&amp;nbsp;para Download&amp;nbsp;pelo site Domínio Público&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000067.pdf"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000067.pdf&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000055.pdf"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000055.pdf&lt;/a&gt;). Apesar da importância da divulgação dos textos de Vianna, e das bem trabalhadas edições do Senado, em 2006, foi lançada uma linda &amp;nbsp;edição de &lt;i&gt;O ocaso do Império &lt;/i&gt;impressa pela Academia Brasileira de Letras, com prefácio de José Murilo de Carvalho, um primor, está disponível em pdf. &amp;nbsp;A edição é luxuosa, para poucos, mas a cópia em PDF é grátis, basta clicar no link&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.academia.org.br/antigo/media/O%20ocaso%20do%20Imperio%20-%20Oliveira%20Viana%20-%20PARA%20INTERNET.pdf"&gt;http://www.academia.org.br/antigo/media/O%20ocaso%20do%20Imperio%20-%20Oliveira%20Viana%20-%20PARA%20INTERNET.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2766350264849385722?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2766350264849385722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2766350264849385722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2766350264849385722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2766350264849385722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2011/11/obra-de-oliveira-vianna-tem-sido.html' title='Oliveira Vianna e O ocaso do Império'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-4582113480259410391</id><published>2011-11-02T21:41:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T21:41:00.016-07:00</updated><title type='text'>Élide Rugai Bastos e André Botelho - Para uma sociologia dos intelectuais</title><content type='html'>No penúltimo número da Revista DADOS, Élide Rugai Bastos e André Botelho apresentam um tributo à obra de Sérgio Miceli em face de sua contribuição para os estudos sobre os intelectuais no Brasil. Acompanhe:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/dados/v53n4/a04v53n4.pdf"&gt;http://www.scielo.br/pdf/dados/v53n4/a04v53n4.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-4582113480259410391?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/4582113480259410391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=4582113480259410391&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4582113480259410391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4582113480259410391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2011/11/elide-rugai-bastos-e-andre-botelho-para.html' title='Élide Rugai Bastos e André Botelho - Para uma sociologia dos intelectuais'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-1160890635026437530</id><published>2011-11-02T21:22:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T21:42:54.469-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lilia Schwarcz e André Botelho'/><title type='text'>Lilia Moritz Schwarcz e André Botelho - Agenda Brasileira: temas de uma sociedade em mudança</title><content type='html'>Complementando a coletânea de 2009, "Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país", acaba de ser lançado o volume "Agenda Brasileira: temas de uma sociedade em mudança", organizado por Lilia Schwarcz e André Botelho. Os dois livros se complementam no esforço de traçar um perfil amplo do estado da arte dos estudos sobre Pensamento Social no Brasil, recrutando uma longa lista de intérpretes contemporâneos que tratam de assuntos variados relacionados ao pensamento e à explicação do Brasil. Se o primeiro lançamento focava um conjunto de autores seminais do pensamento social, desta vez o roteiro é temático e envolve um perfil &amp;nbsp;amplo e variado de pesquisas que são apresentadas, como no primeiro volume, de forma rápida e panorâmica. Embora não tenham um vínculo direto, os dois volumes expressam de forma condensada os resultados reunidos de boa parte da produção acadêmica refletida nos 30 anos do Grupo de Trabalho de Pensamento Social no Brasil da ANPOCS, coordenado de 2009 a 2011 pelos organizadores das coletâneas.&amp;nbsp;O formato das duas coletâneas é interessante para os iniciantes no campo de pesquisa do pensamento social no Brasil, os artigos curtos e variados, com conteúdos panorâmicos e superficiais, garantem fluidez e dinamismo, de forma que possam também ser apreendidos pelo grande público. Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;Paralelamente ao lançamento dos livros pela Cia. das Letras, saiu no penúltimo número da Revista Lua Nova, do CEDEC, um interessante dossiê sobre o pensamento brasileiro, também organizado por Lilia e André Botelho. Ao lado, na seção TEXTOS, há alguns textos do dossiê.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/ln/n82/a02n82.pdf"&gt;http://www.scielo.br/pdf/ln/n82/a02n82.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-1160890635026437530?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/1160890635026437530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=1160890635026437530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1160890635026437530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1160890635026437530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2011/11/lilia-moritz-schwarcz-e-andre-botelho.html' title='Lilia Moritz Schwarcz e André Botelho - Agenda Brasileira: temas de uma sociedade em mudança'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-1203303317399898333</id><published>2011-08-26T14:19:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T14:26:23.101-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa - Pensamento Social no Brasil - Pós-Graduação  (PPGS)'/><title type='text'>Programa da Disciplina de Pensamento Social no Brasil - PÓS (PPGS)</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Universidade Federal da Paraíba&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Centro de Ciências Humanas Letras e Artes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Programa de Pós-Graduação em Sociologia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;PROGRAMA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Disciplina: Pensamento Social no Brasil &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Docente: Prof. Dr. José Henrique Artigas de Godoy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Período: de agosto a dezembro de 2011 &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Horário: às segundas (das 14:00 às 18:00)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ementa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O curso apresentará um panorama histórico da formação do pensamento social no Brasil, destacando o processo de institucionalização das Ciências Sociais e formação de escolas de pensamento e famílias intelectuais. A disciplina tratará do pensamento social no pensamento político e na literatura do século XIX, passando em seguida ao acompanhamento das vertentes intelectuais que produziram, especialmente a partir da geração intelectual de 1870, um conjunto de ensaios explicativos do Brasil. Finalmente, será dada atenção a alguns dos argumentos e intelectuais que contribuíram para a consolidação institucional e acadêmica da Sociologia, bem como para a formação de linhagens interpretativas do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Metodologia e avaliação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A disciplina será ministrada a partir de aulas expositivas. Será exigida a apresentação de um artigo final, que servirá de referência para a atribuição da nota de avaliação do aluno no período.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 1&lt;/b&gt; - &lt;b&gt;Apresentação do curso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 2&lt;/b&gt; - &lt;b&gt;Brasil: mito fundador e sociedade autoritária.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CHAUÍ, Marilena – &lt;i&gt;Brasil: mito fundador e sociedade autoritária&lt;/i&gt;. Fundação Perseu Abramo, São Paulo, [2000].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 3 – A independência e as ideias de pátria e nação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;CALDEIRA, Jorge - &lt;i&gt;José Bonifácio&lt;/i&gt;. Ed. 34, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COSTA, Emília Viotti da – &lt;i&gt;Da Monarquia à República&lt;/i&gt;. Editora UNESP, 8ª ed., cap. 2, “José Bonifácio: mito e história”, pp. 63-133, São Paulo, 1998. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 4 – O pensamento social brasileiro a partir da literatura romântica, naturalista e realista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ASSIS, Machado de. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Teoria do Medalhão&lt;/span&gt;. In ASSIS, Machado. &lt;i&gt;Obras completas.&lt;/i&gt; São Paulo: Cia. das Letras, pp. 328-337, [1881]1998.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ASSIS, Machado de. A Sereníssima República. In ASSIS, Machado. &lt;i&gt;Obras completas.&lt;/i&gt; São Paulo: Cia. das Letras, pp. 391-400, [1882]1998.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;AZEVEDO, Aluízio. &lt;i&gt;O cortiço&lt;/i&gt;. São Paulo: Martim Claret, [1890] 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BARRETO, Lima. &lt;i&gt;Os Bruzundangas&lt;/i&gt;. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, [1917]1998.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 5 – A geração intelectual da década de 1870: eugenia e teoria do branqueamento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RODRIGUES, Nina. &lt;i&gt;Mestiçagem, degenerescência e crime&lt;/i&gt;. Lyon: s/e., [1899].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SCHWARCZ, Lilia. &lt;i&gt;O espetáculo das raças&lt;/i&gt;. São Paulo: Cia. das Letras, [1993]1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 6 – Joaquim Nabuco e a obra da escravidão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;NABUCO, Joaquim. &lt;i&gt;O abolicionismo&lt;/i&gt;. São Paulo: Publifolha, [1883]2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 7 – O ensaísmo no início do século XX: a miscigenação e a identidade nacional&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOMFIM, Manoel. &lt;i&gt;O Brasil Nação&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Topbooks, [1931]1986.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.65cm; text-indent: -1.64cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 8 - Nação e nacionalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: TimesNewRoman; font-size: x-small; font-weight: normal; line-height: 19px;"&gt;TORRES, Alberto [1914] –&amp;nbsp;&lt;i&gt;O problema nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, vol. 16, 3ª ed., São Paulo, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 9 – O espírito e a política de clã: o sentido simplificador do grande domínio rural e a &lt;/b&gt;&lt;b&gt;crítica ao idealismo utópico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira. &lt;i&gt;Populações Meridionais do Brasil&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Itatiaia, [1918]1987.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aula 9 – A decadência da família patriarcal e a emergência do moderno de Gilberto Freyre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FREYRE, Gilberto. &lt;i&gt;Sobrados e Mucambos&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: José Olympio, 2ª ed., [1938]1951.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 10 -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Cordialidade e a crítica à dominação patrimonial&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-left: 1.19cm; text-indent: -1.19cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;HOLANDA, Sérgio Buarque de.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Raízes do Brasil&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: José Olympio, 19ª ed., [1936]1987.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Aula 11 – O marxismo e a teoria do desenvolvimento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.24cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio. &lt;i&gt;A Revolução Brasileira&lt;/i&gt;. São Paulo: Brasiliense, [1966].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;FURTADO, Celso. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 3ª ed., [1965]1968.&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 12 – O IBESP, o ISEB, a Teoria da dependência e do desenvolvimento associado-dependente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RAMOS, Alberto Guerreiro – &lt;i&gt;Administração e contexto brasileiro: esboço de uma teoria geral da administração&lt;/i&gt;. FGV, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1983.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos. Do ISEB e da CEPAL à Teoria da Dependência. In TOLEDO, Caio Navarro de (org.). &lt;i&gt;Intelectuais e Política no Brasil: A Experiência do ISEB. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro: Revan, pp. 201-232, [2005].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.29cm; text-indent: -1.26cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARDOSO, Fernando Henrique &amp;amp; FALETTO, Enzo. &lt;i&gt;Desenvolvimento e Dependência na América Latina&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 8ª ed., [1965/66]2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.29cm; text-indent: -1.26cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARDOSO, Fernando Henrique. “O consumo da teoria da dependência nos E.U.A”. PADIS, Pedro Calil (org.). América Latina: cinquenta anos de industrialização. São Paulo: Hucitec, pp.1-20, [1978].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.31cm; text-indent: -1.31cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Aula 13 – A emergência do modo de produção capitalista e as características particulares da revolução burguesa no Brasil.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan.&amp;nbsp;&lt;i&gt;A Revolução Burguesa no Brasil&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Zahar, [1974]1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.31cm; text-indent: -1.31cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;b&gt;Aula 14 – A cidadania à brasileira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bibliografia obrigatória&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.26cm;"&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, José Murilo de. &lt;i&gt;Cidadania: um longo caminho&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, [2000].&lt;br /&gt;SALLES, Teresa. Raízes da desigualdade social na cultura política brasileira. São Paulo: Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25.&lt;br /&gt;BOTELHO, Andé &amp;amp; SCHWARCZ, Lilia Moritz. Pensamento Social Brasileiro, um campo vasto ganhando forma. São Paulo: Revista Lua Nova, nº 82, pp. 11-16 , 2011.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.26cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;BILIOGRAFIA COMPLEMENTAR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;AGUIAR, Ronaldo Conde – &lt;i&gt;O rebelde esquecido: tempo, vida e obra de Manoel Bomfim&lt;/i&gt;. TOPBOOOKS/ANPOCS, São Paulo, [2000]. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ALENCASTRO, Luis Felipe de – “Joaquim Nabuco: Um estadista no Império”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, vol. 1, 2ª ed., pp.113-133, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ALMEIDA, Maria Hermínia Tavares de – Oliveira Vianna: Instituições políticas brasileiras. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp.293-315, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ALONSO, Ângela – &lt;i&gt;Joaquim Nabuco&lt;/i&gt;. Companhia das Letras, coleção perfis brasileiros, São Paulo, [2007]. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;AMARAL, Azevedo [1938]– &lt;i&gt;O Estado autoritário e a realidade nacional&lt;/i&gt;. Ed.UnB, Câmara dos deputados, Brasília, 1981.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BARIANI, Edison – “Guerreiro Ramos: uma sociologia em mangas de camisa”. In Caos, revista eletrônica, nº 11, pp.84-92, Out., 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BASTOS, Elide Rugai &amp;amp; QUARTIM DE MORAES, João (orgs.) – &lt;i&gt;O pensamento de Oliveira Vianna&lt;/i&gt;. Ed.UNICAMP, Campinas, 1993.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BENEVIDES, Mara Victória de Mesquita – “Faoro: nosso amigo”. In Lua Nova, nº 58, São Paulo, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BRANDÃO, Gildo Marçal – Oliveira Vianna: Populações Meridionais do Brasil. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 299-327, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BRANDÃO, Gildo Marçal – Linhagens do pensamento político brasileiro. Hucitec, cap. 1, “Linhagens do pensamento político brasileiro”, pp. 21-68, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BRESSER-PEREIRA, Luis Carlos – “O conceito de desenvolvimento do ISEB rediscutido”. In Dados, vol. 47, nº 1, Rio de Janeiro, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOMFIM, Manoel. América Latina: males de origem. Rio de Janeiro: Topbooks, [1905]1993.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOSI, Alfredo – “Faoro: leitor de Machado de Assis”. In Estudos Avançados, vol. 18, nº 51, São Paulo, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOTELHO, André – “Manoel Bomfim e o Legado autocrático do Estado brasileiro: apontamentos para uma agenda de pesquisa”. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOTELHO, André – &lt;i&gt;O batismo da instrução: atraso e modernidade em Manoel Bomfim&lt;/i&gt;. Dissertação de mestrado, UNICAMP, Campinas, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;BOTELHO, André &amp;amp; SCHWARCZ, Lilia (orgs.). Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo: Cia. Das Letras, [2009].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CANDIDO, Antonio [1967] – “O significado de Raízes do Brasil”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., prefácio, pp. XXXIV-L, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CANDIDO, Antonio – “Radicalismos”. Revista Estudos Avançados, vol. 4, nº 8, São Paulo, 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CAMPANTE, Rubens Goyatá – “O patrimonialismo em Faoro e Weber e a sociologia brasileira”. In Dados, vol. 46, nº 1, Rio de Janeiro, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARDOSO, Fernando Henrique – “Livros que inventaram o Brasil”. In Novos Estudos CEBRAP, nº 37, São Paulo, 1993.HOLANDA, Sérgio Buarque de [1935] – “Corpo e alma do Brasil: ensaio de psicologia social”. In Revista do Brasil, vol. 3, nª 6, pp. 32-42, São Paulo, 1987.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COMPARATO, Fábio Konder – “Faoro historiador”. In Estudos Avançados, vol. 17, nº 48, São Paulo, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COSTA, Jean Carlo de Carvalho – “O problema nacional, globalização e o pensamento social no Brasil: notas sobre as implicações do “nacional” em Manoel Bomfim”. Revista Política &amp;amp; Trabalho, nº 22, pp.165-184, João Pessoa, [2005].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de. Pontos e Bordados: escritos de história e política. Belo Horizonte: Ed.UFMG, [1998]1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de – “Mandonismo, coronelismo, clientelismo: uma discussão conceitual”. In CARVALHO, José Murilo de – &lt;i&gt;Pontos e Bordados: escritos de história e política&lt;/i&gt;. Ed. UFMG, pp. 130-155, Belo Horizonte, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de – “O motivo edênico no imaginário social brasileiro”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 13, nº 38, São Paulo, 1998. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de – Cidadania no Brasil: o longo caminho. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, Maria Alice Rezende de – “Joaquim Nabuco: Minha formação”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, vol. 2, 2ª ed., pp.219-237, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de – A construção da ordem: a elite política imperial. Civilização Brasileira, 4ª ed., Rio de Janeiro, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CARVALHO, José Murilo de – “O motivo edênico no imaginário social brasileiro”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 13, nº 38, São Paulo, 1998. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COHN, Gabriel – Forestan Fernandes: A organização do negro na sociedade de classes. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 385-403, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COHN, Gabriel – Florestan Fernandes: A Revolução burguesa no Brasil. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 393-412, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COSTA, Emilia Viotti da – “Introdução ao estudo da emancipação política”. In MOTA, Carlos Guilherme – &lt;i&gt;Brasil em Perspectiva&lt;/i&gt;. Difel, 15ª ed., pp. 64-126, São Paulo, 1985.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COSTA, Emília Viotti da – &lt;i&gt;Da Monarquia à República&lt;/i&gt;. Editora UNESP, 8ª ed., cap. 2, “José Bonifácio: mito e história”, pp. 63-133, São Paulo, 1998. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;COSTA, Emilia Viotti da – “Introdução ao estudo da emancipação política”. In MOTA, Carlos Guilherme – &lt;i&gt;Brasil em Perspectiva&lt;/i&gt;. Difel, 15ª ed., pp. 64-126, São Paulo, 1985.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CUNHA, Euclydes da. Os Sertões. São Paulo: Publifolha, [1902]2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;D’INCAO, Maria A. (org.) – História e ideal: ensaios sobre Caio Prado Júnior. Brasiliense, São Paulo, 1984.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;DUARTE, Nestor  – A ordem privada e a organização nacional: contribuição à sociologia política brasileira. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, vol. 172, 2ª ed., São Paulo, [1939]1966.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;EULÁLIO, Alexandre – “Sérgio Buarque de Holanda escritor”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., pp. XXV-XXVII, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FAORO, Raymundo. Os donos do poder. São Paulo: Publifolha, 2 vols., [1957]2000.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan – Mudanças sociais no Brasil. DIFEL, São Paulo, s/d.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan – Circuito Fechado. Hucitec, 2ª ed., São Paulo, 1977.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan – Brasil: em compasso de espera. Hucitec, São Paulo, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan (org.- in memorian) – Um olhar que persiste: ensaios críticos sobre o capitalismo e o socialismo. Anita Garibaldi, São Paulo, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan – Homenagem a Florestan Fernandes. Revista da ADUSP, nº 4, São Paulo, 1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FERNANDES, Florestan – Homenagem a Florestan Fernandes. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 30, São Paulo, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FILHO, George Avelino – “Cordialidade e civilidade em Raízes do Brasil”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 12, vol. 5, São Paulo, 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FILHO, George Avelino – “As raízes de Raízes do Brasil”. In Novos Estudos CEBRAP, nº 18, São Paulo, 1987.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho – Homens livres na ordem escravocrata. Kairós, 3ª ed., São Paulo, 1983.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FREYRE, Gilberto. Casa Grande &amp;amp; Senzala. São Paulo: Record, 26ª ed., [1934]1989.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;MOTA, Carlos Guilherme – &lt;u&gt;José Bonifácio: Projetos para o Brasil&lt;/u&gt;. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., pp. 75-95, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;WEFFORT, Francisco – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. Ática, cap. 7, “Primeiro Reinado – José Bonifácio e Bernardo Pereira de Vasconcelos: liberalismo e conservadorismo”, pp. 163-187, São Paulo, [2006].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FREYRE, Gilberto. Nordeste. Rio de Janeiro/Recife: José Olympio/FUNDARPE, 5ª ed., [1937]1985.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FURTADO, Celso. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 3ª ed., [1965]1968.HOLANDA, Sérgio Buarque de [1958] – &lt;i&gt;Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil&lt;/i&gt;. Brasiliense, cap. VII, “Paraíso perdido”, cap. VIII, pp. 183-227, “Visão do paraíso”, pp. 227-301, e cap. XII, “América portuguesa e Índias de Castela”, pp. 383-407, São Paulo, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho [1978] – “O tempo das ilusões”. In FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho &amp;amp; CHAUÍ, Marilena – Ideologia e mobilização popular. CEDEC/Paz e Terra, São Paulo, 1985.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;GONTIJO, Rebeca – “Manoel Bomfim (1868-1932) e a escrita da História do Brasil”. Revista Brasileira de História, vol. 23, nº 45, pp. 129-154, São Paulo, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;GRAHAN, Richard [1990] – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;i&gt;Clientelismo e política no Brasil do século XIX&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;. Ed. UFRJ, Rio de Janeiro, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;HOLANDA, Sérgio Buarque de [1958] – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;i&gt;Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;. Brasiliense, cap. VII, “Paraíso perdido”, cap. VIII, pp. 183-227, “Visão do paraíso”, pp. 227-301, e cap. XII, “América portuguesa e Índias de Castela”, pp. 383-407, São Paulo, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;IANNI, Octávio – &lt;i&gt;Pensamento social no Brasil&lt;/i&gt;. EDUSC/ANPOCS, cap. 6. “Raça e povo”, pp. 123-147, São Paulo, [2004].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;IANNI, Octávio – Pensamento Social no Brasil. EDUSC/ANPOCS, cap. 13, “Florestan Fernandes e a formação da sociologia brasileira”, pp. 307-344, São Paulo, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;IANNI, Octávio – “Ordem e Progresso”. In IANNI, Octávio - Pensamento social no Brasil. EDUSC/ANPOCS, pp. 245-273, São Paulo, 2004. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;JAGUARIBE, Hélio – “ISEB: um breve depoimento e uma apreciação crítica”. Cadernos de opinião. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;JAGUARIBE, Hélio – Nacionalismo na atualidade brasileira. ISEB, Rio de Janeiro, 1958.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;JAGUARIBE, Hélio – Condições institucionais do desenvolvimento. ISEB, Rio de Janeiro, 1958.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;KUNTZ, Rolf – “Alberto Torres: O problema nacional brasileiro”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., pp. 259-279, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LAMOUNIER, Bolívar – “Formação de um pensamento político autoritário na Primeira República: uma interpretação”. In Holanda, Sérgio Buarque - &lt;i&gt;História Geral da Civilização Brasileira&lt;/i&gt;. Difel, 3ª ed., 2º vol., tomo III, São Paulo, 1985 [1978].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LAMOUNIER, Bolívar – “O ISEB: notas à margem de um debate”. In Discurso, Livraria editora em Ciências Humanas, nº 9, pp.153-158, São Paulo, 1979.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LEAL, Victor Nunes [1949] – Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. Alfa-Omega, São Paulo, 1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LEAL, Victor Nunes – “O coronelismo e o coronelismo de cada um”. In Dados, vol. 23, nº 1, Rio de Janeiro, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LEITE, Dante Moreira – &lt;i&gt;O caráter nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Pioneira, 2ª ed., São Paulo, 1969.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LIMA, A. Sabóia – &lt;i&gt;Alberto Torres e sua obra&lt;/i&gt;. Ed. Nacional, 2ª ed., São Paulo, 1935.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LOPES, Juarez Brandão – A cultura política do mando: subserviência e nossas populações pobres. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 38-42, São Paulo, 1994. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MAIO, Marcos Chor – “Uma polêmica esquecida: Costa Pinto, Guerreiro Ramos e o tema das relações raciais”. In Dados, vol. 40, nº 1, Rio de Janeiro, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MARINHO, Luis Carlos – &lt;i&gt;O ISEB em seu momento histórico&lt;/i&gt;. Ed. UFRJ, Rio de Janeiro, 1986.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MARSON, Adalberto – &lt;i&gt;A ideologia nacionalista de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Duas Cidades, São Paulo, 1979.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MENDES, Cândido – &lt;i&gt;Nacionalismo e desenvolviment&lt;/i&gt;o. IBEAA, Rio de Janeiro, 1963.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MOTA, Carlos Guilherme – &lt;i&gt;Ideologia da cultura brasileira (1933-1974)&lt;/i&gt;. Ática, 4ª ed., São Paulo, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MOTA, Carlos Guilherme – “&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;José Bonifácio: Projetos para o Brasil”&lt;/span&gt;. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., pp. 75-95, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;MOTA, Lourenço Dantas (org.). &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. São Paulo: SENAC, 2 vols., 2ª ed., 2002.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;NABUCO, Joaquim – &lt;i&gt;Campanha abolicionista no Recife: eleições de 1884&lt;/i&gt;. Edições do Senado Federal, volume 59, “Discurso proferido num Meeting Popular na Praça de São José de Ribamar a 5 de novembro de 1884”, pp. 55-61, Brasília, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;NABUCO, Joaquim – &lt;i&gt;Minha Formação&lt;/i&gt;. Jackson Editôres, coleção Clássicos Jackson, volume XX, cap. XIX, “Eleição de deputado”, pp. 217-227, São Paulo, 1948.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;NOGUEIRA, Marco Aurélio – “Joaquim Nabuco: O abolicionismo”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;. SENAC, vol., 2, 2ª ed., pp. 167-191, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;NOVAIS, Fernando – “Caio Prado Júnior historiador”. Novos Estudos CEBRAP, nº 18, São Paulo, 1983.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;OLIVEIRA, Francisco de – Da dádiva aos direitos: a dialética da cidadania. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 42-45, São Paulo, 1994. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PEREIRA, Paulo José dos Reis – &lt;i&gt;A política externa da Primeira República e os Estados Unidos: a atuação de Joaquim Nabuco em Washington (1905-1910)&lt;/i&gt;. Hucitec/FAPESP, São Paulo, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PINTO, Álvaro Vieira – Ideologia e desenvolvimento nacional. ISEB, Rio de Janeiro, 1959.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PIVA, Luiz Guilherme – &lt;i&gt;Ladrilhadores e semeadores: a modernização brasileira no pensamento de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940)&lt;/i&gt;. Ed. 34/Depto. Ciência Política-FFLCH/USP, cap. 4, “Oliveira Vianna: organização nacional para construção e realização do futuro”, pp.89-153, São Paulo, [2000].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PIVA, Luiz Guilherme – Ladrilhadores e semeadores: a modernização brasileira no pensamento de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940). Ed. 34/Depto. Ciência Política-FFLCH/USP, cap. 5, “Sérgio Buarque de Holanda: caminhos e barreiras da modernização brasileira”, pp. 153-189, São Paulo, [2000].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="it-IT" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PIVA, Luiz Guilherme – Semeadores e ladrilhadores: a modernização brasileira no pensamento político de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940). Ed. 34/Depto. Ciência Política FFLCH/USP, cap. 7, “Nestor Duarte: determinismo privado e razão pública”, pp. 227-251, São Paulo, [2000].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="it-IT"&gt;PRADO, Antonio Arnoni et al.- &lt;/span&gt;Sérgio Buarque de Holanda. Imago, 3º Colóquio UERJ, Rio de Janeiro, 1992.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio [1933] – Evolução política do Brasil: colônia e império. Brasiliense, 16ª ed., 1988.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio – Formação do Brasil contemporâneo: colônia. Brasiliense/Publifolha, São Paulo, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio [1945] – História econômica do Brasil. Brasiliense, 25ª ed., São Paulo, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de [1970] - &lt;i&gt;O mandonismo local na vida política brasileira&lt;/i&gt;. Ed. Alfa-Omega, São Paulo, 1976.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de – &lt;i&gt;O coronelismo numa interpretação sociológica&lt;/i&gt;. In; Fausto, Boris (org.). História Geral da Civilização Brasileira. Difel, tomo III, vol.1, São Paulo, 1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RAMOS, Alberto Guerreiro – O problema nacional do Brasil. Saga, Rio de Janeiro, 1960.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;REIS, &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Elisa Pereira – &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;The Agrarian Roots of the Authoritarian Modernization in Brazil: 1880-1930&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;. Ph.D. Dissertation, Massachussets Institute of Technology/Iuperj, Massachussets, [1979].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RIBEIRO, Leo Gilson – “Sérgio Buarque de Holanda: o mestre, o crítico, o pensador”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., pp. XXI-XXIV, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – Caio Prado Júnior e a nacionalização do marxismo no Brasil. Ed. 34/FAPESP/Depto. Ciência Política FFLCH/USP, São Paulo, [2000].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. V, “Caio Prado Júnior”, pp. 129-155, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. 2, “Oliveira Vianna”, pp. 49-75, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – Sete lições sobre as interpretações do Brasil. Alameda, cap. IV, “Sérgio Buarque de Holanda”, pp. 101-129, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. VI, “Raymundo Faoro”, pp. 155-181, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. VII, “Florestan Fernandes”, pp. 181-209, São Paulo, [2007].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;RODRIGUES, Nina. Os Africanos no Brasil. São Paulo: MADRAS, [1932]2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SALLUM JR., Brasílio – “Sérgio Buarque de Holanda: Raízes do Brasil”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 235-257, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;SANTOS, Wanderley Guilherme dos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;i&gt;Ordem Burguesa e Liberalismo Político&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;, São Paulo, Duas Cidades, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SANTOS, Wilmihara Benevides da Silva Alves dos – &lt;i&gt;Povo e raça entre Manoel Bomfim e Silvio Romero&lt;/i&gt;. Dissertação, UNESP/Marília, Marília, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;SILVA, José Bonifácio de Andrada e – &lt;i&gt;Representação à Assemblea Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil: Sobre a Escravatura&lt;/i&gt;. Typographia de Firmin Didot, Paris, 1825.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SAES, Décio Azevedo Marques de – “A questão da evolução da cidadania política no Brasil”. In Estudos Avançados, vol. 15, nº 42, São Paulo, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SALES, Teresa – “Raízes da desigualdade social na cultura política brasileira”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 26-38, São Paulo, 1994. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SALES, Teresa – “Caminhos da cidadania: comentários adicionais”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 48-52, São Paulo, 1994. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SHWARTZMAN, Simon – “Atualidade de Raymundo Faoro”. In DADOS, Vol. 46, n. 2, pp. 207 a 213, Rio de Janeiro, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SCHWARTZMAN, Simon – &lt;i&gt;Bases do autoritarismo brasileiro&lt;/i&gt;. Campus, São Paulo, 1982.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SILVA, José Bonifácio de Andrada e – &lt;i&gt;Representação à Assemblea Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil: Sobre a Escravatura&lt;/i&gt;. Typographia de Firmin Didot, Paris, 1825.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SIMÕES, Francisco Teotônio – &lt;i&gt;Repensando Alberto Torres: o pensamento político de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Dissertação, PUC/SP, São Paulo, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOBRINHO, Antonio Barbosa Lima – &lt;i&gt;Alberto Torres no centenário de seu nascimento&lt;/i&gt;. Jornal do Comércio, 01/01/1966.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOBRINHO, Antonio Barbosa Lima – &lt;i&gt;Presença de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Civilização brasileira, Rio de Janeiro, 1968.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SODRÉ, Nelson Werneck – &lt;i&gt;Raízes do Nacionalismo brasileiro&lt;/i&gt;. ISEB, Rio de Janeiro, 1957.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SODRÉ, Nelson Werneck – &lt;i&gt;A verdade sobre o ISEB&lt;/i&gt;. Avenir, Rio de Janeiro, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOUZA, Jessé – &lt;i&gt;A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica&lt;/i&gt;. IUPERJ/UFMG, Rio de Janeiro, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;SOUZA, Laura de Mello e – “Raymundo Faoro: Os donos do poder”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 335-357, São Paulo, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOUZA, Márcio Ferreira de – &lt;i&gt;A construção da concepção de desenvolvimento nacional no pensamento de Guerreiro Ramos&lt;/i&gt;. Dissertação, FAFICH/UFMG, Belo Horizonte, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOUZA, Jessé – &lt;i&gt;A modernização seletiva: uma reinterpretação do dilema brasileiro&lt;/i&gt;. Ed. UnB, Brasília, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SOUZA, Octávio Tarquínio de – &lt;i&gt;José Bonifácio&lt;/i&gt;. José Olympio, Rio de Janeiro, [1945].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;TELLES, Vera da Silva – Cultura da dádiva, avesso da cidadania. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 45-48, São Paulo, 1994. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;TOLEDO, Caio Navarro de (org.). &lt;i&gt;Intelectuais e Política no Brasil: A Experiência do ISEB. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro: Revan, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;TOLEDO, Caio Navarro de (org.) – &lt;i&gt;Intelectuais e política no Brasil: a experiência do ISEB&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Revan,, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;TOLEDO, Caio Navarro de – ISEB: fábrica de ideologias. Ática, São Paulo, 1977.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;TORRES, Alberto [1914] – &lt;i&gt;O problema nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, vol. 16, 3ª ed., São Paulo, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;UEMORI, Celso Nobrou – &lt;i&gt;Explorando em campo minado: a sinuosa trajetória intelectual de Manoel Bomfim em busca da identidade nacional&lt;/i&gt;. Tese de doutorado, PUC/SP, São Paulo, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;URICOECHEA, Fernando – &lt;i&gt;O minotauro imperial&lt;/i&gt;. &lt;span lang="en-US"&gt;Difel, São Paulo, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VAINFAS, Ronaldo – “Sérgio Buarque de Holanda: Visão do Paraíso”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp.25-43, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VENTURA, Roberto – “Manoel Bonfim: A América Latina, males de origem”. In MOTA, Lourenço Dantas – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 237-259, São Paulo, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Luis Werneck - &lt;i&gt;A Revolução Passiva: iberismo e americanismo no Brasil&lt;/i&gt;. IUPERJ: Rio de Janeiro, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Luis Werneck - &lt;i&gt;Caminhos e Descaminhos da Revolução Passiva à Brasileira.&lt;/i&gt; Revista Dados, v. 39, nº 3, Rio de Janeiro, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira – &lt;i&gt;Raça e assimilação&lt;/i&gt;. José Olympio, 4ª ed., Rio de Janeiro, 1959.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira [1949] - &lt;i&gt;Instituições Políticas Brasileiras&lt;/i&gt;. José Olympio, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1955.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira [1927] - &lt;i&gt;O idealismo da constituição&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, série 5, vol. 141, 2ª ed., São Paulo, 1939.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira [1930] – &lt;i&gt;Problemas de política objetiva&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, 2ª ed., São Paulo, 1945.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;VIANNA, Oliveira [1923] – &lt;i&gt;Evolução do povo brasileiro&lt;/i&gt;. José Olympio, 3ª ed., Rio de Janeiro, 1938.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. São Paulo: Ática, cap. 7, “Primeiro Reinado – José Bonifácio e Bernardo Pereira de Vasconcelos: liberalismo e conservadorismo”, pp. 163-187, [2006].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. São Paulo: Ática, cap. 9, “Joaquim Nabuco: a escravidão e a ‘obra da escravidão’”, pp. 203-223, [2006].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.24cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. São Paulo: Ática, cap. 11, “Oliveira Viana: transição da primeira à segunda República”, pp. 249-275, [2006].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-1203303317399898333?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/1203303317399898333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=1203303317399898333&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1203303317399898333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1203303317399898333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2011/08/programa-da-disciplina-de-pensamento_9850.html' title='Programa da Disciplina de Pensamento Social no Brasil - PÓS (PPGS)'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-5107252592966680555</id><published>2011-08-23T06:54:00.001-07:00</published><updated>2011-09-12T04:10:46.688-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PROGRAMA DE DISCIPLINA - GRADUAÇÃO'/><title type='text'>Programa da Disciplina de Pensamento Político Brasileiro - GRADUAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Universidade Federal da Paraíba&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Centro de Ciências Humanas Letras e Artes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Departamento de Ciências Sociais&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Curso de Ciências Sociais &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Disciplina: Pensamento Político Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;Docente: Prof. Dr. José Henrique Artigas de Godoy&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;Período: 2011.2 (agosto a dezembro)&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;Horário: segunda-feira das 19:00 às 22:40 hs.&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Programa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 3.81cm; text-indent: -3.81cm;"&gt;&lt;b&gt;AULA 1 &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-left: 3.81cm; text-indent: -3.81cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;b&gt;Apresentação do curso: existe um  pensamento político brasileiro?&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Algumas tendências afirmam a inexistência de um pensamento político brasileiro. Seríamos tributários de idéias exógenas, teríamos reproduzido no Brasil um quadro institucional importado dos países desenvolvidos e modernos. Outras abordagens fixam-se na tentativa de demonstração da inadequação de modelos importados de realidades diversas, o que redundaria na incapacidade de eficácia de nossas instituições e da lei em contraposição à tradição e ao costume. As idéias no Brasil estariam fora do lugar. Em outro campo, encontram-se as interpretações que afirmam que o pensamento brasileiro não só possui originalidade e é fundado nos problemas oriundos da realidade nativa, quanto contempla uma relativa linearidade de interpretações, sendo verificável a existência de famílias ou linhagens intelectuais que reuniriam sucessivas gerações de explicadores do Brasil. As ideias, portanto, estariam no lugar.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – &lt;i&gt;Linhagens do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. IN Revista Dados, v.48, nº 2, Rio de Janeiro, 2005.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FAORO, Raymundo - &lt;i&gt;Existe um pensamento político brasileiro?&lt;/i&gt; In Revista Estudos Avançados, v. 1, São Paulo, [1987].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LAMOUNIER, Bolívar - &lt;u&gt;Formação de um pensamento político autoritáriona Primeira República: uma interpretação&lt;/u&gt;. In Holanda, Sérgio Buarque - &lt;i&gt;História Geral da Civilização Brasileira&lt;/i&gt;. Difel, 3ª ed., 2º vol., tomo III, São Paulo, 1985 [1978].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SANTOS, Wanderley Guilherme dos – &lt;i&gt;Ordem Burguesa e liberalismo político&lt;/i&gt;. Duas Cidades, São Paulo, [1978].&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SCHWARZ, Roberto – &lt;i&gt;Ao vencedor as batatas&lt;/i&gt;. Duas Cidades, 4ª ed., cap. 1, “As idéias fora do lugar”, pp.13-25, São Paulo, 1994.&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – &lt;i&gt;Linhagens do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. Hucitec, cap. 4, “Idéias e intelectuais: modos de usar”, pp. 137-159, São Paulo, [2007].  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FAORO, Raymundo - &lt;i&gt;Existe um pensamento político brasileiro?&lt;/i&gt; Ática, São Paulo, [1994].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; IANNI, Octávio – &lt;i&gt;Pensamento Social no Brasil&lt;/i&gt;. EDUSC/ANPOCS, cap. 3, “Tipos e mitos do pensamento brasileiro”, pp. 67-70, São Paulo, [2004].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. 1, pp. 29-47, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SANTOS, Wanderley Guilherme dos - &lt;i&gt;Décadas de espanto e uma apologia democrática&lt;/i&gt;. Rocco, Rio de Janeiro, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do Pensamento Político Brasileiro: idéias e pensamento&lt;/i&gt;. Ática, posfácio, “História das idéias e do pensamento brasileiro”, pp. 323-336, São Paulo, [2006].&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 2 &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;b&gt;Brasil: mito fundador e sociedade  autoritária.&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Segundo Marilena Chauí, a identidade nacional teria sido gestada a partir de uma versão mítica e construída. O mito de origem da nação seria fundado na imagem edênica de paraíso terreal, a terra prometida do medievo cristão, o oriente. O mito de fundação se contraporia à fórmula moderna e racional encetada no contrato original, de onde emergem os direitos e se constitui a sociedade civil e o Estado moderno, ocidental. Enquanto a fundação contratual derivaria de uma razão laica e reformada, a mítica teria origem no milenarismo profético da contra-reforma. Diferente do ato fundador contratual, entre iguais, o mito de fundação do Brasil se originaria de um processo marcado pela tradição e pelo costume, pelas paixões, pela autoridade e pela hierarquia. O mito fundador, como todo mito, não cessa de encontrar novas formas e roupagens para se exprimir, reafirmando valores do passado no presente, persistindo como revivescência de um perfil marcadamente autoritário da sociedade e do Estado brasileiro.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CHAUÍ, Marilena – &lt;i&gt;Brasil: mito fundador e sociedade autoritária&lt;/i&gt;. Fundação Perseu Abramo, São Paulo, [2000].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – “O motivo edênico no imaginário social brasileiro”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 13, nº 38, São Paulo, 1998.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; HOLANDA, Sérgio Buarque de [1958] – &lt;i&gt;Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil&lt;/i&gt;. Brasiliense, cap. VII, “Paraíso perdido”, cap. VIII, pp. 183-227, “Visão do paraíso”, pp. 227-301, e cap. XII, “América portuguesa e Índias de Castela”, pp. 383-407, São Paulo, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VAINFAS, Ronaldo – “Sérgio Buarque de Holanda: Visão do Paraíso”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp.25-43, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 3&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;José Bonifácio:  independência e política no I Reinado&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;O processo de independência foi marcado por um conjunto complexo de contradições que deram origem à conquista da soberania e à construção do Estado no Brasil. O processo de independência, a convocação da constituinte de 1823 e a outorga da Carta de 1824, enquanto orientam a construção do aparelho de Estado no I Reinado, lançam luz sobre José Bonifácio, que ganha notoriedade como intelectual e político. A idéia da existência de um “patriarca da independência” envolve a construção mítica da imagem de Bonifácio como o artífice da ruptura com a metrópole. Se, por um lado, constrói-se o mito de Bonifácio, por outro, fica patente a necessidade de o Estado se autonomizar e se qualificar de forma moderna, distinguindo as atividades administrativas das políticas e familiares. Os grupos políticos, que se tornariam mais tarde os primeiros partidos políticos, já se demonstram em gestação, exprimindo uma realidade de conflitos entre as forças nativas e os interesses portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CALDEIRA, Jorge - &lt;i&gt;José Bonifácio&lt;/i&gt;. Ed. 34, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COSTA, Emília Viotti da – &lt;i&gt;Da Monarquia à República&lt;/i&gt;. Editora UNESP, 8ª ed., cap. 2, “José Bonifácio: mito e história”, pp. 63-133, São Paulo, 1998.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COSTA, Emilia Viotti da – “Introdução ao estudo da emancipação política”. In MOTA, Carlos Guilherme – &lt;i&gt;Brasil em Perspectiva&lt;/i&gt;. Difel, 15ª ed., pp. 64-126, São Paulo, 1985.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; MOTA, Carlos Guilherme – &lt;u&gt;José Bonifácio: Projetos para o Brasil&lt;/u&gt;. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., pp. 75-95, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SILVA, José Bonifácio de Andrada e – &lt;i&gt;Representação à Assemblea Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil: Sobre a Escravatura&lt;/i&gt;. Typographia de Firmin Didot, Paris, 1825.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;SOUZA, Octávio Tarquínio de – &lt;i&gt;José Bonifácio&lt;/i&gt;. José Olympio, Rio de Janeiro, [1945].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. Ática, cap. 7, “Primeiro Reinado – José Bonifácio e Bernardo Pereira de Vasconcelos: liberalismo e conservadorismo”, pp. 163-187, São Paulo, [2006].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;A regência: Visconde do  Uruguai e o tempo saquarema&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;O período regencial referenciou o surgimento dos grupos políticos que lançaram as bases de formação burocrática do Estado Nacional. Se o início do período regencial foi marcado pelos ideais republicanos e federalistas, a reação conservadora, por sua vez, instaurou o Tempo Saquarema, como classifica Ilmar Mattos. A trindade Saquarema, formada pelos principais líderes do Partido Conservador, será a ponta de lança do projeto construtor do arcabouço político e jurídico que deu estabilidade e sustentação ao II Reinado e, de forma geral, ao Estado brasileiro. A centralização, a burocratização e o autoritarismo serão as marcas profundas deixadas pelo Tempo Saquarema. O Visconde do Uruguai foi um símbolo da mudança de rumos tomada pelos moderados da regência. A criação do primeiro grande partido brasileiro, o Partido Conservador, com disciplina e hierarquia, com um programa relativamente homogêneo, sustentou a criação de uma estrutura estatal tendente à autonomia. Entre os pais fundadores do Estado brasileiro, antes que os imperadores, estariam, portanto, os artífices principais do arcabouço burocrático estatal, as principais lideranças políticas do tempo Saquarema, como Uruguai, Itaboraí, Paraná, São Vicente, Araújo Lima, além de Bernardo Pereira de Vasconcelos.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de (org.) – &lt;i&gt;Visconde do Uruguai&lt;/i&gt;. Ed. 34, São Paulo, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – &lt;i&gt;Linhagens do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. Hucitec, cap. 1, pp. 21-68, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CALDEIRA, Jorge (org.)– &lt;i&gt;Diogo Antonio Feijó&lt;/i&gt;. Ed. 34, introdução, pp. 11-42, São Paulo, [1999]&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de (org.) – &lt;i&gt;Visconde do Uruguai&lt;/i&gt;. Ed. 34, apresentação, “Entre a autoridade e a liberdade”, 11-76, São Paulo, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de (org.) - &lt;i&gt;Bernardo Pereira de Vasconcelos&lt;/i&gt;. Ed. 34, introdução, pp. 9-36, São Paulo, [1999]&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – “Centralização e descentralização no Império”. In CARVALHO, José Murilo de – &lt;i&gt;Pontos e bordados: escritos de história e política&lt;/i&gt;. Ed. UFMG, pp.155-189, Belo Horizonte, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; MATOS, Ilmar Rohloff de – &lt;i&gt;O tempo Saquarema: a formação do Estado imperial&lt;/i&gt;. Hucitec, São Paulo, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 5&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Origens do liberalismo:  Tavares Bastos e a descentralização federativa&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;Tavares Bastos, ao lado de outras lideranças políticas, como Torres Homem e Rui Barbosa, foi um dos primeiros autores a criticar o autoritarismo e defender a descentralização. Prescrevendo um modelo liberal e federativo, Bastos foi um crítico contundente do Estado burocrático e autoritário, o que não contradiz ao seu apoio à monarquia. Tanto o Visconde do Uruguai quanto Tavares Bastos foram influenciados pela &lt;i&gt;Democracia na América&lt;/i&gt; de Tocqueville, não obstante, os usos que cada um fez do texto do aristocrata francês são comumente diversos e geralmente delineiam argumentos contraditórios. A crítica liberal de Tavares Bastos ao autoritarismo de Uruguai inaugura uma linhagem intelectual de grande longevidade. Bastos é patriarca de uma família de intelectuais liberais, enquanto Uruguai, por sua vez, foi a principal referência do pensamento autoritário no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BASTOS, Tavares [1870]– &lt;i&gt;A província: estudo sobre a descentralização no Brasil&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, nº 105, &amp;nbsp;3ª ed., São Paulo, 1975.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – &lt;i&gt;Linhagens do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. Hucitec, cap. 1, “Linhagens do pensamento político brasileiro”, pp. 21-68, São Paulo, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERREIRA, Gabriela Nunes – &lt;i&gt;Centralização e descentralização no Império: o debate entre Tavares Bastos e o Visconde de Uruguai&lt;/i&gt;. Ed. 34, São Paulo, [1999].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 6&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Joaquim Nabuco: um cientista  político no Império&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;Intelectual, político, diplomata, o nome de Joaquim Nabuco se inscreve no tablado dos mais importantes intérpretes do Brasil. Foi um dos primeiros intelectuais a analisar o novo espírito burguês que emergia com as transformações sócio-econômicas e políticas do final do século XIX.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; NABUCO, Joaquim – &lt;i&gt;O abolicionismo&lt;/i&gt;. Nova Fronteira/Publifolha, São Paulo, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; ALENCASTRO, Luis Felipe de – “Joaquim Nabuco: Um estadista no Império”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, vol. 1, 2ª ed., pp.113-133, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; ALONSO, Ângela – &lt;i&gt;Joaquim Nabuco&lt;/i&gt;. Companhia das Letras, coleção perfis brasileiros, São Paulo, [2007].  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, Maria Alice Rezende de – “Joaquim Nabuco: Minha formação”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, vol. 2, 2ª ed., pp.219-237, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; NABUCO, Joaquim – &lt;i&gt;Campanha abolicionista no Recife: eleições de 1884&lt;/i&gt;. Edições do Senado Federal, volume 59, “Discurso proferido num Meeting Popular na Praça de São José de Ribamar a 5 de novembro de 1884”, pp. 55-61, Brasília, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; NABUCO, Joaquim – &lt;i&gt;Minha Formação&lt;/i&gt;. Jackson Editôres, coleção Clássicos Jackson, volume XX, cap. XIX, “Eleição de deputado”, pp. 217-227, São Paulo, 1948.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; NOGUEIRA, Marco Aurélio – “Joaquim Nabuco: O abolicionismo”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, vol., 2, 2ª ed., pp. 167-191,&amp;nbsp; São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PEREIRA, Paulo José dos Reis – &lt;i&gt;A política externa da Primeira República e os Estados Unidos: a atuação de Joaquim Nabuco em Washington (1905-1910)&lt;/i&gt;. Hucitec/FAPESP, São Paulo, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; WEFFORT, Francisco – &lt;i&gt;Formação do pensamento político brasileiro&lt;/i&gt;. Ática, cap. 9, “Joaquim Nabuco: a escravidão e a ‘obra da escravidão’”, pp. 203-223, São Paulo, [2006].  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 7&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Manoel Bomfim: Brasil, nação  e revolução&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Quando Manoel Bomfim publica seu &lt;i&gt;A&lt;/i&gt; &lt;i&gt;América Latina: males de origem&lt;/i&gt;, na primeira década do século XX, inaugura os estudos políticos latino-americanos no Brasil, e abre caminho para uma trajetória de defesa da revolução social, que, conforme seu estudo de 1929, deveria lançar o país no caos para, dali, então, emergir uma nova nação, justa e igualitária, alijada de toda forma de opressão e do latifúndio. A revolução social se consolidaria apenas através do mais importante instrumento de transformação: a educação. Manoel Bomfim auxiliou no processo de ruptura da tradição hegemônica do pensamento racialista do final do século XIX, fazendo o elogio da miscigenação, muito antes da publicação de &lt;i&gt;Casa-grande e Senzala&lt;/i&gt;. Revolucionário, leitor de Marx, rejeitava o modelo revolucionário bolchevique e defendia uma revolução popular de modelo zapatista, fruto da revolução mexicana de 1910, exemplo mais adequado à realidade latino-americana. Esquecido por décadas, Manoel Bomfim vem sendo resgatado como um importante intelectual e educador e, especialmente, como um atento intérprete da política nos primeiros anos da República.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BOMFIM, Manoel – &lt;i&gt;O Brasil Nação: realidade da soberania brasileira&lt;/i&gt;. TOPBOOKS, 2ª ed., São Paulo, 1996.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; AGUIAR, Ronaldo Conde – &lt;i&gt;O rebelde esquecido: tempo, vida obra de Manoel Bomfim&lt;/i&gt;. TOPBOOOKS/ANPOCS, São Paulo, 2000.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BOMFIM, Manoel – &lt;i&gt;A América Latina: males de origem (o parasitismo social e a evolução)&lt;/i&gt;. Garnier, Rio de Janeiro/Paris, [1905].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BOTELHO, André – “Manoel Bomfim e o Legado autocrático do Estado brasileiro: apontamentos para uma agenda de pesquisa”.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BOTELHO, André – &lt;i&gt;O batismo da instrução: atraso e modernidade em Manoel Bomfim&lt;/i&gt;. Dissertação de mestrado, UNICAMP, Campinas, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CANDIDO, Antonio – “Radicalismos”. Revista Estudos Avançados, vol. 4, nº 8, São Paulo, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COSTA, Jean Carlo de Carvalho – “O problema nacional, globalização e o pensamento social no Brasil: notas sobre as implicações do “nacional” em Manoel Bomfim”. Revista Política &amp;amp; Trabalho, nº 22, pp.165-184, João Pessoa, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; GONTIJO, Rebeca – “Manoel Bomfim (1868-1932) e a escrita da História do Brasil”. Revista Brasileira de História, vol. 23, nº 45, pp. 129-154, São Paulo, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; IANNI, Octávio – &lt;i&gt;Pensamento social no Brasil&lt;/i&gt;. EDUSC/ANPOCS, cap. 6. “Raça e povo”, pp. 123-147, São Paulo, [2004].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SANTOS, Wilmihara Benevides da Silva Alves dos – &lt;i&gt;Povo e raça entre Manoel Bomfim e Silvio Romero&lt;/i&gt;. Dissertação, UNESP/Marília, Marília, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; UEMORI, Celso Nobrou – &lt;i&gt;Explorando em campo minado: a sinuosa trajetória intelectual de Manoel Bomfim em busca da identidade nacional&lt;/i&gt;. Tese de doutorado, PUC/SP, São Paulo, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VENTURA, Roberto – “Manoel Bonfim: A América Latina, males de origem”. In MOTA, Lourenço Dantas – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 237-259, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 8 (PRIMEIRA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Alberto Torres: a  organização nacional&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;Alberto Torres foi o pai dos nacionalistas do início do século XX. Suas posturas se adequavam aos ventos nacionalistas que sopravam no fim da era dos Impérios, que redundaram nos dois conflitos mundiais. Torres foi o primeiro autor brasileiro a criticar os teóricos da raça na Europa e seus representantes no Brasil. Defendia a necessidade de afirmação da soberania e elogio do nativo e da identidade nacional miscigenada. Torres foi um crítico da importação de braços, defendendo, em contrapartida, a integração dos negros libertos. A defesa da integração do negro é associada à afirmação da mestiçagem e à crítica ao racialismo. Para Alberto Torres, o Brasil do começo no século XX ainda não haveria constituído um povo, visto que o país não era sentido como pátria nem tinha a unidade de uma nação. Seríamos uma população dispersa e sem amálgama cívico que consolidasse laços de identidade e reciprocidade, que unisse os brasileiros sob uma pátria, que seria o esteio da construção do povo e da nação. Alberto Torres defendia a organização nacional através da criação de um estado autoritário instrumental, centralizado, burocratizado, alheio aos interesses e à pessoalidade, um Estado dirigido por um líder independente, responsável e que encarnasse a alma da nação. O líder que Torres buscava surgiu: Vargas.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; TORRES, Alberto [1914] – &lt;i&gt;O problema nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, vol. 16, 3ª ed., São Paulo, 1978.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; KUNTZ, Rolf – “Alberto Torres: O problema nacional brasileiro”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., pp. 259-279, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LEITE, Dante Moreira – &lt;i&gt;O caráter nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Pioneira, 2ª ed., São Paulo, 1969.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LIMA, A. Sabóia – &lt;i&gt;Alberto Torres e sua obra&lt;/i&gt;. Ed. Nacional, 2ª ed., São Paulo, 1935.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; MARSON, Adalberto – &lt;i&gt;A ideologia nacionalista de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Duas Cidades, São Paulo, 1979.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SIMÕES, Francisco Teotônio – &lt;i&gt;Repensando Alberto Torres: o pensamento político de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Dissertação, PUC/SP, São Paulo, 1978.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SOBRINHO, Antonio Barbosa Lima – &lt;i&gt;Alberto Torres no centenário de seu nascimento&lt;/i&gt;. Jornal do Comércio, 01/01/1966.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SOBRINHO, Antonio Barbosa Lima – &lt;i&gt;Presença de Alberto Torres&lt;/i&gt;. Civilização brasileira, Rio de Janeiro, 1968.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 8 (SEGUNDA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Oliveira Vianna:  instituições políticas e realidade nacional&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Tributário da tradição estatista autoritária instrumental do Visconde do Uruguai e de Alberto Torres, Oliveira Vianna é um dos mais importantes intérpretes das instituições brasileiras. O Estado autoritário seria o melhor instrumento para a constituição de uma opinião pública, qualificando a sociedade à participação cidadã. O autoritarismo seria um meio para que se forjassem as condições propícias ao desenvolvimento das liberdades individuais e da opinião pública. A democracia e a participação, o liberalismo e os direitos de cidadania só poderiam ser almejados após uma etapa de tutela estatal a partir da qual se construiriam os princípios cívicos, independentes dos interesses das elites parasitárias e oligárquicas.&amp;nbsp; A tradição política no Brasil teria sido marcada pelo espírito de clã, fundamento do grande domínio rural. Embora o arcabouço jurídico-legal republicano fosse moderno, não era adequado à realidade política do mando e da tradição clãnica. O Brasil legal não se adequava ao Brasil real. Realista, Oliveira Vianna, segundo sua própria classificação, poderia ser inscrito como um intelectual orgânico, alheio aos estrangeirismos e às importações de modelos institucionais e políticos avessos à realidade da nação. Em contraponto aos intelectuais orgânicos, se colocavam os liberais considerados intelectuais utópicos ou constitucionais, que defendiam o argumento de que boas leis fazem bons homens. Para Oliveira Vianna, bons homens fazem boas leis.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm; text-indent: 0.64cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira [1918]- &lt;i&gt;Populações Meridionais do Brasil&lt;/i&gt;. EDUFF/Itatiaia, Belo Horizonte, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; ALMEIDA, Maria Hermínia Tavares de – Oliveira Vianna: Instituições políticas brasileiras. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp.293-315, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; AMARAL, Azevedo [1938]– &lt;i&gt;O Estado autoritário e a realidade nacional&lt;/i&gt;. Ed.UnB, Câmara dos deputados, Brasília, 1981.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BASTOS, Elide Rugai &amp;amp; QUARTIM DE MORAES, João (orgs.) – &lt;i&gt;O pensamento de Oliveira Vianna&lt;/i&gt;. Ed.UNICAMP, Campinas, 1993.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – Oliveira Vianna: Populações Meridionais do Brasil. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 299-327, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – Linhagens do pensamento político brasileiro. Hucitec, cap. 2, “O programa de pesquisa conservador”, pp. 68-102, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – Linhagens do pensamento político brasileiro. Hucitec, cap. 1, “Linhagens do pensamento político brasileiro”, pp. 21-68, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – Pontos e bordados. Ed. UFMG, artigo “A utopia de Oliveira Viana”, pp. 202-233, Belo Horizonte, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LAMOUNIER, Bolívar – “Formação de um pensamento político autoritáriona Primeira República: uma interpretação”. In Holanda, Sérgio Buarque - &lt;i&gt;História Geral da Civilização Brasileira&lt;/i&gt;. Difel, 3ª ed., 2º vol., tomo III, São Paulo, 1985 [1978].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LEITE, Dante Moreira – &lt;i&gt;O caráter nacional brasileiro&lt;/i&gt;. Pioneira, 2ª ed., São Paulo, 1969.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PIVA, Luiz Guilherme – &lt;i&gt;Ladrilhadores e semeadores: a modernização brasileira no pensamento de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940)&lt;/i&gt;. Ed. 34/Depto. Ciência Política-FFLCH/USP, cap. 4, “Oliveira Vianna: organização nacional para construção e realização do futuro”, pp.89-153, São Paulo, [2000].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. 2, “Oliveira Vianna”, pp. 49-75, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;SANTOS, Wanderley Guilherme dos. &lt;i&gt;Ordem Burguesa e Liberalismo Político&lt;/i&gt;, São Paulo, Duas Cidades, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira – &lt;i&gt;Raça e assimilação&lt;/i&gt;. José Olympio, 4ª ed., Rio de Janeiro, 1959.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira [1949] - &lt;i&gt;Instituições Políticas Brasileiras&lt;/i&gt;. José Olympio, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1955.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira [1927] - &lt;i&gt;O idealismo da constituição&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, série 5, vol. 141, 2ª ed., São Paulo, 1939.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira [1930] – &lt;i&gt;Problemas de política objetiva&lt;/i&gt;. Companhia Editora Nacional, 2ª ed., São Paulo, 1945.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Oliveira [1923] – &lt;i&gt;Evolução do povo brasileiro&lt;/i&gt;. José Olympio, 3ª ed., Rio de Janeiro, 1938.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; WEFFORT, Francisco – Formação do pensamento político brasileiro. Ática, cap. 11, “Oliveira Viana: transição da primeira à segunda República”, pp. 249-275, São Paulo, [2006].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 9&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Sérgio Buarque de Holanda:  razão e cordialidade&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Introdutor dos estudos de Weber no Brasil, Sérgio Buarque definiu tipologias que antagonizam a formação cultural brasileira àquela originária das colônias espanholas das Américas. Ao definir o brasileiro como cordial, Holanda afirma que nossa tradição personalista e patrimonial moldou uma sociedade autoritária e hierárquica, que entende o Estado como extensão do domínio familiar e não como sua negação. A indistinção entre as esferas pública e privada e a passionalidade redundariam na incapacidade de adequação do arcabouço jurídico-legal racional e moderno em face das tradições patrimoniais e cordiais. A urbanização e a racionalização, no sentido weberiano, de burocratização, de normatização, tenderia, inexoravelmente, a diluir definitivamente a herança rural, patrimonial e aventureira, em favor de um modelo cultural moderno e ocidental, fundado na lei, na razão, no meio urbano, na rotina.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., Rio de Janeiro, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CANDIDO, Antonio [1967] – “O significado de Raízes do Brasil”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., prefácio, pp. XXXIV-L, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARDOSO, Fernando Henrique – “Livros que inventaram o Brasil”. In Novos Estudos CEBRAP, nº 37, São Paulo, 1993.HOLANDA, Sérgio Buarque de [1935] – “Corpo e alma do Brasil: ensaio de psicologia social”. In Revista do Brasil, vol. 3, nª 6, pp. 32-42, São Paulo, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; EULÁLIO, Alexandre – “Sérgio Buarque de Holanda escritor”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., pp. XXV-XXVII, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FILHO, George Avelino – “Cordialidade e civilidade em Raízes do Brasil”. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 12, vol. 5, São Paulo, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FILHO, George Avelino – “As raízes de Raízes do Brasil”. In Novos Estudos CEBRAP, nº 18, São Pauo, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PIVA, Luiz Guilherme – Ladrilhadores e semeadores: a modernização brasileira no pensamento de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940). Ed. 34/Depto. Ciência Política-FFLCH/USP, cap. 5, “Sérgio Buarque de Holanda: caminhos e barreiras da modernização brasileira”, pp. 153-189, São Paulo, [2000].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;span lang="it-IT"&gt;PRADO, Antonio Arnoni et al.- &lt;/span&gt;Sérgio Buarque de Holanda. Imago, 3º Colóquio UERJ, Rio de Janeiro, 1992.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RIBEIRO, Leo Gilson – “Sérgio Buarque de Holanda: o mestre, o crítico, o pensador”. In HOLANDA, Sérgio Buarque de [1936] - Raízes do Brasil. José Olympio, 19ª ed., pp. XXI-XXIV, Rio de Janeiro, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICUPERO, Bernardo – Sete lições sobre as interpretações do Brasil. Alameda, cap. IV, “Sérgio Buarque de Holanda”, pp. 101-129, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SALLUM JR., Brasílio – “Sérgio Buarque de Holanda: Raízes do Brasil”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 235-257, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 10 (PRIMEIRA PARTE) &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Nestor Duarte: a ordem  privada e a organização nacional&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Nestor Duarte, atuante jurista, jornalista e parlamentar, foi um dos mais destacados intelectuais a defender o projeto de reforma agrária na constituinte de 1946. A defesa da reforma agrária era ancorada em um pensamento que antepunha o domínio rural latifundiário à cidadania e à criação da esfera política. O despotismo familístico próprio do grande domínio rural havia gestado um poder privado absorvente que inibiria a criação de quaisquer formas livres e autônomas de exercício da cidadania. A população brasileira, atomizada e submetida ao domínio familiar, jamais teria conhecido a &lt;i&gt;res publica&lt;/i&gt;, apenas vivenciara a &lt;i&gt;res privata&lt;/i&gt;, o universo de domínio privado e familiar, a &lt;i&gt;oikia&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;despotéia&lt;/i&gt;. O latifúndio teria sido o fundamento da ordem privada, o Estado, enquanto instituição política autônoma, jamais teria se fundado no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; DUARTE, Nestor [1939] – A ordem privada e a organização nacional: contribuição à sociologia política brasileira. Companhia Editora Nacional, coleção brasiliana, vol. 172, 2ª ed., São Paulo, 1966.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BRANDÃO, Gildo Marçal – Linhagens do pensamento político brasileiro. Hucitec, cap. 1, “Linhagens do pensamento político brasileiro”, pp. 21-68, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PIVA, Luiz Guilherme – Semeadores e ladrilhadores: a modernização brasileira no pensamento político de Oliveira Vianna, Sérgio Buarque de Holanda, Azevedo Amaral e Nestor Duarte (1920-1940). Ed. 34/Depto. Ciência Política FFLCH/USP, cap. 7, “Nestor Duarte: determinismo privado e razão pública”, pp. 227-251, São Paulo, [2000].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 10 (SEGUNDA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Victor Nunes Leal:  Coronelismo, enxada e voto&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Victor Nunes Leal, jurista e ministro do Supremo Tribunal Federal, foi um dos primeiros intelectuais a exercer, segundo padrões acadêmico-formais, estudos institucionalistas sistemáticos, distinguindo-se dos ensaístas que marcaram as gerações anteriores de pensadores focados na observação das instituições e do Estado brasileiro. Neste sentido, inscreve-se como um dos precursores da Ciência Política no Brasil. Sua análise do coronelismo é, ainda hoje, a principal referência nos estudos sobre o domínio rural e familístico, o poder local, o mandonismo, e também sobre as origens do clientelismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LEAL, Victor Nunes [1949] – Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. Alfa-Omega, São Paulo, 1975.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – “Mandonismo, coronelismo, clientelismo: uma discussão conceitural”. In CARVALHO, José Murilo de – &lt;i&gt;Pontos e Bordados: escritos de história e política&lt;/i&gt;. Ed. UFMG, pp. 130-155, Belo Horizonte, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – “Em louvor de Victor Nunes Leal”. In Dados, vol. 23, nº 1, Rio de Janeiro, 1980.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; GRAHAN, Richard [1990] – &lt;i&gt;Clientelismo e política no Brasil do século XIX&lt;/i&gt;. Ed. UFRJ, Rio de Janeiro, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LEAL, Victor Nunes – “O coronelismo e o coronelismo de cada um”. In Dados, vol. 23, nº 1, Rio de Janeiro, 1980.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 2cm; text-indent: -2cm;"&gt; QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de [1970] - &lt;i&gt;O mandonismo local na vida política brasileira&lt;/i&gt;. Ed. Alfa-Omega, São Paulo, 1976.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 2cm; text-indent: -2cm;"&gt; QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de – &lt;i&gt;O coronelismo numa interpretação sociológica&lt;/i&gt;. In; Fausto, Boris (org.). História Geral da Civilização Brasileira. Difel, tomo III, vol.1, São Paulo, 1975.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 11&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Raymundo Faoro e os Donos do  Poder&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Jurista, Faoro também assume uma postura intelectual focada nas instituições e no Estado brasileiro. Sua tese, que incorpora alguns conceitos de Weber, embora sob uma abordagem “heterodoxa”, procura definir a existência persistente de um estamento burocrático-patrimonial à frente do Estado, o que inibiria a organização livre e autônoma da sociedade civil. O estamento burocrático-patrimonial barraria a conquista da cidadania e das liberdades. A centralização e a macrocefalia do Estado seria resultante dos interesses privilegiados dos donos do poder, encastelados na máquina estatal. O patrimonialismo, de origem lusa, haveria minado as bases da construção da modernidade e da cidadania. A centralização autoritária do poder geraria um Estado à imagem de um Hércules Quasimodo, todo-poderoso e impotente, com um poder centralizado que não atingiria as extremidades de seu corpo, um Estado com uma cabeça enorme, quase sem braços ou pernas. O estamento burocrático-patrimonial inibiria a consecução dos direitos, enquanto incentivaria a modernização autoritária, de cima para baixo, sem incorporar os valores éticos e morais da modernidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FAORO, Raymundo [1957] – &lt;i&gt;Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro&lt;/i&gt;. Globo/Publifolha, São Paulo, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BENEVIDES, Mara Victória de Mesquita – “Faoro: nosso amigo”. In Lua Nova, nº 58, São Paulo, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BOSI, Alfredo – “Faoro: leitor de Machado de Assis”. In Estudos Avançados, vol. 18, nº 51, São Paulo, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CAMPANTE, Rubens Goyatá – “O patrimonialismo em Faoro e Weber e a sociológica brasileira”. In Dados, vol. 46, nº 1, Rio de Janeiro, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COMPARATO, Fábio Konder – “Faoro historiador”. In Estudos Avançados, vol. 17, nº 48, São Paulo, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. VI, “Raymundo Faoro”, pp. 155-181, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SHWARTZMAN, Simon – “Atualidade de Raymundo Faoro”. In DADOS, Vol. 46, n. 2, pp. 207 a 213, Rio de Janeiro, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SOUZA, Laura de Mello e – “Raymundo Faoro: Os donos do poder”. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – &lt;i&gt;Introdução ao Brasil: um banquete no trópico&lt;/i&gt;. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 335-357, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 12 (PRIMEIRA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Guerreiro Ramos e o Iseb &lt;/b&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;O Instituto Social e Econômico Brasileiro foi a instituição mais da defesa da plataforma nacional-desenvolvimentista. Neste sentido, se aproximaria ao que Bolívar Lamounier define como ideologia de Estado. Apesar do aspecto político-ideológico marcante, o ISEB reuniu importantes intérpretes do Brasil, como Nelson Werneck Sodré, Guerreiro Ramos, nomes do pensamento político brasileiro&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RAMOS, Alberto Guerreiro – Administração e contexto brasileiro: esboço de uma teoria geral da administração. FGV, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1983.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; BARIANI, Edison – “Guerreiro Ramos: uma sociologia em mangas de camisa”. In Caos, revista eletrônica, nº 11, pp.84-92, Out., 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.26cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;BRESSER-PEREIRA, Luis Carlos – “O conceito de desenvolvimento do ISEB rediscutido”. In Dados, vol. 47, nº 1, Rio de Janeiro, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho [1978] – “O tempo das ilusões”. In FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho &amp;amp; CHAUÍ, Marilena – Ideologia e mobilização popular. CEDEC/Paz e Terra, São Paulo, 1985.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;IANNI, Octávio – “Ordem e Progresso”. In IANNI, Octávio - Pensamento social no Brasil. EDUSC/ANPOCS, pp. 245-273, São Paulo, 2004. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;JAGUARIBE, Hélio – “ISEB: um breve depoimento e uma apreciação crítica”. Cadernos de opinião. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;JAGUARIBE, Hélio – Nacionalismo na atualidade brasileira. ISEB, Rio de Janeiro, 1958.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;JAGUARIBE, Hélio – Condições institucionais do desenvolvimento. ISEB, Rio de Janeiro, 1958.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;LAMOUNIER, Bolívar – “O ISEB: notas à margem de um debate”. In Discurso, Livraria editora em Ciências Humanas, nº 9, pp.153-158, São Paulo, 1979.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;LEITE, Dante Moreira – O caráter nacional brasileiro. Pioneira, São Paulo, 1969.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; margin-top: 0cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;MAIO, Marcos Chor – “Uma polêmica esquecida: Costa Pinto, Guerreiro Ramos e o tema das relações raciais”. In Dados, vol. 40, nº 1, Rio de Janeiro, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;MARINHO, Luis Carlos – O ISEB em seu momento histórico. Ed. UFRJ, Rio de Janeiro, 1986.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;MENDES, Cândido – Nacionalismo e desenvolvimento. IBEAA, Rio de Janeiro, 1963.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;MOTA, Carlos Guilherme – Ideologia da cultura brasileira (1933-1974). Ática, 4ª ed., São Paulo, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;PINTO, Álvaro Vieira – Ideologia e desenvolvimento nacional. ISEB, Rio de Janeiro, 1959.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.26cm; text-indent: -1.22cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;RAMOS, Alberto Guerreiro – O problema nacional do Brasil. Saga, Rio de Janeiro, 1960.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;SODRÉ, Nelson Werneck – Raízes do Nacionalismo brasileiro. ISEB, Rio de Janeiro, 1957.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;SODRÉ, Nelson Werneck – A verdade sobre o ISEB. Avenir, Rio de Janeiro, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.24cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;SOUZA, Márcio Ferreira de – A construção da concepção de desenvolvimentgo nacional no pensamento de Guerreiro Ramos. Dissertação, FAFICH/UFMG, Belo Horizonte, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.24cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;TOLEDO, Caio Navarro de (org.) – Intelectuais e política no Brasil: a experiência do ISEB. Revan, Rio de Janeiro, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.24cm;"&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;TOLEDO, Caio Navarro de – ISEB: fábrica de ideologias. Ática, São Paulo, 1977.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 12 (SEGUNDA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Caio Prado Júnior: a  Revolução Brasileira &lt;/b&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;Um dos mais destacados intérpretes do Brasil, Caio Prado Júnior foi um intelectual engajado, rompeu com a tradição hegemônica das esquerdas no país ao negar a afirmativa de persistência de restos feudais, incompatíveis com a modernidade e com o capitalismo. A partir da interpretação “feudal” se articularam, por décadas, as estratégias revolucionárias das esquerdas e, especialmente, do PCB. Intelectual rigoroso, Caio Prado demonstrou o erro de origem dos argumentos das esquerdas, superando as interpretações “feudais”, afirmando que o modelo escravista foi mercantil e não feudal, e a revolução burguesa e a consolidação do capitalismo industrial, ao contrário daquele gestado nos países desenvolvidos, haveria se forjado a partir da agroindústria do café. Desde a colonização o perfil mercantil preponderou, inexistindo uma classe camponesa ou qualquer elemento feudal. Por isso, a aliança estratégica com a burguesia nacional demonstrar-se-ia um erro profundo, derivado do etapismo incauto e da ortodoxia dogmática das esquerdas.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio – A Revolução Brasileira. Brasiliense, São Paulo, [1966].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; D’INCAO, Maria A. (org.) – História e ideal: ensaios sobre Caio Prado Júnior. Brasiliense, São Paulo, 1984.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PRADO JÚNIOR, Caio [1933] – Evolução política do Brasil: colônia e império. Brasiliense, 16ª ed., 1988.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PRADO JÚNIOR, Caio – Formação do Brasil contemporâneo: colônia. Brasiliense/Publifolha, São Paulo, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; PRADO JÚNIOR, Caio [1945] – História econômica do Brasil. Brasiliense, 25ª ed., São Paulo, 1980.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; NOVAIS, Fernando – “Caio Prado Júnior historiador”. Novos Estudos CEBRAP, nº 18, São Paulo, 1983.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICÚPERO, Bernardo – Caio Prado Júnior e a nacionalização do marxismo no Brasil. Ed. 34/FAPESP/Depto. Ciência Política FFLCH/USP, São Paulo, [2000].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICÚPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. V, “Caio Prado Júnior”, pp. 129-155, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 13&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Florestan Fernandes e a  Revolução Burguesa no Brasil&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Florestan Fernandes é considerado um dos pais fundadores dos estudos sociológicos acadêmicos no Brasil. Principiador da chamada Escola Sociológica Paulista, auxiliou na formação de inúmeros intelectuais que tornaram a USP um dos principais pólos de desenvolvimento do pensamento crítico no Brasil. Como deputado federal, continuou sua trajetória de defesa intransigente da educação pública e gratuita no Brasil, sendo um dos reformuladores do projeto de LDB na constituinte de 1988, ao lado de Darcy Ribeiro, à época senador.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 1.27cm;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan [1966-1974] – A Revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. Zahar, Rio de Janeiro, 1975.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COHN, Gabriel – Forestan Fernandes: A organização do negro na sociedade de classes. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 2, pp. 385-403, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; COHN, Gabriel – Florestan Fernandes: A Revolução burguesa no Brasil. In MOTA, Lourenço Dantas (org.) – Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. SENAC, 2ª ed., vol. 1, pp. 393-412, São Paulo, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan – Mudanças sociais no Brasil. DIFEL, São Paulo, s/d.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan – Circuito Fechado. Hucitec, 2ª ed., São Paulo, 1977.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan – Brasil: em compasso de espera. Hucitec, São Paulo, 1980.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan (org.- in memorian) – Um olhar que persiste: ensaios críticos sobre o capitalismo e o socialismo. Anita Garibaldi, São Paulo, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan – Homenagem a Florestan Fernandes. Revista da ADUSP, nº 4, São Paulo, 1995.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FERNANDES, Florestan – Homenagem a Florestan Fernandes. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 30, São Paulo, 1996.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; IANNI, Octávio – Pensamento Social no Brasil. EDUSC/ANPOCS, cap. 13, “Forestan Fernandes e a formação da sociologia brasileira”, pp. 307-344, São Paulo, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; RICUPERO, Bernardo – &lt;i&gt;Sete lições sobre as interpretações do Brasil&lt;/i&gt;. Alameda, cap. VII, “Florestan Fernandes”, pp. 181-209, São Paulo, [2007].&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 14 (PRIMEIRA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Maria Sylvia de Carvalho  Franco e os homens livres na ordem escravocrata&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Maria Sylvia de Carvalho Franco é uma das mais destacadas cientistas sociais da chamada escola sociológica paulista, formada por Florestan Fernandes e outros professores da missão francesa, que contribuíram para a formação da USP. Ao lado de Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni, Carvalho Franco formou a segunda geração de fundadores da sociologia em São Paulo, vindo a ser uma das fundadoras da jovem UNICAMP, Universidade com perfil marcadamente de esquerda, criada em 1964, ano que marcaria a ruptura institucional e inauguraria a longa trajetória ditatorial. Homens Livres na ordem escravocrata demonstra a importância central da observação dos padrões políticos de mando e subserviência fundados nas relações entre proprietários e não proprietários livres na ordem escravocrata. Esses padrões, conformariam os fundamentos das formas características de mando na história do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm; text-indent: 0.64cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho – Homens livres na ordem escravocrata. Kairós, 3ª ed., São Paulo, 1983.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – Cidadania no Brasil: o longo caminho. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2008.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; LOPES, Juarez Brandão – A cultura política do mando: subserviência e nossas populações pobres. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 38-42, São Paulo, 1994.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; OLIVEIRA, Francisco de – Da dádiva aos direitos: a dialética da cidadania. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 42-45, São Paulo, 1994.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SAES, Décio Azevedo Marques de – A questão da evolução da cidadania política no Brasil. In Estudos Avançados, vol. 15, nº 42, São Paulo, 2001.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SALES, Teresa – Raízes da desigualdade social na cultura política brasileira. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 26-38, São Paulo, 1994.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SALES, Teresa – Caminhos da cidadania: comentários adicionais. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 48-52, São Paulo, 1994.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; TELLES, Vera da Silva – Cultura da dádiva, avesso da cidadania. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 25, ano 9, pp. 45-48, São Paulo, 1994.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 14 (SEGUNDA PARTE)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;O State Building brasileiro:  José Murilo de Carvalho, Fernando Uricoechea, Elisa Reis e Simon  Schwartzman&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Contemporâneos, os autores focalizados apresentam versões distintas acerca dos processos de formação da máquina pública, burocrática e administrativa do Estado Nacional, revendo a história brasileira a partir de suas instituições.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 1.27cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; CARVALHO, José Murilo de – A construção da ordem: a elite política imperial. Civilização Brasileira, 4ª ed., Rio de Janeiro, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; URICOECHEA, Fernando – O minotauro imperial. &lt;span lang="en-US"&gt;Difel, São Paulo, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;REIS, &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Elisa Pereira – &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;The Agrarian Roots of the Authoritarian Modernization in Brazil: 11880-1930&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;. Ph.D. Dissertation, Massachussets Institute of Technology/Iuperj, Massachussets, [1979].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SCHWARTZMAN, Simon – &lt;i&gt;Bases do autoritarismo brasileiro&lt;/i&gt;. Campus, São Paulo, 1982.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;AULA 15 &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul type="DISC"&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Revolução Passiva e  Modernização Seletiva: Werneck Vianna e Jessé Souza&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="text-indent: 0.64cm;"&gt;Werneck Vianna e Jessé Souza, intérpretes contemporâneos usam argumentos e metodologias díspares, embora tratem de a assuntos semelhantes, a dificuldade de construção da cidadania no Brasil em face de uma história marcada pelo favor e pelo patrimonialismo. As características de nossos processos de mudança seriam marcadas por revoluções passivas, dentro da ordem, gestando uma democracia incompleta e uma subcidadania regulada. Nossa modernidade seria particular, seletiva.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm; text-indent: 0.64cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-left: 0.64cm; text-indent: 0.64cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia indicada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 2cm; text-indent: -2cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; VIANNA, Luis Werneck - &lt;i&gt;A Revolução Passiva: iberismo e americanismo no Brasil&lt;/i&gt;. IUPERJ, Rio de Janeiro, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SOUZA, Jessé – &lt;i&gt;A modernização seletiva: uma reinterpretação do dilema brasileiro&lt;/i&gt;. Ed. UnB, Brasília, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &lt;b&gt;Bibliografia complementar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-left: 1.27cm; text-indent: -1.27cm;"&gt; SOUZA, Jessé – &lt;i&gt;A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica&lt;/i&gt;. IUPERJ/UFMG, Rio de Janeiro, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 1.27cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;VIANNA, Luis Werneck - &lt;i&gt;Caminhos e Descaminhos da Revolução Passiva à Brasileira.&lt;/i&gt; Revista Dados, v. 39, nº 3, Rio de Janeiro, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-5107252592966680555?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/5107252592966680555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=5107252592966680555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5107252592966680555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5107252592966680555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2011/08/programa-da-disciplina-de-pensamento.html' title='Programa da Disciplina de Pensamento Político Brasileiro - GRADUAÇÃO'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-5574715965535595039</id><published>2010-12-03T08:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T08:25:19.250-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BORIS FAUSTO - A Revolução de 30'/><title type='text'>Entrevista BORIS FAUSTO - A Revolução de 30</title><content type='html'>Aí vai o link de uma excelente entrevista com Boris Fausto feita em comemoração dos 80 anos da Revolução de 30 pelo CPDoc da GV.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cpdoc.fgv.br/revolucao1930/ecos"&gt;http://cpdoc.fgv.br/revolucao1930/ecos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-5574715965535595039?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/5574715965535595039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=5574715965535595039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5574715965535595039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5574715965535595039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2010/12/entrevista-boris-fausto-revolucao-de-30.html' title='Entrevista BORIS FAUSTO - A Revolução de 30'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-5191790768055056691</id><published>2009-06-23T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T10:28:14.702-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Nabuco'/><title type='text'>Nabuco e a escrita a história</title><content type='html'>Aí vai o link do artigo de Cecília Helena de Salles Oliveira sobre alguns livros lançados sobre Nabuco, dentre os quais o de Izabel Marson. O artigo trata da construção da história a partir de alusões aos explicadores e, especialmente, Joaquim Nabuco:&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/pdf/ea/v23n65/a16v2365.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-5191790768055056691?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/5191790768055056691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=5191790768055056691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5191790768055056691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5191790768055056691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/06/nabuco-e-escrita-historia.html' title='Nabuco e a escrita a história'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-1948961467287204385</id><published>2009-06-23T06:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T06:05:56.236-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Nabuco'/><title type='text'>Nabuco: Cartas aos abolicionistas ingleses</title><content type='html'>Aí vai o link do artigo de José Murilo de Carvalho e Leslie Bethell sobre as cartas trocadas entre Joaquim Nabuco e os abolicionistas ingleses:&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/pdf/ea/v23n65/a15v2365.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-1948961467287204385?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/1948961467287204385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=1948961467287204385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1948961467287204385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1948961467287204385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/06/nabuco-cartas-aos-abolicionistas.html' title='Nabuco: Cartas aos abolicionistas ingleses'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-5132413081495417680</id><published>2009-05-28T04:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T04:32:17.620-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Faoro, nosso amigo - Maria Victória Benevides</title><content type='html'>Revista Lua Nova/CEDEC, nº 58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://sala.clacso.edu.ar/gsdl252/cgi-bin/library?e=d-000-00---0luanova--00-0-0--0prompt-10---4------0-1l--1-es-50---20-about---00031-001-1-0utfZz-8-10&amp;amp;a=d&amp;amp;c=luanova&amp;amp;cl=CL2.1&amp;amp;d=HASH019572922773632323e28aec.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Raymundo Faoro, nosso amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por Maria Victória Benevides&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Modéstia à parte, Raymundo Faoro foi um dos nossos. O consagrado&lt;br /&gt;autor de Os Donos do Poder era, sim, “da casa”: mestre, crítico, conselheiro,&lt;br /&gt;colaborador, amigo de todos nós, os pais (e mães!) fundadores e os&lt;br /&gt;continuadores do CEDEC.&lt;br /&gt;Pouco presente em pessoa, era uma referência constante; o grande&lt;br /&gt;historiador, jurista e sociólogo, mas também o publicista notável, que sempre&lt;br /&gt;acompanhou, com sua pena certeira e suas intervenções públicas, a vida&lt;br /&gt;política da nação. É bem conhecida sua brilhante atuação quando presidente&lt;br /&gt;do Conselho Federal da OAB (1977-1979). Aliás, a OAB adquiriu um prestígio&lt;br /&gt;extraordinário, como fonte e voz da sociedade civil, graças a ele. Tornouse&lt;br /&gt;um dos principais representantes dos que lutaram contra a ditadura, sendo&lt;br /&gt;interlocutor dos políticos e dos militares, que nele reconheceram um adversário&lt;br /&gt;lúcido, corajoso e livre de qualquer projeto político pessoal. Sempre&lt;br /&gt;ficou claro, para todos que o conheceram, sua completa falta de ambição para&lt;br /&gt;cargos e honrarias. É importante destacar este dado de sua personalidade, pois&lt;br /&gt;não foram poucos os que atribuíram ao seu dinamismo à frente da OAB objetivos&lt;br /&gt;políticos menos nobres, como ser nomeado ministro da Justiça ou membro&lt;br /&gt;do STF num futuro governo democrático. Os fatos provam que ele nada&lt;br /&gt;quis, nem abandonou suas trincheiras de luta contra os arrivistas da “transição&lt;br /&gt;transada”.&lt;br /&gt;Quando Luiz Inácio da Silva foi à sua casa convidá-lo para ser vice&lt;br /&gt;(campanha de 1989), Raymundo recebeu-o de braços abertos e adega fidalga&lt;br /&gt;(gostava muito do líder petista, com quem manteve relações de mútua admiração&lt;br /&gt;e amizade até o fim). Mas ponderou: “Lula, sou um homem preguiçoso&lt;br /&gt;e amante das boas coisas da vida. Aceitaria, de bom grado, uma embaixada&lt;br /&gt;em Viena...desde que vitalícia”.&lt;br /&gt;Apesar de participar, junto com Mino Carta, seu fraternal amigo, das&lt;br /&gt;revistas IstoÉ/Senhor, Carta Capital e do excelente e efêmero Jornal da&lt;br /&gt;RAYMUNDO FAORO,&lt;br /&gt;NOSSO AMIGO&lt;br /&gt;MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES&lt;br /&gt;República, era pouco presente em São Paulo. Detestava deixar o Rio de&lt;br /&gt;Janeiro, onde morava – com fino gosto (e entre montanhas de livros e vídeos&lt;br /&gt;de teatro) –, debaixo do Cristo Redentor, com quem, dizia, muitas vezes&lt;br /&gt;“acertava as contas”, o coração pesado de ira et studio. O bairro chama-se&lt;br /&gt;Cosme Velho, escolhido como se Raymundo Faoro quisesse também os ares&lt;br /&gt;bucólicos de seu querido Machado, sobre o qual escreveu a obra prima&lt;br /&gt;Machado de Assis: A Pirâmide e o Trapézio (livro pouco lembrado, o que é&lt;br /&gt;uma lástima). Aliás, como o velho bruxo, Raymundo tinha o horror de ser&lt;br /&gt;“medalhão”. Aceitava nossos convites, no CEDEC ou na USP, mas avisava:&lt;br /&gt;estão proibidas as louvações.&lt;br /&gt;A ele o CEDEC muito deve. Seu empenho entusiasmado garantiu,&lt;br /&gt;por exemplo, o primeiro grande Seminário da Abertura no Brasil, em junho&lt;br /&gt;de 1979, com apoio da OAB e patrocínio da Fundação Ford. Organização&lt;br /&gt;conjunta CEDEC-CEBRAP (sob a minha aflita e orgulhosa coordenação, desculpem-&lt;br /&gt;me a vaidade) e realizado na PUC da reitora Nadir Kfouri, este superseminário&lt;br /&gt;Direito, Cidadania e Participação (depois publicado pela editora&lt;br /&gt;T. A. Queiroz) reuniu intelectuais e políticos de todo o país e dos EUA, todos&lt;br /&gt;comprometidos com a instauração de um Estado de Direito Democrático. Foi&lt;br /&gt;um grande sucesso de público e de imprensa e um marco decisivo na história&lt;br /&gt;do CEDEC. A partir de então, nosso pequeno Centro consolidou foros de&lt;br /&gt;credibilidade para várias empreitadas, conseguindo apoios acadêmicos e&lt;br /&gt;financeiros no país e no exterior. Daí também se consolidaram projetos relevantes&lt;br /&gt;para a identidade do Centro, em torno da cidadania, dos direitos&lt;br /&gt;humanos, da reforma política, dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;Raymundo Faoro colaborou em diversas outras ocasiões com o&lt;br /&gt;CEDEC, ora como avalista de projetos, ora como crítico interlocutor em&lt;br /&gt;seminários ou textos, dentre os quais destaco os debates sobre a Constituinte,&lt;br /&gt;que queríamos nacional, livre e soberana. Foi acompanhando esses debates&lt;br /&gt;que Raymundo Faoro escreveu, convidado por Caio Graco, o belo ensaio&lt;br /&gt;Assembléia Constituinte, a legitimidade recuperada (1986).&lt;br /&gt;Participou, igualmente, de nossas publicações; destaco um original&lt;br /&gt;artigo sobre liberdade de imprensa em nossa primeira revista, a Revista de&lt;br /&gt;Cultura e Política, e uma instigante entrevista para Lua Nova (“A democracia&lt;br /&gt;que queremos”, no número 5, de 1985).&lt;br /&gt;Apreciava, com evidente espírito de argumentação clássica, o debate&lt;br /&gt;intelectual de alto nível e assim integrou bancas examinadoras na&lt;br /&gt;Universidade: de Carlos Guilherme Mota, de Gabriel Cohn, de Paulo Sérgio&lt;br /&gt;Pinheiro, de Marco Aurélio Nogueira e de Kátia Mendonça, entre outros.&lt;br /&gt;Weberiano ilustre, da tese de Gabriel gostava de dizer que podia figurar entre&lt;br /&gt;o que de melhor se escreveu sobre Max Weber... na Alemanha! (Estava&lt;br /&gt;apalavrado para participar da banca de Marco Aurélio Garcia, mas, como se&lt;br /&gt;sabe, a política vem adiando a defesa do Marco).&lt;br /&gt;Sua figura imponente de origem vêneta (quase dois metros de altura)&lt;br /&gt;e o tom muito grave da voz podiam intimidar o recém-chegado. Mas logo se&lt;br /&gt;percebia que a imensa cultura não atrapalhava o formidável wit, o senso de&lt;br /&gt;humor inigualável, a começar pelo riso sobre si próprio: “Não tenho a elegância&lt;br /&gt;do patriciado paulista, sou um simples gaúcho de Vacaria. Aprendi alemão&lt;br /&gt;nos clubes masculinos de Porto Alegre, inglês porque me deslumbrei com&lt;br /&gt;Shakespeare, sobretudo as peças políticas, e francês... bem, francês aprendi&lt;br /&gt;com as fábulas de La Fontaine, e falo como um animal”.&lt;br /&gt;Por iniciativa de Carlos Guilherme Mota foi o primeiro professor&lt;br /&gt;visitante do IEA da USP, onde desenvolveu um estudo original publicado com&lt;br /&gt;o título Existe um pensamento político brasileiro? Gostava do ambiente e dos&lt;br /&gt;colegas, mas me dizia, docemente irônico, para eu não me preocupar pois o&lt;br /&gt;CEDEC estaria sempre em primeiro lugar.&lt;br /&gt;É difícil encontrar um personagem de tal envergadura – tão “varão&lt;br /&gt;da República” – e que seja, ao mesmo tempo, tão simples e generoso. Isso&lt;br /&gt;mesmo, o ilustre Raymundo Faoro foi, sem pieguice, um homem bom. Um&lt;br /&gt;homem de generosidade pessoal e intelectual, fortiter in re, suaviter in modo.&lt;br /&gt;Antônio Candido disse, certa vez, referindo-se a Fernando de Azevedo, que&lt;br /&gt;um grande intelectual não será, necessariamente, um grande homem público,&lt;br /&gt;e que seu mestre Azevedo fora ambos. Podemos dizer o mesmo de nosso&lt;br /&gt;mestre e amigo Raymundo Faoro.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Raymundo Faoro foi um gaúcho-italiano à moda antiga, que não&lt;br /&gt;temia uma boa briga nem cultivar os inevitáveis inimigos, mas mantinha sempre&lt;br /&gt;a exigência de honra, lealdade e caráter que, segundo ele, bebera no leite&lt;br /&gt;materno (as histórias que contava sobre a mãe Maria Luiza dariam um&lt;br /&gt;romance de Érico Veríssimo). Pode ter sido, por isso, mal compreendido por&lt;br /&gt;alguns adeptos da modernidade deslumbrada e do “politicamente correto”.&lt;br /&gt;Tudo isso é bobagem. Raymundo Faoro foi, simplesmente, um homem íntegro,&lt;br /&gt;inteligente e encantador.&lt;br /&gt;Uma saudade danada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA VICTORIA de MESQUITA BENEVIDES é ... Modéstia à&lt;br /&gt;parte, Maria Victoria é uma das nossas.&lt;br /&gt;Fundadora e participante de primeira hora do CEDEC evoca a figura&lt;br /&gt;do grande intelectual morto recentemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-5132413081495417680?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/5132413081495417680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=5132413081495417680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5132413081495417680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/5132413081495417680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/faoro-nosso-amigo-maria-victoria.html' title='Faoro, nosso amigo - Maria Victória Benevides'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-7659972045869280086</id><published>2009-05-28T04:22:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T04:23:39.454-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Faoro leitor de Machado - Alfredo Bosi</title><content type='html'>Aí vai o link do texto do Alfredo Bosi: "Raymundo Faoro, leitor de Machado de Assis"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n51/a22v1851.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-7659972045869280086?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/7659972045869280086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=7659972045869280086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7659972045869280086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7659972045869280086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/faoro-leitor-de-machado-alfredo-bosi.html' title='Faoro leitor de Machado - Alfredo Bosi'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-1580619909839905764</id><published>2009-05-28T04:20:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T04:21:14.688-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Faoro Historiador - Fábio Conder Comparato</title><content type='html'>Aí vai o link do texto de Fábio Conder Comparato: "Faoro Historiador"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40142003000200024&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-1580619909839905764?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/1580619909839905764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=1580619909839905764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1580619909839905764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1580619909839905764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/faoro-historiador-fabio-conder.html' title='Faoro Historiador - Fábio Conder Comparato'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-4175689428199355761</id><published>2009-05-27T04:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T04:06:53.169-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Os Donos do Poder - Raymundo Faoro</title><content type='html'>Aí vai o link para o e-book zipado do Raymundo Faoro: Os Donos do Poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/get/4369973/72e22f42/raymundo_faoro_-_os_donos_do_poder__doc___rev_.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-4175689428199355761?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/4175689428199355761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=4175689428199355761&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4175689428199355761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4175689428199355761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/os-donos-do-poder-raymundo-faoro.html' title='Os Donos do Poder - Raymundo Faoro'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-3874796297400396670</id><published>2009-05-27T04:00:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T04:02:38.290-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Faoro e Weber e a Sociologia Brasileira - Rubens G. Campante</title><content type='html'>Aí vai o link para o texto de Rubens Goyatá Campante: O patrimonialismo em Faoro e Weber e a Sociologia brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/218/21846105.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-3874796297400396670?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/3874796297400396670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=3874796297400396670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3874796297400396670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3874796297400396670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/faoro-e-weber-e-sociologia-brasileira.html' title='Faoro e Weber e a Sociologia Brasileira - Rubens G. Campante'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-7088237710873735291</id><published>2009-05-12T15:05:00.001-07:00</published><updated>2009-05-12T15:06:28.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sérgio Buarque de Holanda'/><title type='text'>Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda</title><content type='html'>Aí vai o link do e-book de Sérgio Buarque de Holanda: Raízes do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/36821795/366d5f87/razes_do_brasil_-_srgio_buarque_de_holanda_-_brasil_histria_sociedade_herana_cultura.html?s=1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-7088237710873735291?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/7088237710873735291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=7088237710873735291&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7088237710873735291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7088237710873735291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/raizes-do-brasil-sergio-buarque-de.html' title='Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-9119956215580103271</id><published>2009-05-12T14:17:00.001-07:00</published><updated>2009-05-12T14:28:37.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Nabuco'/><title type='text'>Campanha Abolicionista de 1884 - Joaquim Nabuco</title><content type='html'>Aí vai o link do e-book do Nabuco: Campanha Abolicionista de 1884&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jn000060.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-9119956215580103271?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/9119956215580103271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=9119956215580103271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/9119956215580103271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/9119956215580103271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/campanha-abolicionista-de-1884-joaquim.html' title='Campanha Abolicionista de 1884 - 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Joaquim Nabuco'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-7492612857282879216</id><published>2009-05-12T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T14:13:54.800-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Nabuco'/><title type='text'>A escravidão - Joaquim Nabuco</title><content type='html'>Aí vai o link do e-book de Nabuco: A Escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jn000061.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-7492612857282879216?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/7492612857282879216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=7492612857282879216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7492612857282879216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7492612857282879216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/escravidao-joaquim-nabuco.html' title='A escravidão - Joaquim Nabuco'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-1354755594996958618</id><published>2009-05-12T14:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T04:36:08.699-07:00</updated><title type='text'>O abolicionismo - Joaquim Nabuco</title><content type='html'>Aí vai o link do e-book de Joaquim Nabuco: O Abolicionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-1354755594996958618?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/1354755594996958618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=1354755594996958618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1354755594996958618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/1354755594996958618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/o-abolicionismo-joaquim-nabuco.html' title='O abolicionismo - Joaquim Nabuco'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-3382961460989832851</id><published>2009-05-12T13:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T13:51:50.161-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nestor Duarte'/><title type='text'>A ordem privada e a organziação nacional - Nestor Duarte</title><content type='html'>Aí vai o Link do e-book de Nestor Duarte: A ordem privada e a organização nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/ordemprivada.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-3382961460989832851?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/3382961460989832851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=3382961460989832851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3382961460989832851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3382961460989832851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/ordem-privada-e-organziacao-nacional.html' title='A ordem privada e a organziação nacional - Nestor Duarte'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-3134203702627848241</id><published>2009-05-12T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T13:49:19.652-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francisco Campos'/><title type='text'>O Estado Nacional - Francisco Campos</title><content type='html'>Aí vai o link do e-book do Francisco Campos: O Estado Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/chicocampos.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-3134203702627848241?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/3134203702627848241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=3134203702627848241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3134203702627848241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3134203702627848241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/o-estado-nacional-francisco-campos.html' title='O Estado Nacional - Francisco Campos'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-4491157725354866434</id><published>2009-05-04T18:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T18:09:23.347-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oliveira Vianna'/><title type='text'>Ricardo Silva: Liberalismo e democracia na sociologia política de Oliveira Vianna</title><content type='html'>Aí vai o link do artigo de Ricardo Silva: Liberalismo e democracia na sociologia política de Oliveira Vianna. O texto está fresquinho, recém publicado na revista Sociologias, da UFRGS de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1517-45222008000200011&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-4491157725354866434?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/4491157725354866434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=4491157725354866434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4491157725354866434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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link do livro Populações Meridionais do Brasil, de Oliveira Vianna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=19322&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-9212462947363514461?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/9212462947363514461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=9212462947363514461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/9212462947363514461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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Carvalho: A utopia de Oliveira Vianna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/149.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-3142676803352675726?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/3142676803352675726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=3142676803352675726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3142676803352675726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3142676803352675726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/05/jose-murilo-de-carvalho-utopia-de.html' title='José Murilo de Carvalho: A utopia de Oliveira Vianna'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2912734246119428922</id><published>2009-04-27T20:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T20:30:12.015-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alberto Torres: O problema nacional brasileiro'/><title type='text'>Alberto Torres: O problema nacional brasileiro</title><content type='html'>Aí vai o link de "O problema nacional brasileiro", de Alberto Torres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/torresb.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2912734246119428922?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2912734246119428922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2912734246119428922&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2912734246119428922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2912734246119428922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/alberto-torres-o-problema-nacional.html' title='Alberto Torres: O problema nacional brasileiro'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-3173923929755464633</id><published>2009-04-27T20:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T20:23:37.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Candido: Radicalismos'/><title type='text'>Antonio Candido: Radicalismos</title><content type='html'>Aí vai o link do artigo "Radicalismos", de Antonio Candido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141990000100002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-3173923929755464633?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/3173923929755464633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=3173923929755464633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3173923929755464633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/3173923929755464633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/antonio-candido-radicalismos.html' title='Antonio Candido: Radicalismos'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2692408900829649741</id><published>2009-04-26T13:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T03:47:42.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>manoel Bomofim: América Latina, males de origem</title><content type='html'>Aí vai o link do livro digital do Manoel Bomfim: América Latina, males de origem. O livro está postado na biblioteca vitrtual do Centro Edelstein de estudos latino-americanos (www.centroedelstein.org.br):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.bvce.org/Resultado.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2692408900829649741?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2692408900829649741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2692408900829649741&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2692408900829649741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2692408900829649741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/manoel-bomofim-america-latina-males-de.html' title='manoel Bomofim: América Latina, males de origem'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-4474285801120892546</id><published>2009-04-26T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:57:10.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>Manoel Bomfim pensador da História na I República. Rebeca Gontijo</title><content type='html'>&lt;cite&gt;Aí vai o link do artigo da Rebeca Gontijo: Manoel Bomfim, "pensador da História" na Primeira República. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, nº 45, pp. 129-154, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882003000100006&amp;amp;script=sci_&lt;wbr&gt;arttext - 120k&lt;/cite&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-4474285801120892546?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/4474285801120892546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=4474285801120892546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4474285801120892546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4474285801120892546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/manoel-bomfim-pensador-da-historia-na-i.html' title='Manoel Bomfim pensador da História na I República. Rebeca Gontijo'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-8308962250301902691</id><published>2009-04-26T12:43:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T12:46:34.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>Manoel Bomfim e o legado autocrático do Estado. de André Botelho</title><content type='html'>&lt;cite&gt;Aí vai o link do artigo do André Botelho, da UFRJ, sobre o Manoel Bomfim. A dissertação dele também é sobre o autor. Esse artigo indica uma agenda de pesquisa que vem orientando os estudos sobre o pensamento brasileiro no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;O título desse artigo é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANOEL BOMFIM E O LEGADO AUTOCRÁTICO DO ESTADO BRASILEIRO: APONTAMENTOS PARA UMA AGENDA DE PESQUISA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.achegas.net/numero/31/col_&lt;b&gt;andre&lt;/b&gt;_31.pdf &lt;/cite&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-8308962250301902691?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/8308962250301902691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=8308962250301902691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/8308962250301902691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/8308962250301902691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/manoel-bomfim-e-o-legado-autocratico-do.html' title='Manoel Bomfim e o legado autocrático do Estado. de André Botelho'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-486738241969768379</id><published>2009-04-26T12:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:41:12.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>Manoel Bomfim historiador. Rebeca Gontijo</title><content type='html'>Aí vai o link de um artigo da Rebeca Gontijo, trata-se de um texto resumido de um capítulo da dissertação: Manoel Bomfim (1868-1932) e O Brasil na História. Niterói, Dep. de História da Universidade Federal Fluminense, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;cite&gt;www.achegas.net/numero/31/col_rebeca_31.pdf&lt;/cite&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-486738241969768379?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/486738241969768379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=486738241969768379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/486738241969768379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/486738241969768379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/manoel-bomfim-historiador-rebeca.html' title='Manoel Bomfim historiador. Rebeca Gontijo'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2729387337517761714</id><published>2009-04-26T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:32:01.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>Povo e Raça em Manoel Bomfim e Silvio Romero</title><content type='html'>&lt;cite&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segue o link da dissertação de Wilmihara Benevides da Silva Alves dos Santos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"POVO E RAÇA NA FORMAÇÃO DA NAÇÃO: Um debate entre Manoel Bomfim e Silvio Romero&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;cite&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=168207&lt;/cite&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2729387337517761714?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2729387337517761714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2729387337517761714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2729387337517761714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2729387337517761714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/povo-e-raca-em-manoel-bomfim-e-silvio.html' title='Povo e Raça em Manoel Bomfim e Silvio Romero'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2776688535496763067</id><published>2009-04-26T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:24:49.451-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel Bomfim: nação e povo'/><title type='text'>Manoel Bomfim: tese. Bomfim em busca da identidade nacional</title><content type='html'>Aí vai o link da tese de Celso Nobrou Uemori - Explorando em campo minado: a sinuosa trajetória intelectual de Manoel Bomfim em busca da identidade nacional. Doutorado apresentado na PUC(SP) em 2006.&lt;br /&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_autor=13442&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2776688535496763067?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2776688535496763067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2776688535496763067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2776688535496763067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2776688535496763067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/manoel-bomfim-tese-bomfim-em-busca-da.html' title='Manoel Bomfim: tese. Bomfim em busca da identidade nacional'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-2392251663554744130</id><published>2009-04-15T19:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T04:36:07.464-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raymundo Faoro'/><title type='text'>Faoro - Existe um pensameto político brasileiro?</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141987000100004&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estudos Avançados&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estud. av. vol.1 no.1 São Paulo Oct./Dec. 1987&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4 id="doi"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  doi: 10.1590/S0103-40141987000100004        &lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div class="index,pt"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;Existe um pensamento    político brasileiro?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Raymundo Faoro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Do Pensamento    Político&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;Existe um pensamento político brasileiro?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A pergunta envolve    duas proposições o pensamento político e urra especificidade, o pensamento político    &lt;i&gt;brasileiro. &lt;/i&gt;Se há um pensamento político brasileiro, há um quadro cultural autônomo, moldado sobre uma realidade social capaz de gerá-lo ou de com ele se soldar. Nesta parte, é oportuna a reflexão, dentro de farta bibliografia, da imitação, da cópia, da importação de paradigmas e modelos culturais. A primeira proposição, pertinente ao pensamento político, extrema o pensamento, o pensamento caracterizadamente político, da ideologia e da filosofia política, entendida nesta locução também a ciência política, mais por motivos de conveniência do que de rigor conceituai. Para não descer às origens, o ponto de partida é o &lt;i&gt;pensamento, &lt;/i&gt;sem voltar ao debate socrático acerca do &lt;i&gt;conhecer &lt;/i&gt;e    do &lt;i&gt;saber, &lt;/i&gt;como está no &lt;b&gt;Teeteto &lt;/b&gt;(PLATÃO, p. 88 - segs.)&lt;a name="not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141987000100004#back"&gt;&lt;sup&gt;*&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.    Pensamento, diga-se em redução dicionarizada e simples, é o que se tem &lt;i&gt;em    mente, &lt;/i&gt;quando se reflete com o propósito de conhecer algo, de entender alguma coisa e quando se delibera com o fim de tomar uma decisão. O pensamento, como ato de pensar, é uma atividade que se dirige ao objeto e cogita de apreendê-lo. Vai-se a definição, ainda que exposta a retificações, sempre provisória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político não é conversível à filosofia política, à ciência política ou à ideologia. Pode haver - e freqüentemente há - pensamento político que não é ideologia e que não é ciência e filosofia política. O pensamento político se expressa, quase sempre, em uma ou outra manifestação: como ideologia e como filosofia ou ciência política. Ele tem, entretanto, autonomia. É o que se tentará demonstrar, para o efeito de caracterizar-lhe a estrutura, na sua dimensão atuante e autônoma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A filosofia política e sua enteada, a ciência política, não nascem do mesmo parto. O pensamento político é a política, não a construção da política. &lt;i&gt;"A filosofia política -    &lt;/i&gt;lembra Leo Strauss - &lt;i&gt;não se identifica ao pensamento político. O pensamento político é coevo à vida política. A filosofia política, entretanto, emergiu de uma vida política específica, na Grécia, em passado que deixou registros escritos. De acordo com a visão tradicional, o ateniense Sócrates (469-399 a.C) foi o fundador da filosofia política. Sócrates foi o mestre de Platão, este, o mestre de Aristóteles. As obras políticas de Platão e Aristóteles são as obras mais antigas dedicadas à filosofia política que chegaram até nós" &lt;/i&gt;(STRAUSS    e CROPSEY, 1973, p. 1-2).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O legado socrático, na versão platônica, traduz o encontro entre filosofia política e política, numa encruzilhada dramática da humanidade, com a crise da &lt;i&gt;polis &lt;/i&gt;grega. O acento dramático fica por conta da idéia de que o mundo político seria moldável pela arte humana, de sorte a entregar o poder político ao filósofo (WOLIN, 1960, p. 34). Nesta identificação entre filosofia e política está a base do &lt;i&gt;construtivismo,    &lt;/i&gt;que freqüenta a política ocidental em muitos momentos e em muitas direções. Trata-se de uma identificação que, na realidade, oculta o predomínio do &lt;i&gt;logos    &lt;/i&gt;sobre a &lt;i&gt;praxis, &lt;/i&gt;em modelo sempre referenciável no voluntarismo, no denunciado despotismo das influências das teorias sobre os fatos, na importação de valores e programas. Entre o pensamento político e a filosofía política, nao haveria espaço em branco, coberto o eventual antagonismo com os filósofos no poder. Ganha dimensão, no esquema, o elemento construtor, arquitetônico da política. O magistrado - dita o paradigma - seria igual ao cego se, como o pintor, não reproduzisse na tela o modelo, expresso na justiça (La republique, Pléiade, v. I, p. 1063) &lt;i&gt;"Se o estadista for ignorante do fim a que visa, seria válido, em primeiro lugar, dar-lhe o nome de magistrado, e, em segundo lugar, como poderia ele salvaguardar o fim que não conhece?" &lt;/i&gt;Ausente da filosofia,    quem seria o detentor do poder, senão o imprevidente oportunista? &lt;i&gt;"Não seria surpreendente que, vazio de inteligência e de sensibilidade, se entregasse, caso a caso, ao fortuito da primeira coisa que ocorresse?" &lt;/i&gt;(La republique,    Les lois, t. II, p. 1119).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A redução do pensamento político à filosofia política leva a desfigurar a política e a converter a história à história das idéias. Toda uma categoria social se perderia. A Revolução Francesa teria nascido - para levar a tese à caricatura - dos filósofos. O mundo soviético teria sua origem no &lt;b&gt;Manifesto Comunista&lt;/b&gt;, depois de quase um século de maturação. A política se desvincularia da realidade, perdida numa teia de doutrinas e de idéias, em simplismo que a tornaria o desvario de cérebros ociosos. Não faltam precedentes a essa mistificação literária a que, por exemplo, pintou a Revolução Francesa como a quimera póstuma de Rousseau. Esta não é a tese de Tocqueville, que soube distinguir o pensamento político da filosofia política, o intelectual, com suas fórmulas, da idéia que ganha a sociedade e, por isso, adquire o contorno de uma força social (TOCQUEVILLE, 1952, t. II, p. 193 - segs.). Ele soube identificar, nesse passo, o espetáculo ideológico, ao mostrar a França dividida em dois planos num corria a administração, noutro floresciam os princípios abstratos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;"&lt;i&gt;Acima da sociedade real, cuja constituição era ainda confusa e irregular, onde as leis permaneciam divergentes e contraditórias, as hierarquias estanques, fixas as condições e desiguais os encargos, construia-se, pouco a pouco, uma sociedade imaginária, na qual tudo parecia simples e coordenado, uniforme, equitativo e conforma à razão&lt;/i&gt;" (TOCQUEVILLE, 1952, t II, p. 199.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político atua, deformando-se, na ideologia. No estado puro, as idéias e representações produzidas pela consciência expressam diretamente a &lt;i&gt;"atividade material e o comércio material dos homens, como a linguagem da vida real As representações, os pensamentos, o comércio espiritual dos homens se apresentam, nessas circunstâncias, como emanação direta de seu comportamento material" &lt;/i&gt;(MARX e ENGELS,    1959, p. 25). A política, o direito, as leis traduzem o &lt;i&gt;"processo de    vida real" &lt;/i&gt;dos homens. Os fazendeiros de São Paulo, come os surpreendeu Saint Hillaire, às vésperas da Independência, tipificam o comportamento não-ideológico: &lt;i&gt;"mostram-se - diz o viajante &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; absolutamente alheios às nossas teorias (...) a única coisa que compreendem é que o restabelecimento do sistema colonial lhes causaria dano porque se os portugueses fossem os únicos compradores de seu açúcar e café não mais renderiam suas mercadorias tão caro como agora o fazem"&lt;/i&gt; (SAINT HILLAIRE, 1938, v. 126, p. 167). O sistema colonial sofre, para os rudes lavradores, a objeção de seus interesses, nuamente expostos, sem apelo às doutrinas liberais. Estes não criam, pela via ideológica, o imaginário que lhes universalize os interesses, nem o recobrem do véu que os deforma. Não entra em cena a câmara escura, na metáfora famosa, que inverte as relações, insinuando o domínio das idéias e não das relações reais e concretas. A ideologia, além desse papel de dissimuladorá, opera como meio de hegemonia política, numa classe que se pretende representar a sociedade global. Por meio dela, com a intermediação dos intelectuais, como na instância a que se aludiu, no caminho da Revolução Francesa, cimentam-se as homogeneidades e organiza-se a luta social. Ela constitui o terreno &lt;i&gt;"sobre o qual os homens se movimentam, lutam,    adquirem consciência de sua posição" &lt;/i&gt;(GRAMSCI, 1966, p. 62-3). As idéias da classe dominante tornam-se, pela operação ideológica, capazes de solidificar o núcleo de comando e de satelizar as classes subalternas aos interesses dominantes. &lt;i&gt;"Em outras palavras: a classe que exerce o poder &lt;/i&gt;&lt;b&gt;material &lt;/b&gt;&lt;i&gt;dominante    na sociedade é, ao mesmo tempo, seu poder &lt;/i&gt;&lt;b&gt;espiritual &lt;/b&gt;&lt;i&gt;dominante"    &lt;/i&gt;(MARX e ENGELS, 1959, p. 48-9). Trata-se de um pensamento formulado, que, numa estrutura coerente, explica o contágio das ideologias, que transitam com independência das condições reais e substantivas para outro espaço. As &lt;i&gt;ideologias    por contágio &lt;/i&gt;revelam uma incongruência social e histórica, tal a dos &lt;i&gt;"teutões    pelo sangue e liberais pela reflexão", &lt;/i&gt;condenando os atores a pensar    &lt;i&gt;"em política o que outros povos fizeram" &lt;/i&gt;(MARX, 1968, p. 14,    29-30).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;(...) atividade material e o comércio material dos homens, como a linguagem da vida real. As representações, os pensamentos, o comércio espiritual dos homens se apresentam, nessas circunstâncias, como emanação direta de seu comportamento material.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f1.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A ideologia comporta outro perfil, corrente no vocabulário político. No paradigma marxista, a consciência ideológica é uma &lt;i&gt;"ilusória" e &lt;/i&gt;uma &lt;i&gt;"falsa consciência&lt;/i&gt;" (LUKÁCS, 1960, p. 90). Uma classe, cujo domínio político é exercido por uma minoria, no interesse dessa minoria, difunde-se, para que outras classes se iludam, confundindo-se na sua verdadeira consciência de classe. Os ideólogos dominantes lutam para que se oculte a essência da própria classe, universalizando-a em conceitos abstratos, ao mesmo tempo que nega a autonomia dos interesses das outras classes. A consciência ilusória, ao se duplicar na falsa consciência, &lt;i&gt;"cobre a realidade e a revela, deformando-a": &lt;/i&gt;representa a figura de véu e de máscara (BOBBIO, 1977, p. 113). Em outro sentido, mais comum na linguagem, a ideologia significa genericamente um &lt;i&gt;"sistema de crenças    ou de valores, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;utilizado &lt;/b&gt;&lt;i&gt;na luta política para influir sobre o comportamento das massas, para orientá-las numa direção e não em outra, para dirigir o consenso, para justificar o poder" &lt;/i&gt;(Idem, p. 114). Não alude, no caso, à função mistificante: representa o papel de um programa de um movimento político. É a ideologia em &lt;i&gt;sentido débil, &lt;/i&gt;para distingui-la do modelo marxista. Trata-se de uma forma de pensamento político em batalha, com uma característica que a diferencia do pensamento político em estado puro. A ideologia em sentido débil exacerba, embora não-mistificante por definição, um elemento do pensamento político, o elemento da ação. &lt;i&gt;A eficácia da idéia assume a importância maior,    com desprezo, embora involuntário, da pauta de verdade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A ideologia, como ação desvinculada do compromisso com a verdade, é interessada unicamente na eficácia, e a ideologia, que organiza o consenso hegemônico na sociedade civil, reina no território da &lt;i&gt;praxis. &lt;/i&gt;Cercada num raciocínio circular, tudo seria ideologia: uma ideologia substitui outra, ainda que criticamente. No outro extremo, a filosofia política reduz o pensamento político ao &lt;i&gt;logos, &lt;/i&gt;em proposições científicas ou filosóficas: a realidade seria o espelho da teoria. Ambas, a filosofia política e a ideologia (nos dois sentidos), sistematizam, formulam, estruturam a política. Fora delas, se aceitas suas premissas, haveria apenas a política alheia à congruência - espécie de política irracional -, a política cujo segredo é não ter política, aquela que lord Acton atribuía a lord Liverpool. A política cujo segredo é não ter política é uma pobre e insustentável falácia, falácia cuja astúcia estaria no ocultamento do jogo - o mais refinado de todos. Ela, a política que não é filosofia, nem ciência, nem ideologia, que não se extrema na ação, nem se racionaliza na teoria, ocupa, na verdade, o espaço do que se chama pensamento político, não necessariamente formulável, não correntemente racionalizado em fórmulas. &lt;i&gt;"A glória de mandar, amarga e bela", &lt;/i&gt;seria seu campo - o campo da atividade. Os fins estão no resultado, naquilo que Weber qualificou de ética da responsabilidade, responsabilidade no sentido de resposta da ação, no intercâmbio de ações, posta em segundo plano a intencionalidade da conduta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Esse pensamento é o pensamento político    em estado puro para efeito de definição teórica. Ele atua como &lt;i&gt;saber informulado    &lt;/i&gt;(OAKESHOTT, 1984, p. 83 - segs.).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político não será o resíduo, nem a escória das ideologias, nem a política em estado de modelo, composto de proposições &lt;i&gt;enunciativas, &lt;/i&gt;que denotam em que consiste um ser ou um valor, o que na realidade é, como existiram os fenômenos e como se desenvolveram (SICHES, 1965, p. 116). Sua natureza compatibiliza-se com o saber informulado, que não se confunde com a irracionalidade, nem com o oportunismo. Ele não cuida da transmissão, mas da ação, &lt;i&gt;numa praxis &lt;/i&gt;que se desenvolve    no &lt;i&gt;logos. &lt;/i&gt;Suas prescrições são normativas, localizam-se no mundo da &lt;i&gt;praxis,    &lt;/i&gt;pelo que atuam fora da lógica preposicional. Sua função é a de direcionar a conduta humana em determinado sentido, não de representá-la enunciativamente, descritivamente. As suas proposições, embora mensuráveis pelo critério da verdade, cuidam da validade, como convém ao mundo da &lt;i&gt;praxis &lt;/i&gt;(PINTO NEVES, 1985,    p. 5-6). Suas proposições assumem o significado dos sistemas &lt;i&gt;nomoempíricos, tal como as normas do direito. "O caráter nomoempírico distingue-o dos sistemas nomológicos (lógicos e matemáticos), pois são-lhe relevantes os dados da experiência. A sua função prescritiva (normativa, incluindo-o na ordem da &lt;/i&gt;&lt;b&gt;praxis&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;diferencia-o dos sistemas nomoempíricos teoréticos (descritivos),    insertos na ordem da &lt;/i&gt;&lt;b&gt;gnose&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;Isto porque, ao contrário dos sistemas nomoempíricos descritivos, o ordenamento jurídico (leia-se o ordenamento do pensamento político) é não apenas aberto aos dados da experiência e por eles condicionado, mas exerce também a função principal de controlá-los e dirigi-los diretamente." &lt;/i&gt;(PINTO NEVES, 1985, p. 22.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O &lt;i&gt;iter &lt;/i&gt;do ato político, segundo o modelo e o preconceito do nomoempírico, marcado pelo preconceito intelectualista, se faria em três lances.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Concentra-se na    idéia do pensamento político como atividade que &lt;i&gt;se tem em mente, &lt;/i&gt;não    como &lt;i&gt;praxis. &lt;/i&gt;Em primeiro lugar, haveria a proposição, &lt;i&gt;enunciativa    &lt;/i&gt;na sua consistência, premeditada, que levaria, por estímulo interno, à ação. Em seguida, escolher-se-iam os meios, com os quais, em terceiro momento, se constituiria o resultado exterior. No esquema, perde-se a base real do pensamento, o estímulo externo. O saber seria, ainda implicitamente, o saber formulado, dedutível em proposições. O &lt;i&gt;logos, &lt;/i&gt;como saber formulado, organizado em    proposições, antecede e domina a &lt;i&gt;praxis, &lt;/i&gt;que é um saber informulado,    embora não-esotérico, nem informulável - mas formulável &lt;i&gt;a posteriori, &lt;/i&gt;a partir da ação. Os eventos políticos seriam um reflexo da idéia: no princípio, o verbo se faz ação. Em simplificação nao-inédita: o &lt;i&gt;Contrato Social &lt;/i&gt;determinou    a Revolução Francesa, a &lt;i&gt;Declaração de Independência, &lt;/i&gt;com seus princípios estruturados, culminaram na Independência Norte-Americana. A história do pensamento político seria a arena das idéias, num confronto de &lt;i&gt;paradigmas &lt;/i&gt;abstratos, vencendo uns no imperativo de sua coerência e energia internas. Sequer no território da ciência pura teria pertinência o modelo: o fato científico e a teoria não são categorias separáveis. Uma e outra são amalgamadas por uma ordem social - a comunidade científica - que decide pela vigência das revoluções do pensamento. O acento que explica as revoluções científicas encontra seu ponto de apoio na função normativa e não na função nomoempírica (ou cognitiva). A recepção do conhecimento novo se dá dentro de uma crise, que não é uma crise intelectual, mas uma crise que determina a recepção do fato novo (KUHN, 1983, p. 25, 155, 199). Na verdade, outro é o roteiro do pensamento político: ele não atua pela energia interna, impelido pela verdade ou pela justiça, mas, sem abandono da justiça e da verdade, pela probabilidade de ser incorporado à ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O &lt;i&gt;logos - &lt;/i&gt;a filosofia política, a ciência política, as ideologias - transita, pode ser exportado e catalogado, comunica-se, freqüenta os livros e os discursos. Expressa-se em proposições enunciativas, &lt;i&gt;escrito nos livros e pôs discursos: é um saber formulado. O pensamento político, entretanto, como ação, como atividade concentrada, não se confunde com o exercício de jornadas intelectuais, como exercício retórico. &lt;/i&gt;A ideologia e a filosofia política corporificam um princípio político e se propõem a realizá-lo. A liberdade, a igualdade, a democracia, o Liberalismo seriam alguns exemplos desse padrão. Designam o &lt;i&gt;que &lt;/i&gt;se persegue independentemente    de &lt;i&gt;como &lt;/i&gt;fazê-lo. Na verdade, o pensamento político não se desenvolve    com base na &lt;i&gt;premeditação &lt;/i&gt;dos princípios, mas &lt;i&gt;na consideração sobre    o campo da própria política. &lt;/i&gt;Em suma: a atividade política vem antes, precedendo    as formas do &lt;i&gt;logos. &lt;/i&gt;O pensamento político é, assim, um ato político, compreensível politicamente, não em pautas abstratas. Não há a possibilidade de fazer a política, desenvolvendo o pensamento político, segundo um manual, como não se faz um cozinheiro com urn livro de cozinha (OAKESHOTT, 1984, p. 83 - segs.). O &lt;i&gt;logos &lt;/i&gt;político é, desta forma, não o prefácio, mas o pós-escrito da atividade política, como experiência. Para que o princípio, o instituto jurídico, o meio de realização atuem, é necessário que eles sejam mais do que a fórmula, o princípio, o premeditado fim perdido no &lt;i&gt;logos. &lt;/i&gt;Eles devem radicar-se    na sugestão, na indireta intimação &lt;i&gt;(intimated) de uma maneira concreta de    conduta &lt;/i&gt;(Idem, p. 10,121). &lt;i&gt;O pensamento político está dentro da experiência política, incorporado à ação, fixando-se em muitas abreviaturas, em corpos teóricos, em instituições e leis. &lt;/i&gt;A idéia, por essa via, faz-se atividade, não porque fruto da fantasia ou da imaginação, mas porque escolhida, adotada, incorporada à atividade política. &lt;i&gt;O vínculo entre a praxis e o logos &lt;/i&gt;se dá pela sugerência,    palavra que, em falta de melhor, indica o modo como se expressa o &lt;i&gt;quantum    &lt;/i&gt;possível de saber formulado a partir da experiência. O poder da sugerencia ultrapassa a compatibilidade lógica que se expressa no pensamento político. A própria lei, ainda que coercitivamente dotada de poder, terá eficácia circunscrita às situações de força se despida de sugerência. O preconceito racial, por exemplo, se representa um traço do pensamento político, obstinar-se-á em se manter, ainda que as sanções penais o repudiem. Uma lei não se completa por outra lei ainda mais severa na sanção ou mais dúctil: sua validade e, complementarmente, sua eficácia, dependem de como atue na &lt;i&gt;práxis &lt;/i&gt;e não no catálogo das    normas obrigatórias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O saber informulado - pela via da experiência, a que está na sugerência - é o registro de entrada no saber formulado, canal seletivo e inibitório. A escolha, a determinação do pensamento político é uma atividade, uma ação política. O pensamento político de cada um não se afirma na fórmula intelectual, mas na atividade real, implícita na ação, ainda que, à margem desta, afirme-se outra idéia. A eventual contradição entre a regra e a conduta rompe-se privilegiando a conduta: nela está o pensamento político real, embora a contradição intelectual nada tenha a ver com a má-fé. A verdadeira ação, a da sociedade e de cada um, contém-se na política (GRAMSCI, 1966, p. 14-5). A consciência teórica da ação é irrelevante, mas equívoco seria consumi-la numa fórmula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O saber informulado,    que, pela via da &lt;i&gt;práxis, &lt;/i&gt;compõe o pensamento político, está na sugerência; é esta que o distingue da fantasia, do arbítrio imaginativo e da ideologia. A sugerência, em direções contrárias, freia, de um lado, o desenvolvimento teórico, dando-lhe consistência prática, e, de outro, marca o limite da presença da sociedade. Os estilistas vitorianos da moda, lembra um ensaísta já e largamente mencionado, propuseram-se criar, para as ciclistas, um traje adequado à bicicleta. Se o processo de criação fosse livre e coerente, obediente só à lógica, teriam desenhado o &lt;i&gt;short. &lt;/i&gt;De um ponto estritamente técnico e intelectual, eles    fracassaram, ao vestirem-nas com o &lt;i&gt;bloomer, &lt;/i&gt;pouco funcional à bicicleta, mas conveniente ao recato das castas vitorianas. Os costureiros obedeciam, ainda que inovador o pensamento, aos limites sociais que a sugerência lhes inspirou. Em lugar de um escândalo, lançaram a moda nos ousados limites da criação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A província da    &lt;i&gt;práxis, &lt;/i&gt;em que atua o pensamento político, forma-se e ordena-se por meio de idéias abstratas e sistematizáveis. A prática é uma atividade, mas esta atividade política não será nunca a política cujo segredo é não ter política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Toda sua carga    de vontade não a afasta das idéias. A prática - a &lt;i&gt;práxis - &lt;/i&gt;reencontra-se    com a &lt;i&gt;razão &lt;/i&gt;prática, com a tradição normativa da ética e do direito,    desde Aristóteles. &lt;i&gt;"O mundo da experiência prática é um mundo de juízos, não de meras ações, volições, sentimentos, intuições, instintos ou opiniões A verdade prática é a coerência do mundo da experiência prática." &lt;/i&gt;(OAKESHOTT,    1978, p. 258.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político é uma atividade    a atividade é o território da prática. A atividade é e ainda não é. &lt;i&gt;"A    atividade envolve uma discrepância entre o que é eo que desejamos que venha    a &lt;/i&gt;ser." (Idem, p. 257.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Há, na atividade e&lt;i&gt;, a fortiori, &lt;/i&gt;na prática, o trânsito entre formas e estruturas de existência, em dupla perspectiva. De um lado, no território do ser, de outro lado, no campo do valor. O que é virá a ser, mas virá a ser de acordo com valores: o direito, a justiça, limitados o ser e o valor pela sugerência. ' Esta dimensão vincula a prática à experiência, ao saber informulado e à realidade. A realidade política não existe fora da experiência, salvo nas projeções epistemológicas do realismo ingênuo. A prática política descende, portanto, da ética, mas não é a ética, embora ambas participem da razão prática. A atividade que está no pensamento político participa do campo do ser, sem que seja mero valor: é o ser que se desenvolve num mundo de valores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político    está sob a jurisdição da &lt;i&gt;práxis. &lt;/i&gt;A &lt;i&gt;práxis, &lt;/i&gt;entretanto, não é um feixe caótico de instintos, mas de idéias. A recuperação do pensamento político, com seu isolamento conceituai, o extremo da falsa consciência, do mito e do arbítrio teórico. Por esse meio se revitaliza a realidade política, não a mítica realidade nacional, o velocino de ouro do reducionismo, que a procura na subtração das camadas de tinta estrangeiras que a recobriram (SCHWARTZ, 1977, p. 14 - segs.) Realidade tem o sentido de dinâmica, de atividade, que, ao se desenvolver, revela a estrutura social, &lt;i&gt;"fazendo a opressão mais opressiva,    acrescentando-lhe a consciência da opressão " &lt;/i&gt;(MARX, 1968, p. 17). O pensamento político, porque atividade, contém carga crítica, que não se confunde com a escolástica, nem participa da visão teórico-contemplativa. Como valor e como o ser que virá-a-ser, corrosivo da ideologia e do imobilismo da filosofia política. Acompanha e potencializa a dialética social, à qual se vincula, sem ser mero reflexo, por meio de manifestações múltiplas, que não estão necessariamente submersas no saber formulado, com o rótulo político. Em certos momentos, o pensamento político se expressa melhor na novela do que no discurso político, mais na poesia do que no panfleto de circunstância. Repele as especializações, expandindo-se em todas as manifestações culturais, ainda que se afirme o congelamento ideológico e o enciclopedismo filosófico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;A Revolução    Irrealizada&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Uma revolução e uma dinastia nova, Aljubarrota e Avis (1385), inauguram, precocemente, a época moderna em Portugal. Uma revolução popular e burguesa - celebrada como se fosse uma revolução democrática (CORTESÃO, 1964, p. 225) - assegura a vitória de uma política nacional, &lt;i&gt;a política do transporte &lt;/i&gt;contra a política da fixação (SÉRGIO, 1972, p. 27). A política marítima, centrada na navegação e nos portos, sustentada pela burguesia comercial, é o germe da descoberta do globo e da expansão do mercado. Burguesia comercial, que nunca conseguiu transitar para a criação manufatureira, desvinculada da produção agrícola, incapaz, por isso, de uma duradoura e universal mudança cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Todos os bens de exportação eram obtidos fora de Portugal, na cidade-feira de Flandres. O artesanato decai, a agricultura degrada-se. Em compensação, vitoriosos, os descobrimentos acentuam o poder central, no absolutismo prematuro, enriquecido com o ouro da África e as especiarias da Ásia. A Coroa seria a dispensadora de todos os bens, atraindo na Corte as energias rurais, com os fidalgos pedintes, &lt;i&gt;"para sugarem ao rei o produto da exportação comercial, em tenças, morgadios, reguengos, jurisdições, - de maneira que (diz um escritor do século XVI) mais parecia ser pai, ou almoxarife, que rei, nem senhor" &lt;/i&gt;(SÉRGIO, 1972, p. 95). Apesar da fenda que existia no edifício, o papel do remo, com seus enormes encargos, exigia profunda adequação intelectual aos fins propostos. Uma aproximação com a Europa, nas primeiras luzes do Renascimento, seria o meio natural do universalismo geográfico e da necessidade de estruturar conhecimentos novos, próprios às descobertas. As oficinas tipográficas proliferam a partir de 1536. O ensino prospera à margem da Universidade: &lt;i&gt;"deixa de ser concebido como uma preparação especializada para a clericatura ou para a administração, realizada através da Universidade. Surge um esboço de ensino elementar (ler, escrever e contar) e escolas de cultura geral para a nobreza e para a burguesia. São os humanistas que estabelecem os programas para estas escolas. A Universidade medieval permanece inalterada no seu conjunto, mas vê reduzir-se a sua influência, concorrida pelas novas instituições" &lt;/i&gt;(SARAIVA e LOPES, 1968, p. 150). O Humanismo português, como tudo, prospera com o apoio da Coroa. D. Manuel (m. 1521) e D. João III (m. 1557) pensionaram estudantes para estudar no estrangeiro. Tudo isso enquanto não vem a Contra-reforma, com o Concílio de Trento (l545). Havia uma necessidade decorrente dos próprios descobrimentos de reformar a cultura portuguesa, que estará na base do pensamento político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Os descobridores    &lt;/i&gt;- escreve Antônio Sérgio - &lt;i&gt;recorriam constantemente, nos seus trabalhos, aos geógrafos e naturalistas da Antigüidade, que eles conheciam minuciosamente; ora, a visão assídua dos espetáculos novos, da realidade exótica, mostrava-lhes a cada instante os erros enormes desses autores, a cujas afirmações se prestara fé como a revelações do próprio Deus. Ao tratar-se de coisas de nossos climas (coisas familiares, por isso, ao espírito de seus autores), eram os textos da Antigüidade suficientemente verdadeiros; ao descreverem, porém, os produtos ultramarinos, os erros dos textos acumulavam-se, imediatamente verificáveis para quem pudesse conhecer as coisas por sua direta observação." &lt;/i&gt;Esta visão da realidade exótica tinham-na os portugueses nas navegações: notaram os enganos das autoridades, e perderam, portanto, perante os textos a atitude da superstição Discutindo idéias dos autores antigos que a experiência da navegação mostrava falsas, diz Duarte Pacheco no seu &lt;b&gt;Esmeraldo&lt;/b&gt; &lt;i&gt;"a experiência é madre das coisas, e por ela soubemos radicalmente a verdade". "A verdade, para a elite portuguesa daquela época, já não se busca radicalmente pelo estudo e comentário dos autores antigos vai procurar-se na indagação do real Garcia da Orta (1490-1568), o naturalista, foi ao Oriente e pôde comparar as drogas indianas, que os seus olhos viram, com as descrições das autoridades, e então a experiência, 'madre das cousas", mostra-lhe que os textos também erravam: e cai o critério da autoridade, base incontestada da autoridade medieval. (...) Garcia da Orta, se não tivesse saído do ambiente europeu (ele o confessa), não teria ousado desvencilhar-se da superstição das autoridades, e passar da atitude do &lt;/i&gt;&lt;b&gt;homo credulus&lt;/b&gt; &lt;i&gt;para a atitude do espírito crítico (...)    A revelação do mesmo espírito se encontra nos &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Lusíadas&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;de Camões."    &lt;/i&gt;(SÉRGIO, 1972, p. 84-6 )&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A Revolução de 1385, que culmina num rei eleito, trouxe à tona alguns princípios, que anunciam o Renascimento, com a mesma precocidade da supremacia burguesa. Quatro pilares sustentam o movimento popular a igualdade do homem perante a lei, a denúncia da perversão do poder por uma oligarquia, o interesse comunal - corporificado nos municípios - superior aos interesses e privilégios de grupo e a legitimidade eletiva do rei (REBELO, 1983, p. 27). A última questão, básica para o pensamento político português, utilizada em 1385 e 1640, entendia ser o Reino defendo &lt;i&gt;ao    sucessor do primeiro instituidor, de acordo com a origem democrática do poder    &lt;/i&gt;(ALBUQUERQUE, s/d, p. 83, 87). Bem verdade que a eleição, apesar de sua raízes distantes, só ocorreria em momento de crise de vacância da sucessão. Quando se quebrava a linha sucessória, ou não se transmitia o poder por testamento, o poder era devolvido ao povo. Povo, em termos: tratava-se do colégio, em Cortes, de vassalos que formavam os corpos organizados do país. A descendência real era, apesar do meio de escolha, requisito indeclinável de elegibilidade. O jurista João das Regras fez verdadeira ginástica mental para dar ao Mestre de Avis, não só a linhagem real, senão também a legitimidade sucessória, o que faria da eleição mera formalidade homologatória. Essa concepção, que se prolonga até a crise de 1580, quando morre o rei sem sucessor, entronca-se no entendimento da origem do poder. A doutrina paulina - &lt;i&gt;non est potestas nisi a Deo &lt;/i&gt;(Ep.    aos Rom., 13,1) -, dominante na Idade Média, abrandou-se com uma fórmula democrática:    &lt;i&gt;imperium a Deo mediante hominum consensu. &lt;/i&gt;A tese da mediação popular, saída do pensamento do fim da Idade Média, encontra larga aplicação em Portugal, não só na instituição da dinastia de Avis, senão no século XVI, com particular ênfase depois do desastre de Alcácer-Quibir. É importante notar que a doutrina se irradiou para as possessões ultramarinas, onde se discutiu se a transmissão dos principados indígenas e afro-asiáticos era válida quando da ausência de consentimento popular (popular no sentido de principais) (ALBUQUERQUE, s/d, p. 27). &lt;i&gt;"De qualquer forma, a máxima ou princípio da &lt;/i&gt;&lt;b&gt;origem democrática    do poder&lt;/b&gt; &lt;i&gt;pode-se dizer um princípio adquirido no Renascimento português.    E este princípio &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;lembrando aos governantes que, se o poder vem de Deus, os homens são intermediários entre o Senhor e eles, - combinado com outros, ajudou a definir e enquadrar o poder político dentro de certos limites"&lt;/i&gt;    (Idem, p. 45.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f2.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Insistia-se, simetricamente, que o monarca    deveria cumprir suas leis, de acordo com a fórmula de D. João II. &lt;i&gt;"se    o soberano é senhor das leis, logo se fazia servo delas, pois lhes primeiro    servia". &lt;/i&gt;O desenvolvimento quebrou-se, sem que amadurecessem os princípios que, consonantes com o tempo, enquadrariam Portugal na história européia. A marcha triunfal de Aljubarrota e dos descobrimentos, o encontro com a experiência, tudo se frustraria, imobilizado numa contradição insuperada a de um reino comercial-marítimo, incandescente no seu primeiro fogo, e uma monarquia ferida de imobilismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político brasileiro, na sua erigem, é o pensamento político português. A colônia - a conquista, como se dizia nos documentos oficiais -prolonga a metrópole, interiorizada, geograficamente a partir de 1808, culturalmente em cada ato político, desde a integração da primeira à última (SILVA DIAS, 1972). Entre a dinastia de Avis, conjugada ao Renascimento e à Contra-reforma, constituiu-se a nacionalidade portuguesa. Ela assenta sobre um paradoxo, suscitando um problema que não viria a resolver, com deficientes potencialidades para lhe desenvolver as forças produtivas que estavam na base. Talvez o fato de haver sido, no pórtico da Idade Moderna, não uma unidade de fixação econômica, mas a agência de interesses alheios e europeus, postos fora do controle da nacionalidade, explique a anomalia, que geraria uma revolução irrealizada. Da debilidade do Renascentismo lhe adveio a debilidade da estrutura cultural, sem o vigor das nações ascendentes da Europa. Os pressupostos conjugam-se, sem que frutifique o projeto. O Renascentismo europeu, além de privilegiar a idéia da nacionalidade, com a nota tônica posta na soberania interna, fixa o contorno da idéia de liberdade. O conceito, desde então, em que pese o tegumento retórico que o envolve, significa independência e autogoverno (SKINNER, 1979, v. 1, p. 41). O direito romano, recebido pelos glosadores, consolidou o poder do príncipe, senhor da paz e da guerra, ensinado pelos conselheiros da dinastia de Avis. Neste período de glória portuguesa, em que se abrem os mares, revelando terras novas e gentes desvairadas, estão os limites de seu desenvolvimento A empresa marítima, por descoordenação de forças produtivas internas, exigia um rei forte. No contexto, as tendências democratizantes, tão vivas no estabelecimento revolucionário da dinastia, cedem o passo ao absolutismo emergente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Começa aí o isolamento português, imune às nascentes teorias da soberania popular, já vivas na Europa pela voz de Bártolo de Saxoferrato e de Marsiglio de Padua (SKINNER, 1979, p 53, 158). De outro lado, entra em cena a secularização da política, que se emancipa da teologia e do papado. Esta corrente não correspondia, senão que contrariava, o interesse do Reino, preocupado em assenhorear-se, com o Tratado de Tordesilhas, de metade do mundo (MESNARD, 1977, p. 9). Tal preocupação monárquica explicará, no futuro, a ausência de Maquiavel na cultura portuguesa. Tratava-se de assegurar à religião institucionalizada a preeminência política, a qual, pela via do papado, garantia a empresa marítima, protegendo-a contra as agressões dos países concorrentes. Não era ocioso, desta sorte, vincular o projeto nacional à incolumidade de um árbitro, mantido em todo seu prestígio medieval. O entendimento destilado em &lt;b&gt;O Princípe&lt;/b&gt;, de que a religião era mero &lt;i&gt;instrumentum regni, &lt;/i&gt;insinuava o predomínio secular, pelo mero uso da religião, como cimento ideológico. Por isso, Maquiavel, acoimado, desde que dele se falou, de &lt;i&gt;"herege",    "ímpio", "perverso e ignorante", &lt;/i&gt;esperaria, para ser traduzido em língua portuguesa, o século XX, depois de universalmente consagrado (ALBUQUERQUE, 1974, p. 82, 155-6) Pelas mesmas razões, a Contra-reforma encontra em Portugal campo fértil de aceitação, inquisitorialmente escoltada, agora voltada também contra as influências desnacionalizantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; No espaço ainda não invadido pela Companhia de Jesus (1534; em Portugal 1540) e ainda não dominado pelo Concílio de Trento (1545-63), antes da Contra-reforma e da Reforma Católica, um ou dois movimentos de igual estilo, estruturou-se, vincado pela contradição, o pensamento político português (DICKENS, 1969, p. 7). Ele revela os limites orientais e ocidentais, um que o levaria ao pensamento moderno europeu, outro ao futuro &lt;i&gt;"reino cadaveroso". &lt;/i&gt;Um documento, posterior (1572), acentua todas as perplexidades do momento O estilo de pensar, traduzindo o caminho da crítica, era o &lt;i&gt;"saber só de experiências feito"&lt;/i&gt;, com desprezo    à escolástica. Num texto de dramática contradição, os dois rumos se mostram    em toda sua profundidade. O &lt;i&gt;"saber só de experiências feito"&lt;/i&gt;, o saber do velho do Restelo, impugnava o exclusivismo da empresa marítima, no embarque na política de transporte, com as costas voltadas à monarquia agrícola. O &lt;i&gt;"incerto e incógnito perigo" &lt;/i&gt;rondaria o país, afastado de suas forças nacionais. De outro lado - esta a contradição que está na base da cultura portuguesa da época - vigora o tradicionalismo político, imune às fracas ondas renascentistas que passaram sobre a paisagem portuguesa. O ator da história seria o rei, não o povo, como já insinuava a inteligência européia, por intermédio da soberania popular nascente e dentro da tese do poder transmitido por Deus através da mediação do povo. &lt;i&gt;"Um fraco rei faz fraca a forte gente"    &lt;/i&gt;(III, 138), e não o contrário, rei que está &lt;i&gt;"no régio sólio posto"&lt;/i&gt;    por &lt;i&gt;"divino conselho" &lt;/i&gt;(X, 146). O súdito é o membro obediente    da , monarquia, sem resistência, passivamente obediente:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"E porque    é de vassalos o exercício&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt; &lt;i&gt;Que os membros tem, regidos da cabeça,&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt; &lt;i&gt;Não quererás, pois tens de rei o ofício&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt; &lt;i&gt;Que ninguém a seu rei desobedeça;"&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;                                              (II,    84)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Lealdade    firme e obediência" &lt;/i&gt;(V, 72)&lt;i&gt;  &lt;br /&gt; &lt;/i&gt;é a base do reino, tão mais necessária  &lt;br /&gt; à medida que se estende o império:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"E o rei ilustre&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, o peito obediente  &lt;br /&gt; Dos portugueses a alma imaginando,  &lt;br /&gt; Tinha por valor grande e mui subido  &lt;br /&gt; O do rei que é de longe obedecido."&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;                                             (II,    85)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;O "Reino    Cadaveroso"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O Renascimento, em Portugal, submetido ao pêndulo que o levaria prematura e inapelavelmente à Contra-reforma, ainda que, antes de Trento, pela via da Reforma Católica, esgotou rapidamente a energia reformadora e revolucionária. Predominou, como se observou, depois de vacilações débeis, o preceito paulino, retor da política: &lt;i&gt;"Todo homem esteja sujeito    aos poderes superiores; porque não há poder que não venha de Deus " &lt;/i&gt;(Ep.    aos Rom., 13, 1). No fim do século XVIII, depois do movimento pombalino, Tomás    Antônio Gonzaga advertia: &lt;i&gt;"A lei de nenhuma forma carece da aceitação do povo. Esta regra universal não admite mais que a exceção quando o rei cede do seu direito e consente que a lei, para obrigar, seja primeiramente recebida" &lt;/i&gt;(GONZAGA, 1957, v. 2, p. 142). O controle das Cortes tornou-se cada vez mais distante, pela raridade crescente de sua convocação. Uma poderosa corrente de pensamento português, expressa por Herculano, Rebelo da Silva, Teófilo Braga, e Antero de Quental, admite que o pensamento português não chegou a se emancipar da Idade Média. Não conseguiu, em direção europeizante e não-ibérica, assegurar o princípio da soberania popular, não obviamente a soberania popular imediata sequer aos seus necessários pressupostos. Não vingou a tese da origem popular do poder, não obstante seu auspicioso aparecimento na Revolução de Avis, da supremacia da lei sobre o príncipe, da separação entre o rei e a Coroa, da doutrina da resistência ao poder tirânico. Dentre os mencionados, Herculano acentua, como influência deformante e básica, o centralismo, que aboliu o municipalismo. Centralismo é, na realidade, a pálida imagem de uma monarquia vergada debaixo da tarefa a que se propôs, no &lt;i&gt;tour de force &lt;/i&gt;contra os meios de sua débil economia autônoma. A deficiência, fundada na incontrastável soberania do príncipe, na origem divina do poder, na incondicional obediência, retardaria a aceitação, depois do nascimento, em outro sítio, da noção dos &lt;i&gt;direitos do homem. &lt;/i&gt;O Humanismo renascentista, fora da Península Ibérica, já conseguira firmar o esboço da base das Declarações de Direitos, que, mais tarde, serviram de sustentáculo à ordem liberal (RITTER, 1964, p. 205-8).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Talvez haja precipitada    antecipação em ver na própria descoberta da Índia o &lt;i&gt;"termo da grandeza    sólida e verdadeira de Portugal". &lt;/i&gt;A razão - indicava-a Coelho da Rocha    - estava em que o governo via no comércio o fruto das conquistas, &lt;i&gt;"não    o prendia com estabelecimentos calculados, nem curava de remover os obstáculos    que no futuro o podiam arruinar&lt;/i&gt;" (D'ARRIAGA, 1886, v 1, p. 21). Desprezada a agricultura, expulsos os judeus, que levaram seus cabedais e sua experiência para animar o comércio e a indústria de outras nações, instituída a &lt;b&gt;Santa    Inquisição&lt;/b&gt; em 1536, todos os trunfos se concentraram na carta aleatória do comércio de trânsito. Já no tempo de D. Sebastião (m 1578), o povo, abandonando os campos e sem emprego, aglomerou-se em torno dos mosteiros, para viver da caridade O Estado, promotor de favores e de riquezas, foi entregue, juntamente com a Igreja, às classes altas, à numerosa e empobrecida fidalguia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Logo que os &lt;i&gt;"fumos da Índia"    &lt;/i&gt;se mostraram ilusórios, esvaiu-se a veleidade renascentista portuguesa A tragédia em África é a dramatização do fim, o fim inelutável que estava na base da empresa marítima Com D. Sebastião desaparece, nas cinzas do &lt;i&gt;"saber    de experiências feito", &lt;/i&gt;o sonho imperial, sucedendo-se a modesta e decadente melancolia. As condições sócio-econômicas foram o terreno fértil para a instalação da muralha que isolará Portugal da Europa, apoiado na Reforma Católica e na Contra-reforma Há aparente incongruência entre o comércio internacional, para o qual o Reino era a base geográfica, e o isolamento cultural. Explica a contradição a própria estagnação do esquema econômico, com a passividade de Portugal. O país, nacionalmente constituído, manteve-se impenetrável à ciência européia, ao pensamento político universal, regando o cordão sanitário com água-benta e &lt;i&gt;autos-de-fé. &lt;/i&gt;Três séculos durará a quarentena, imposta, em direta proporção, ao Brasil. A prisão de Damião de Góes, em 1572, o ano da publicação de &lt;b&gt;Os    Lusíadas&lt;/b&gt;, marca a definitiva vitória do &lt;i&gt;"reino cadaveroso"    &lt;/i&gt;(REGO org., s/d). O Humanismo, sob as severas penas da Inquisição, estava    banido de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento político português confinara-se nos limites impostos pelo sistema educacional e cultural tolerado. A Companhia de Jesus, que chegara em 1540 a Portugal, mais tarde ajustada, como fiel intérprete do Concílio de Trento, cimentou a coluna opaca que, a pretexto de combater a heresia, isolou-o da cultura européia. Iam para o olvido os movimentos criativos dos séculos XV e XVI, dissociados de uma prática tolhida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Em breve, o silêncio cairia sobre a produção dos escolásticos mais independentes, como Francisco de Vitória (1492-1546), com o relevo ao debate acerca do direto à autonomia dos índios americanos da Escola de Salamanca, robustecido por Francisco Suarez (1548-1617), que lançara a tese do necessário consentimento dos novos súditos à autoridade real. Por dois séculos, de meados do século XVI a meados do século XVIII, vigorou o anacronismo que se veio a denominar de segunda escolástica portuguesa (PAIM. 1984, p. 206). A união com a Espanha (1580-1640) nada mudou do quadro, certo que as elites ibéricas se amalgamavam em igual obscurantismo, que legaram à América Latina. Os jesuítas ocuparam todo o ensino médio ninguém entraria na Universidade sem passar pelos seus preparatórios. O domínio foi extensivo à Universidade de Évora, que eles conseguiram dominar por inteiro e não só espiritualmente, como em Coimbra. A esta impuseram os estatutos, reduzindo as faculdades a três (Teologia, Cânones e Leis, e Medicina), banidas as ciências naturais, bem como a história do direito civil romano e português. &lt;i&gt;"Na Contra-Reforma portuguesa predominaria    o espirito &lt;/i&gt;&lt;b&gt;escolástico, &lt;/b&gt;&lt;i&gt;se por isso entendemos um estilo circunscrito à repetição de princípios já estabelecidos, onde não se fazem presente a inquirição, a dúvida ou a pesquisa liberta de preconceitos. Esse predomínio acha-se expresso na &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Ratio Studiorum,    &lt;/b&gt;&lt;i&gt;no monopólio virtual do ensino exercido pelos jesuítas e na ferocidade da censura inquisitorial pelos próprios Tribunais do Santo Oficio, ao longo do século XVII e na primeira metade do seguinte."&lt;/i&gt; (PAIM, 1984, p 209.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O regime de estudo, com as férias prolongadas, o despotismo das postilas, a ausência de exercícios, formava letrados ornamentais, engastados ao tradicionalismo vigente. Os livros postos ao alcance dos alunos giravam em torno da &lt;b&gt;Suma Teológica &lt;/b&gt;(35ª regra), lendo-se Aristóteles    nos comentaristas autorizados O &lt;b&gt;Index Romano &lt;/b&gt;proibia Montaigne, Bacon, Locke, Hobbes, Giordano Bruno, Spinoza, Mallebranche. Em 1768, em pleno consulado pombalino, era proibida a venda do &lt;b&gt;Ensaio sobre o Entendimento Humano. &lt;/b&gt;Em    matéria de história, ensinava-se coisas deste gênero, encontradas na &lt;b&gt;Corografia    Portuguesa, &lt;/b&gt;do padre Antônio Carvalho da Costa. &lt;i&gt;"A maior parte dos historiadores, assim estrangeiros, como naturais, dizem que esta cidade (Lisboa) foi fundada por Elisa, bisneta de Noé, 3259 antes da vinda de Cristo, da qual dizem alguns que tomara o nome de Lusitânia toda a província Depois a reedificou o astuto Ulisses". &lt;/i&gt;Como herança desse espírito, em pleno século XIX, Herculano sofreu dura campanha de descrédito por haver duvidado da conferência entre Cristo e Afonso Henriques, no campo de Ourique.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O rei D. Sebastião, pela lei de 1571,    com o fim de &lt;i&gt;"impedir as astúcias que o demônio um para perverter o    entendimento dos católicos"&lt;/i&gt; proíbe imprimir, importar, vender, emprestar    e ter em casa livros &lt;i&gt;"luteranos, heréticos e reprovados". &lt;/i&gt;A    pena é a morte natural, com perdimento dos bens. A proibição alcança também    os livros proibidos pelos &lt;i&gt;"Santos Padres e pelo Santo Oficio da Inquisição"&lt;/i&gt;,    por motivo de proteção da fé, os quais só se podiam ter com licença    dos inquisidores e prelados ordinários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A proibição, ponderado o tempo e o absolutismo, não é um fato extraordinário. A rainha Elizabeth, da Inglaterra, e seu sucessor também impediram a edição de livros sem real autorização (HUME, 1975, p. 217). A singularidade está na persistência secular da restrição. Causa espanto que os impedimentos, em dois séculos, não tenham encontrado, como na Inglaterra e na França, reação interna, por via direta ou oblíqua. A dependência intelectual casava-se à dependência ao príncipe, que desde 1641 não mais reuniu Cortes &lt;i&gt;"&lt;/i&gt;só    &lt;i&gt;com o braço do povo"&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O parlamento existia como um favor do rei, raramente concedido, numa nação inerte e passiva. O obscurantismo adotou, em certos momentos, a tática das idéias novas. No reinado de D. João V (m. 1750) criaram-se academias, como réplica católica aos grupos de renovação européia, sob a ótica, entretanto, jesuítica. A Academia Real de História, não-desprezível por alguns estudos pertinentes à sua área, reunia-se para aprovar as determinações do Vaticano, com juramentos e &lt;i&gt;Te-Deum laudamus. &lt;/i&gt;Ao mesmo tempo, na primeira metade do século XVIII, os bruxos, possessos e feiticeiros mantiveram ocupada a Inquisição. O ouro do Brasil inchara a metrópole, mas não lhe mudara a estrutura, como reclamavam alguns espíritos que se antecipavam ao futuro. A superstição embriagava a ciência. Bartolomeu de Gusmão fez subir sua máquina aerostática. Logo recaiu nas suspeitas de feiticeiro e ajudante de Satanás. &lt;i&gt;"O povo começou a desconfiar desse cultor da ciência que tantos serviços está prestando atualmente à civilização; começaram a circular rumores de que era visto conversar com o demônio à meia-noite, fazendo coisas estupendas, maravilhosas e mil outras extravagâncias que o jesuíta inspirara ao povo. Foi quanto bastou para o Santo Oficio tomar conta dele e ordenar a sua prisão como feiticeiro. Teria sido lançado às chamas, se não fugisse incógnito para Espanha, onde morreu desgraçado num hospital" &lt;/i&gt;(D'ARRIAGA, 1886, v. 1, p. 175). Os bens da civilização, que se insinuavam em Portugal, sofriam a pressão ambiente, povoada de bruxarias e grosseira ignorância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O mundo colonial deveria ser, pelas normas absolutistas vigentes, uma cópia do mundo português. As normas da administração da &lt;i&gt;"conquista" &lt;/i&gt;obedeciam aos cânones metropolitanos, ainda durante o período da união ibérica, que, na realidade, admitiu a autonomia administrativa de Portugal. A &lt;i&gt;"literatura colonial era um aspecto da literatura portuguesa, da qual não podia ser destacada o cenário americano servia para lhe dar sabor exótico, nunca para lhe dar autonomia, pois o cenário não basta se não corresponder à visão do mundo, ao sentimento especial que transforma a natureza física numa vivência" &lt;/i&gt;(MELLO E SOUZA, 1981, v. 1, p. 73-4). Manifestações existem, sem exigir uma literatura particular acerca de questões coloniais, especificamente coloniais. Em alguns momentos, a sátira em verso manifesta o inconformismo aos padrões estabelecidos. Este será o caso de Gregóno de Matos (1633-96), numa carreira de protestos que chegará até às &lt;b&gt;Cartas Chilenas, &lt;/b&gt;na segunda metade do século XVIII. A correspondência jesuítica - sem constituir uma literatura à parte - será outro ramo, em manifestações que incluem desde as &lt;b&gt;Cartas &lt;/b&gt;de Nóbrega até a &lt;b&gt;Cultura e opulência do    Brasil, &lt;/b&gt;de Antonil (1649-1716). Outra manifestação da consciência colonial, às vezes inconformada com a administração e a metrópole será o sermão, exponte do qual é o padre Antônio Vieira (1608-1697). O pensamento político corre, no período colonial, dentro da ordem administrativa, e, à margem, mas não sem relevância, nas manifestações literárias e de ensino, inclusive na catequese.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O ingresso do gentio na civilização portuguesa será obra principalmente das missões ultramarinas da Companhia de Jesus, que chegou ao Brasil com Tomé de Sousa, em 1549. O padre Manuel da Nóbrega (1517-1570), um dos seis jesuítas, declara que &lt;i&gt;"esta    terra é nossa empresa", &lt;/i&gt;adequando a civilização indígena aos padrões portugueses, contra as mancebias, pela regularização conjugal dos convertidos, pela liberdade contra o &lt;i&gt;injusto &lt;/i&gt;cativeiro dos índios, contra a antropofagia, pela pureza da fé, pela hierarquia eclesiástica, pela instrução e educação, com colégios e livros, pela agricultura e indústria local e pela boa imigração (LEITE, 1965, p 3-4) Depois de se estabelecer na capitania de São Vicente, propôs-se estender as missões ao Paraguai. Impediu-o o governador, temeroso de que a capitania se despovoasse com o cheiro das minas, então descobertas no Peru. A autoridade civil desconfiava que tais territórios estavam fora da jurisdição portuguesa. O sistema adotado para congregar os índios será o aldeamento, em estilo diverso da &lt;i&gt;encomienda &lt;/i&gt;espanhola. O &lt;b&gt;Diálogo sobre a Conversão do Gentio, &lt;/b&gt;&lt;i&gt;"primeira    obra propriamente literária do Brasil", &lt;/i&gt;lança os fundamentos da catequese.    &lt;i&gt;"Pensamento fundamental: os gentios são capazes de se converter em &lt;/i&gt;&lt;b&gt;direito    &lt;/b&gt;&lt;i&gt;porque são homens, &lt;b&gt;e &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;de facto &lt;/b&gt;&lt;i&gt;porque muitos já se converteram. O que urgia era criar circunstâncias externas que facilitassem a obra da graça, num regime de autoridade paterna, sobretudo com a educação dos meninos.&lt;/i&gt;" (LEITE, 1965, p. 20.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os índios aldeados aprendiam a doutrina e os costumes portugueses, firmando a reserva, de outro lado, da defesa do território. O problema era assegurar-lhes sustento e trabalho. A atividade tradicional dos índios, a caça, a pesca e o plantio da mandioca, encontraria, logo a seguir, as restrições do povoamento dos portugueses, que devoravam, pelo regime das sesmarias, as terras. Nóbrega queria que os índios tivessem suas terras próprias. O governador Mem de Sá demarcou sesmanas para servirem de assento às aldeias do Colégio da Bahia. Os conflitos com os colonos foram, todavia, freqüentes, em torno da escravização do índio e das terras. &lt;i&gt;"Numerosas aldeias se fundaram depois e nem sempre os encarregados de conceder terras viam com olhos catequéticos estas fundações, como sucedeu nos sertões da Bahia, na Jacobina e margens do rio de São Francisco, lugares onde a seguir às perturbações paulistas do sul e às guerras holandesas no norte, que quebrantaram o espírito missionário, se tentou o aldeamento dos índios. Mas aí os donos das imensas sesmarias, em que já estavam repartidas as terras, interpretavam que por serem senhores delas podiam também dispor dos índios que as habitavam. Os conflitos foram inevitáveis e violentos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;Até que o alvará régio de 23 de Novembro de 1700 ordenou que se desse às aldeias do Brasil uma légua de terra em quadra, não a arbítrio dos donatários ou sesmeiros, mas onde os índios preferissem, ouvida a Junta das Missões. Davam-se as terras a eles, porque, 'tendo-as os índios, as ficam logrando os missionários, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;no que    lhes for necessário &lt;/b&gt;&lt;i&gt;para ajudar o seu &lt;/i&gt;&lt;b&gt;sustento &lt;/b&gt;&lt;i&gt;e para ornato    e custeio das &lt;/i&gt;&lt;b&gt;igrejas&lt;/b&gt;'. &lt;i&gt;Prudente cláusula jurídica, de    &lt;/i&gt;&lt;b&gt;posse &lt;/b&gt;&lt;i&gt;com o &lt;/i&gt;&lt;b&gt;usufruto &lt;/b&gt;&lt;i&gt;coletivo aos índios, aos padres e à Igreja, o que tirava a tentação aos vizinhos e confinantes de se intrometerem com as terras das aldeias." &lt;/i&gt;(LEITE, 1965, p. 70-1.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A favor da liberdade dos índios, obteve o padre Vieira, depois de ásperas disputas com os colonos, a Lei de 9 de abril de 1655. No sermão, defendeu os índios, sobretudo no &lt;b&gt;Sermão das Tentações,    &lt;/b&gt;famoso ao lado do &lt;b&gt;Sermão aos Peixes, &lt;/b&gt;contra o cativeiro injusto e    do &lt;b&gt;Sermão da Palavra de Deus, &lt;/b&gt;este pregado na Corte. Missionário ele próprio, percorreu parte do território do estado do Maranhão, na linhagem do padre Nóbrega ao sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O conflito entre colonos e padres, estes aliados à autoridade civil, teve efeitos profundos no pensamento político especificamente americano. No sul, com os bandeirantes, chegou a separar a sociedade do Estado, num hiato em que se projetaria, ainda que larvarmente, uma nota de rebeldia nativista. &lt;i&gt;"Reflita-se desde já que a severa atitude da Companhia, condenando essa fácil adaptação ao estilo de vida e à ética do indígena, foi uma das causas do conflito, tão violentamente desencadeado, entre jesuítas e colonos, uns e outros animados por dois sentidos de vida, não só diferentes, mas, com freqüência, opostos. E apenas os colonos adquiriram, com a fundação das Câmaras, a consciência e o órgão definidor das suas diretrizes próprias, essa oposição volveu-se, como sucedeu em quase todas as cidades brasileiras, e, particularmente, em São Paulo, em defesa do ataque organizado." &lt;/i&gt;(CORTESÃO, 1966, v. 1, p. 89.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O Colégio e a Câmara tornaram-se termos antagônicos, deixando um espaço de autonomia possível, dentro do sistema absolutista, transplantado à colônia. Os bandeirantes, ora dissociados, ora dirigidos pela autoridade civil, foram uma peça essencial nesse espaço autônomo, particularmente quando resistem à invasão, pela via do Guairá, contra São Vicente. Eles reforçaram a secularização do poder, desta forma mais denso do que na América Espanhola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Outro espaço nativista    foi o que resultou das guerras holandesas. &lt;i&gt;"Certas camadas ou grupos sociais mantinham acesa a recordação da experiência, quando mais não fosse por interesse corporativo ou estamental. Entre a 'nobreza da terra', ela fora preservada graças à sua simbiose com as pretensões nobiliárquicas; nas ordens religiosas, ao desejo de fazer valer junto às autoridades regias os serviços, materiais e espirituais, por elas prestados à restauração" &lt;/i&gt;(MELLO, 1986, p. 27-8). Abre-se, em conseqüência, um processo de crítica colonial, que se projeta desde 1654, com a expulsão dos holandeses, adquirindo cor revolucionária em 1817. &lt;i&gt;"É durante a crise de 1710-1711 ou o movimento de 1817 quando melhor se deixa surpreender o imaginário político do nativismo; o que nas épocas de tranqüilidade fora dito implícita ou veladamente, via-se agora proclamado alto e bom som, mesmo quando, por prudência, mantinha-se uma parte do discurso fora do registro escrito." &lt;/i&gt;(MELLO, 1986, p. 100.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os colonos adquiriram a consciência de que, sem ajuda da metrópole, haviam consolidado a posse territorial. A fidelidade à Coroa, com isso, formaria um vínculo contratual, com largos créditos nas fileiras da administração colonial, à &lt;i&gt;"nobreza da terra", &lt;/i&gt;Todos os elementos dispersos - o conflito pelo índio e pela terra, a resistência ao fisco, o imaginário nativista - conjugar-se-ão, em dado momento, para o ajuste de contas com o sistema colonial. Esse núcleo formará a idéia de &lt;i&gt;direitos    &lt;/i&gt;dos colonos, que a metrópole despreza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;A Ruptura Pombalina&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O reencontro de Portugal com a Europa não foi um raio em céu azul. Tem, firmado nas reformas de Pombal, longos antecedentes de natureza cultural e de natureza político-econômica. (Sebastião José de Carvalho e Melo, 1699-1782). O certo é que os efeitos da incorporação do Iluminismo seriam imediatos e mediatos. Imediatamente, renovou-se o Remo, econômica e culturalmente. Mediatamente, com o reforço do absolutismo, desestabilizou-se o sistema, abrindo espaço à futura revolução liberal Portugal contava, para a reforma, com valioso contingente de pessoas cultas, a maioria residindo no estrangeiro, muitos por cautela ao Santo Ofício. Entre os &lt;i&gt;estrangeirados,    &lt;/i&gt;Luís Antônio Verney (1713-1792) era o mais ilustre deles A denúncia da cultura    portuguesa está no &lt;b&gt;Verdadeiro Método de Estudar&lt;/b&gt; (1747). &lt;i&gt;Culturalmente, Portugal achava-se na Idade Média, depois de haver proclamado, no Renascimento, o princípio do experimentalismo. &lt;/i&gt;Mais tarde, escreveu Herculano. &lt;i&gt;"Quando os diamantes e o ouro do Brasil vinham inundar Portugal de riquezas então era preciso entulhar de frades, de capelães, de cônegos, de monsenhores, de principais, de escribas, de desembargadores, de ca turras, de rimadores de epitalâmios e de elegias, o insondável sorvedouro das inutilidades públicas. Como de outro modo devorar as entranhas da América? Esta era a grande indústria portuguesa de então, para ela se deviam organizar os estudos. O Tesouro do Estado substituía a ação dos homens. Com agentes espertos para vender diamantes na Holanda e obreiros hábeis para cunhar ouro nos paços da moeda, estavam supridos trabalhos, educação do povo, atividade, tudo" &lt;/i&gt;(SÉRGIO, 1972, p. 122). As reformas preconizadas por Verney, Ribeiro Sanches (1699-1783) e D. Luis da Cunha (1662-1749), entre outros, encontrariam em Pombal o executor hábil e enérgico. A filosofia e a ciência, fechadas em círculos que as segregavam, voltariam a integrar o ensino, rompendo a escolástica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Mas Descartes,    Newton e Gazendo?" -&lt;/i&gt; pergunta um retardado defensor da escolástica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;- "Eram    por demais conhecidos em Portugal, posto que seguidos por poucos"&lt;/i&gt; (ANDRADE,    1946, p. 354-5.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A dificuldade, na renovação, não estaria em adotar um ou outro tópico da cultura européia. Tratava-se, como percebeu Verney, de reorganizar todo o código mental do país, no seu sistema de ensino. Há sempre o risco, visível na época e nas suas efêmeras conseqüências, de adotar teorias de fora para dogmatizá-las. No tempo carcerário de duzentos anos, mudara na Europa a ciência, a religião, a política, a filosofia. Mais do que a filosofia, a religião, a política, a ciência, mudara a maneira de compreendê-las e de vê-las, debaixo da irradiação iluminista. Não havia em Portugal o veemente estímulo social para fechar o desacerto entre a história e o pensamento. Em plena indigência mental, o Reino mergulhou no Iluminismo, pela mão de um ministro, à força, com espanto e surpresa. Incorporar resultados da atividade espiritual pareceu a Hegel tarefa semelhante à de incorporar produtos mortos. &lt;i&gt;"A impaciência    se esforça em realizar o impossível chegar ao fim sem os meios." &lt;/i&gt;(RODRIGUES    PANIAGUA, 1984, p. 9.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O resultado não é todo o real, o qual    está no devenir, no seu desenvolvimento, obrigando ao respeito as etapas desprezadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Desde que se restaurou a monarquia, em 1640, os intelectuais portugueses - políticos e economistas - insistiam no esgotamento do modelo manuelino. O sistema econômico, simbolizado no remo da pimenta, chegara à agonia no século XVIII. Era necessária uma reforma, capaz de abranger, na sua amplitude, o país e o pacto colonial. Portugal tornara-se pensionista do Brasil, cujo vínculo com a metrópole revela-se cada dia mais precário com o advento de outro centro, industrial e hegemônico, a Inglaterra. Os caminhos da África e da Ásia, freqüentados sucessivamente pelos holandeses e ingleses, desvaneceram o sonho monopolista, sempre mais nominal do que real. O ouro do Brasil exauria-se rapidamente, de resto mal-aproveitado na metrópole, que, sem fruí-lo produtivamente, o escoava para a metrópole da metrópole. O mundo europeu vivia na Inglaterra e florescia no Iluminismo francês, ao lado do &lt;i&gt;"reino cadaveroso", &lt;/i&gt;entorpecido e anacrônico. O perfil da mudança fixou-se num traço geral: engastar Portugal na Europa, da qual se distanciara, sem comprometer o absolutismo, a autoridade e o sistema colonial. As reformas econômicas se insinuavam pelos letrados, reverentemente, cautelosamente, aos ouvidos do príncipe. O motor das mudanças estava constituído e dele se irradiariam as medidas. O Estado seria o centro, sustentado e animado pela burguesia comercial. A lista dos inovadores é longa, particularmente vivaz nos séculos XVI e XVII: Luis Mendes de Vasconcelos, Duarte Ribeiro Macedo, José Acúrcio das'Neves, Alexandre de Gusmão, D. Luis da Cunha, José Vaz de Carvalho, Manuel Almeida e Carvalho, entre outros (SÉRGIO, 1924).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Contribuem para    a crítica os nacionais ou &lt;i&gt;"castiços" &lt;/i&gt;e os &lt;i&gt;"estrangeirados",    &lt;/i&gt;todos hostis ao isolamento cultural, ao domínio da escolástica e ao controle inquisitorial (FALCON, 1982, p. 204). Entre todos, avulta um &lt;i&gt;"castiço",    &lt;/i&gt;o santista Alexandre de Gusmão (1695-1753), pela influência que exerceu nos negócios públicos no reinado de D. João V (m. 1750), e pela percepção da crise. Mercantilista, como mercantilista seria Pombal, defendia a permanência do dinheiro dentro das fronteiras de Portugal. Denunciava, na balança comercial desfavorável, a fuga do numerário - o ouro brasileiro - que corria para a Inglaterra, sem nada deixar no seu lugar, senão a inchada pompa dos fidalgos. Sugeria, para consertar o desequilíbrio, reativar a agricultura, fomentando a indústria interna, além de expandir o comércio dentro e fora das fronteiras. Não receou criticar, na exposição de suas propostas, o Tratado de Methuen (1703), que mais do que a troca de vinhos por manufaturas, carreava para o parceiro inglês a riqueza colonial (MAGALHÃES, 1967, p. 356 - segs.): Na Corte deslumbrada com o ouro do Brasil, sempre em trânsito, como de trânsito era a economia, a terra jazia sem cultivo, senão com a vinha, para amenizar as contas do Tratado de Methuen. Quando não se importava trigo, porque os lavradores não tinham como plantá-lo, o povo não tinha o que comer. Os fidalgos, fascinados pelo fausto, giravam em torno dos favores de D. João V, entregue ao luxo e aos desperdícios arquitetônicos. &lt;i&gt;"A indústria nacional constava de óperas e devoções. O português só sabia ser lojista: todo o comércio externo estava na mão dos ingleses, principalmente, e de italianos."&lt;/i&gt; (OLIVEIRA MARTINS e PEREIRA, 1942, t. II, p. 151.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Dentre os &lt;i&gt;estrangeirados    &lt;/i&gt;avulta, pela influência que virá a exercer, Verney, com sua filosofia antiaristotélica    e escolástica, com seu &lt;b&gt;Verdadeiro Método de Estudar &lt;/b&gt;(1747), um,    entre muitos, que viam, como Pombal veria, o Reino de fora, com seu escandaloso    atraso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O terremoto de Lisboa (1755) sacudiu a política e a terra, abrindo espaço para as reformas, conduzidas pelo ministro de D. José I (m. 1777). &lt;i&gt;"Antes daquele acontecimento    - &lt;/i&gt;escreveu o marquês de Pombal - &lt;i&gt;todas as reformas, que a política poderia intentar, dariam em falso (...) é necessário um golpe de raio, que abisme, e subverta tudo, para tudo reformar (...) Uma calamidade pública, de ordinário, reúne os corações, e espíritos. Quanto não pode fazer um grande reformador." &lt;/i&gt;(CARVALHO E MELO - "Marquês de Pombal", 1861. v. 2, p. 186.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As reformas partiam    do claro pressuposto da decadência econômica e intelectual do Reino. &lt;i&gt;"A    monarquia estava agonizando &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;reconhecia o ministro. Os ingleses tinham peado esta nação e a tinham debaixo da sua pendência eles a haviam insensivelmente conquistado, sem ter provado nenhum dos inconvenientes das conquistas." &lt;/i&gt;(Idem, p. 103.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O que se segue da alavanca reformista dará o contorno do pensamento político português, com imediata e duradoura influência no Brasil. Influência que se projetou pela via ideológica, com a renovação cultural, no preparo das elites que viriam decidir os destinos da colônia e do nascente império. Elas sobrepuseram-se, depois de muitas concessões táticas, à onda liberal, contemporânea do rompimento do pacto colonial. Voltar-se-á ao assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A base das reformas pombalinas renovará o Estado, com a restauração da autoridade pública, fraca, corrupta e atrasada. O centro das mudanças se projetará na economia, com agências e companhias de fomento. Neste ponto, ao disputar a predominância inglesa, ao cuidar de incentivar a agricultura, a indústria e o comércio, reforçava o sistema colonial, com o enrijecimento do comando da metrópole. O absolutismo - &lt;i&gt;"absolutismo    esclarecido" &lt;/i&gt;e não &lt;i&gt;"despotismo esclarecido" &lt;/i&gt;(PRÉLOT, 1966, p. 339) - libertou-se de suas travas históricas, desarmando a fidalguia sem liquidá-la. Os impedimentos culturais removeram-se a partir da expulsão dos jesuítas (1759), com a renovação do ensino e do modelo universitário. Ao manter, embora atenuada, a aristocracia, retirando-lhe apenas o papel de controle político, sem substituí-la por outra classe, a burguesia comercial, o absolutismo adquiriu forma peculiar que o distingue do francês e do Iluminismo europeu. Afasta-se, desta sorte, o pré-Liberalismo aristocrático, que medrou, embora timidamente, como oposição irrealizada, na Corte de Luis XIV, ao qual se entronca o Liberalismo moderno, num caminho que vai de Fénelon até o duque de Saint-Simon, para, mais tarde, florescer em Montesquieu (Idem, p. 359 - segs.). Recuperava-se o princípio, em plena monarquia absoluta, da intermediação do povo na origem divina do poder, princípio que se expande no Constitucionalismo, depois apropriado pelo Liberalismo (SKINNER, 1979, v. 2, p. 113 - segs.). O absolutismo português, com a renovação pombalina, ao contrário, reativava as raízes medievais, como fato, num contexto cultural modernizante. O plano pombalino repousa sobre uma contradição, que se expandirá numa ambigüidade. O Estado, o agente da reforma, utilizava, sem permitir-lhe autonomia, a burguesia comercial, posta ao lado da aristocracia vigiada. A reforma, desta maneira, incide, de modo principal, sobre os delegados estatais, universitariamente reequipados. A ideologia, orientada pelo poder público, subordina o pensamento político, impedindo que ela se liberte para freqüentar o espaço liberal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f3.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As inovações, por    conseqüência, não tocam as camadas populares. Elas &lt;i&gt;"não atingem senão os setores privilegiados, como a nobreza ou o clero, o ensino superior e tudo o que possa haver um raio de confidencia" &lt;/i&gt;(BESSA-LUIS, 1981, p. 167). Cria-se o Colégio dos Nobres (1761) para expandir a cultura dos que, pelo nascimento, estavam destinados à diplomacia e às armas, com o traquejo nas línguas vivas, na matemática e nas ciências experimentais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os estudos menores e preparatórios serão reformulados, em conseqüência da expulsão dos jesuítas, retirada a ênfase da língua latina e alcançando setores das classes médias, para cujo sustento se criou um tributo, o subsídio literário. Em todo o país criam-se cadeiras autônomas de latim, grego, retórica e filosofia, num ensaio rudimentar do ensino laico e oficial. O ensino comercial se faz na Aula de Comércio. As reformas principais no campo da cultura serão o Colégio dos Nobres (1761), a Lei da Boa Razão (1769), a criação da Mesa Censoria (1768), a Reforma da Universidade (1772), a abolição entre cristãos-novos e cristãos-velhos (1773) e o novo regime da Inquisição (1774). O absolutismo não permitia a extinção dos instrumentos principais de repressão ideológica, a censura e a Inquisição, &lt;i&gt;"remodelados    e postos sob direta dependência do Trono, que governa de ciência certa e vontade    esclarecida" &lt;/i&gt;(SARAIVA e LOPES, p. 524). O poder régio, &lt;i&gt;"emanado    do mesmo Deus diretamente", &lt;/i&gt;liberta-se de restrições eclesiásticas, das Cortes e do papa. A unificação da censura na Real Mesa Censoria, embora areje o ambiente, não cede de sua severidade. Locke continuaria confinado, como banida ficaria a filosofia política européia, permitindo, no máximo, a tradução, em 1768, dos &lt;b&gt;Elementos de Direito Natural&lt;/b&gt;, de Burlamaqui, livro que influenciou Rousseau e os constituintes americanos (DERATHÉ, 1979, p. 84-9). Não estava o paradigma europeu liberto da censura. A diferença estará na ausência de condições intelectuais que a refreiem ou a rompam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O estudo do direito natural, modernizado de seu ranço absolutista, será a fonte, em Portugal, do Liberalismo. Cabral de Moncada encontra, não em Burlamaqui, mas no barão de Martini, adotado em Coimbra desde a reforma de 1772, a base da renovação, cujas sementes, lançadas em sucessivas gerações, abrindo &lt;i&gt;"os canais subterrâneos    de ligação entre a monarquia absoluta do século XVIII e a democracia liberal    do século XIX" &lt;/i&gt;(MONCADA, 1949, v. 2, p 313-4). Da Universidade reformada sairiam os intelectuais que, ideologicamente, demarcariam, no futuro, a renovação política, dentro do nevoeiro pombalino. Finalmente, embora restrita a uma tênue elite, Portugal saía do cárcere da Contra-reforma. A veneração sem crítica ao direito romano cede o lugar ao direito nacional, com a recuperação, fora do campo do direito, do Iluminismo. Sem audácia, a razão se recupera do formalismo escolástico e da subserviência à autoridade, o que produzirá efeitos políticos distantes, embora politicamente freados no reinado posterior (1777). &lt;i&gt;"O    método de comentários -&lt;/i&gt;&lt;i&gt; observam historiadores da mudança - e de disputas    formalistas, o uso de &lt;/i&gt;&lt;b&gt;postilas &lt;/b&gt;&lt;i&gt;(sebentas) são absolutamente banidos. O essencial dos cursos resume-se em compêndios, para evitar a dispersão, e o mestre expõe por dedução matemática ou por indução experimental A história das ciências deverá acompanhar o seu aprendizado, A tendência experimentalista concretiza-se num Horto Botânico, num Museu de História Natural, num Teatro de Filosofia Experimental (isto é, um Laboratório de Física), num Laboratório Químico, num Observatório, num Teatro Anatômico, num Hospital Escolar (...) A Faculdade de Artes, que era a que anteriormente iniciava os estudantes no espírito das disputas praticamente inverificáveis, é substituída pela de Filosofia, de cunho naturalista. Cria-se, enfim, a Faculdade de Matemática, cuja freqüência se torna obrigatória para os candidatos aos cursos finais, durante mais ou menos tempo." &lt;/i&gt;(SARAIVA    e LOPES, p. 535-6.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O espaço que está entre o pensamento político e a ideologia revela-se depois da queda de Pombal, com o desaparecimento de seu patrono - por que não inspirador? - D. José I (1777). A provisoriedade de reformas, que abrangem apenas a elite e que não se alicerçam na hegemonia de uma nova classe, explode da Viradeira, com a perseguição ao ministro e o retorno das práticas beatas do Reino tradicional. A volta ao passado não conseguiria retornar ao ponto de partida, ao modelo manuelino. De outro lado, o &lt;i&gt;absolutismo esclarecido &lt;/i&gt;também não conseguiria manter os padrões instalados. A elite se renovara - e a elite era quase tudo. Estes 27 anos de luz e de provisoriedade não seriam anulados com a beatice de D. Maria, depois D. Maria, a &lt;i&gt;louca&lt;/i&gt;: eles, os 27 anos, seriam um fato permanente, não como queria Pombal, não como queria a burguesia comercial, não como queria a nobreza, não como queriam os intelectuais. A Inquisição, apesar de seus surtos impetuosos e temporários, o jesuitismo aristotélico-tomista, o banimento da ciência experimental, foram para o museu das antigüidades, sem remissão, apesar do retorno repressivo. O absolutismo continuaria a remar. Mas a veleidade liberal, às vezes por inspiração tática, outras vezes influenciada pela sua inelutável inspiração pedagógica, continuaria presente. O pequeno e limitado círculo, que a Universidade alimentaria, afirmar-se-ia, no futuro português e no futuro brasileiro. A reforma seria, ausente a nova hegemonia política, mais do que uma pincelada ornamental, menos do que uma mudança revolucionária. Oliveira Martins, ao realçar o consulado pombalino, não esconderia que a &lt;i&gt;"nação de estufa, com gente    de fora"&lt;/i&gt;, teria mostrado ao &lt;i&gt;"português, beato e ensandecido, que havia alguma coisa no mundo mais do que freiras e marmelada, outeiros e arruaças, piedosa luxúria e visões desvairadas" (...) "talvez um vislumbre de verdadeira luz raiasse já no cérebro nacional quando ao observar a restauração das coisas pátrias, com a sua natural pachorra, o povo dizia depois: 'Mal por mal, melhor com Pombal'" &lt;/i&gt;(OLIVEIRA MARTINS e PEREIRA, 1942, t. II,    p. 208-9).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As reformas pombalinas, na medida que aliviaram o peso do ranço imobilista e jesuítico, descomprimiram o meio cultural. Mas entre este passo e o Liberalismo medeia distância imensa, não raro coberta pela fantasia histórica. Pombal encontrou o meio de encarnar, tentando superá-la, a &lt;i&gt;"crise mental do século XVIII" &lt;/i&gt;(CIDADE, s/d, t. II, p. 29). Tratava-se de aproximar o Reino velho do Reino novo, necessário para se adequar à Europa e sobretudo necessário para fomentar a economia, artificialmente ativada pelo ouro do Brasil e subterraneamente devastada pela Revolução Industrial, à qual o país permanecia alheio e, pelo Tratado de Methuen, vendido. Recomeçava-se, pela mão régia, o renascimento interrompido. Voltaram as ciências, agora renovadas por Newton, Laplace, Buffon, Lamarck etc. Há evidente exagero em dizer, como se disse, que os estatutos da Universidade de Coimbra se inspiraram em Montesquieu, Rousseau e Kant (D'ARRIAGA, 1886, t.I, v. 1, p. 191). Ao contrário, o absolutismo continuou a imperar, corrompendo a presença européia com o verniz da descompressão, na verdade seletiva e rigorosa em todos os setores suscetíveis de abalar a autoridade, campo no qual se destaca a timidez do &lt;b&gt;Verdadeiro Método&lt;/b&gt;. É certo que se difundiu a instrução pública, liberta das cautelas jesuíticas, com escolas de instrução primária no Remo e no Ultramar. Também é verdade que se abrandou a Inquisição, controlada pelo ministro, em pessoa de sua família, obediente mais aos poderes régios do que aos eclesiásticos. As novidades chegaram a permitir a tradução do teatro de Voltaire, autor que convivia com o &lt;i&gt;"absolutismo    ilustrado" &lt;/i&gt;do tempo. Como sempre acontece em períodos semelhantes, expandem-se as ciências politicamente neutras - a matemática e as ciências naturais. Na filosofia, evita-se o contágio do enciclopedismo. &lt;i&gt;"Ainda nesta parte importante os nossos reformadores, ou revolucionários, se afastaram da França. Nesta imperavam, ou a filosofia cartesiana, que morreu estéril em Port-Royal, e inspirou as teorias hipotéticas e pouco sérias de Rousseau, ou a filosofia materialista, cética, apaixonada, violenta e exageradísima, que teve a mesma sorte da metafísica. Os portugueses do século XVIII e sequazes do grande marquês de Pombal desejaram evitar o negativismo das idéias francesas, e mostraram toda a predileção pelos filósofos ingleses, mais práticos, sensatos e retos. Ao movimento imprimido aos espíritos pelo estadista não convinham, nem os exageros e hipóteses gratuitas da metafísica cartesiana, nem o ceticismo e descrença da escola materialista francesa." &lt;/i&gt;(D'ARRIAGA, 1886, t. I, v. 1, p. 334.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Verney advertira, no seu &lt;b&gt;Verdadeiro    Método&lt;/b&gt;, que &lt;i&gt;"nas matérias teológicas verdades novas não as há"&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Há um campo, na corrente aberta pela descompressão pombalina, que forma um esboço de novo pensamento político, confundido, mas diferente do Liberalismo. Será, na verdade, uma ideologia e uma filosofia política que entrará, mais tarde, no lugar do Liberalismo. &lt;i&gt;"Primeiro germinaram as idéias; os fatos e realidades vieram depois",    &lt;/i&gt;diz Cabral de Moncada (1949, p. 105). O veículo será a moral, a filosofia e, sobretudo, o direito, ainda presos ao direito natural. Pascoal José de Melo, lente de Coimbra, fruto da Universidade renovada, incumbe-se de demonstrar que o código fundamental da monarquia portuguesa está nas Cortes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;as Cortes de Coimbra que elegeram D. João I e as de 1641 que elevaram ao trono D. João IV. Sustenta o valor dos forais, com as garantias que deram ao povo, bem como a importância do regime municipal e comunal. &lt;i&gt;"Não é uma obra, é uma barricada contra o absolutismo e o estado político e civil da nação portuguesa dessa época (...) Esta obra tem para Portugal a mesma força revolucionária do &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Espírito    das Leis&lt;/b&gt; &lt;i&gt;de Montesquieu"&lt;/i&gt; (D'ARRIAGA, 1886, t. I, v. 1, p. 415). Outros juristas e filósofos se seguem, sem chegar, embora admitindo-a implicitamente, à monarquia constitucional e parlamentar. Ribeiro dos Santos não citaria, mais tarde, nem Rousseau, nem Montesquieu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Contrapunha as    &lt;i&gt;leis do rei &lt;/i&gt;às &lt;i&gt;leis do Reino, &lt;/i&gt;num apelo irrevelado às Cortes.    Depois de 1789, viriam os &lt;i&gt;afrancesados, &lt;/i&gt;com leituras severamente proibidas    no Remo. Predominava sobre esses padrões, a presença de Bentham, &lt;i&gt;o Rousseau    dos portugueses. &lt;/i&gt;Desta safra virá mais tarde Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846), embora mais tardia sua presença. Outro lente de Coimbra, Antônio Soares Barbosa, segue na tímida trilha aberta por Verney, mas não aceita a idéia do &lt;i&gt;direito natural absoluto, &lt;/i&gt;no modelo de Justiniano, Hobbes, Pufendorf e Rousseau. Acentua o valor da liberdade, como base das ciências morais, sem permitir-se vinculá-la à política. Não esconde a igualdade natural e jurídica dos homens, rejeitando a teoria do contrato social. Antes de Vicente Ferrer (1798-1886), o sistematizador máximo do Liberalismo português, Joaquim José Rodrigues de Brito, também lente em Coimbra, num livro de 1804, procura renovar o direito natural, valorizando o bem-estar material, moral e intelectual como o fim da sociedade. Em reação ao pombalismo, entram em Portugal, ainda no fim do século XVIII, as idéias de Adam Smith. Daí por diante se abrirá o caminho da mudança em Portugal, dentro da pauta pombalina, com acento na renovação nacional e não nos direitos do homem. O Estado será o objeto da reforma e, por via dele, nas relações com a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Porque Pombal desarticulou a estrutura jesuítica, rompendo a imobilidade, seu nome vinculou-se ao Liberalismo. A tese, que prosperou em muitas instâncias, esclarece o que, em Portugal e no Brasil, mais tarde se entendeu que fosse o Liberalismo. Liberalismo no qual a nota tônica descansa sobre a reforma do Estado, eventualmente na origem popular - popular, em termos - do poder. Oliveira Martins afirma que o Portugal pombalino &lt;i&gt;"era um falso Portugal de importação, nas idéias, nas instituições,    nos homens". &lt;/i&gt;O dinheiro do Brasil dava para tudo: dava para sobrepor ao Portugal embalsamado um Portugal postiço. Por essa via, pelas fronteiras e pela alfândega, no contágio ideológico e na recepção da filosofia política, germinou a futura transformação da estrutura de poder. &lt;i&gt;"Por isso mesmo que a máquina era construída com materiais da Europa, onde uma revolução se realizava nas idéias, os homens de fora vieram lançar no torrão português a semente das revoluções futuras." &lt;/i&gt;(OLIVEIRA MARTINS e PEREIRA, 1942,    t. II, p. 207-9.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O desmantelamento do Santo Ofício, a reforma do ensino, a aproximação com a Europa seriam os pilares do futuro Liberalismo. O assunto assumiu as proporções de uma polêmica. Contra a mitologia do precedente protestou Camilo, por ocasião do centenário, destacando a contradição entre democracia e o estadista do poder absoluto. &lt;i&gt;"Só à falta de um nome pomposo e aureolado de fulgores sinistros em que pudesse encarar a idéia do bem, a democracia, que não sabe fazer andar uma idéia levantada e grande sem a encostar às muletas dum título, adotou um marquês &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;o    tipo emblemático do poder absoluto que, a um tempo, triturava fidalguia e ralé    (...)." &lt;/i&gt;(CASTELO BRANCO apud FALCON, 1982.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O certo é que a irrupção pombalina rearticulou o Estado, aproximando-o de setores novos, rompendo com a aliança - senão hegemonia - eclesiástica, numa transação com a burguesia mercantil, com o enfraquecimento do setor mais conservador da aristocracia, liquidando as diferenças entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Por aí entraria em Portugal o Liberalismo, com a Revolução de 1820 e por aí se fixaria o modelo liberal do Brasil, oficial e dirigido do alto, como apêndice do Estado. Liberalismo, pela sua origem, irrealizável, senão com a condição, historicamente impossível, de desarticular o aparelhamento estatal, para convertê-lo em guarda dos direitos individuais, não de seu tutor, mas sim de seu algoz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;No &lt;b&gt;Tratado de Direito Natural, &lt;/b&gt;obra de 1768, encontra-se a súmula da filosofia política portuguesa, dentro da qual, com o limite ideológico, articula-se o pensamento político. O livro é dedicado a Pombal e aprova a política do ministro, ao sobrepor o poder civil ao eclesiástico, em convivência, porém, com o &lt;i&gt;"absolutismo ilustrado". &lt;/i&gt;Sustenta    a superioridade do Concílio sobre o papa. Nega a jurisdição temporal do papa:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Se o papa tivesse jurisdição temporal direta ou indireta sobre os reis, seguir-se-ia que o poder temporal do rei não era supremo na terra e que reconhecia outro superior que não fosse Deus" &lt;/i&gt;(GONZAGA, 1957, p. 89). Não há a intermediação popular no poder, que emana diretamente de Deus. (Idem, p. 101.). O direito de resistência não existe, em nenhuma circunstância. &lt;i&gt;"Viveríamos sempre em uma continuada discórdia, se por qualquer injustiça houvesse o povo de se armar contra o soberano para o castigar e depor" &lt;/i&gt;(Idem, p. 103). &lt;i&gt;"A minha opinião é que o rei não pode ser de forma nenhuma subordinado ao povo; e por isso, ainda que o rei governe mal e cometa algum delito, nem por isso o povo se pode armar de castigos contra ele. Já mostramos que os delitos do rei não podem ter outro juiz senão a Deus, de que se segue que como o povo não pode julgar as ações dele, o não pode também depor, pois que a deposição é um ato de conhecimento e por conseqüência de superioridade." &lt;/i&gt;(Idem, p. 106.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;À futura audácia de Pascoal José de Melo, que, sem contestar o absolutismo, resgatava a histórica origem eletiva dos reis, se contrapõe a doutrina oficial. Mesmo que eletivo o rei, a transferência do poder será irrevogável - este o leito em que pisariam os pensadores seguintes. &lt;i&gt;"Todas as vezes pois que o povo elege a algum para seu soberano e este aceita, adquire logo o império de tal forma, que nem o mesmo povo lho poderá mais tirar nem ele carecerá de confirmação alguma, inda a do mesmo papa" &lt;/i&gt;(Idem, p. 111). O rei legisla, julga, tributa, com o domínio iminente sobre todos os bens dos vassalos, em regime patrimonialista. &lt;i&gt;"A obrigação de se obedecer nasce da superioridade de quem manda e não    do consentimento do súdito." &lt;/i&gt;Mais: o príncipe não se obriga com suas    leis. &lt;i&gt;"Logo, não podemos por obrigação no rei, nascida de sua própria lei, pois que ele não pode exigir a si mesmo a sua observação." &lt;/i&gt;(GONZAGA,    1957, p. 143-4)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As reformas pombalinas    irradiam-se no Brasil, entre os letrados, alguns egressos de Coimbra. Houve    um arremedo do &lt;b&gt;Século das Luzes, &lt;/b&gt;crítico, sem refletir com energia a    crise do colonialismo. &lt;i&gt;"O nosso &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; depõe Antônio Cândido    &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; foi um Século das Luzes dominantemente beato, escolástico, inquisitorial; mas elas se manifestaram nas concepções e no esforço reformador de certos intelectuais e administradores, enquadrados pelo despotismo relativamente esclarecido de Pombal Seja qual for o juízo sobre este, a sua ação foi decisiva e benéfica para o Brasil, favorecendo atitudes mentais evoluídas, que incrementariam o desejo de saber, a adoção de novos pontos de vista na literatura e na ciência, certa reação contra a tirania intelectual do clero e, finalmente, o nativismo." &lt;/i&gt;(MELLO E SOUZA, 1981, v. 1, p. 69 )&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As expressões escritas    maiores são, segundo o mesmo autor, o &lt;b&gt;Uraguai &lt;/b&gt;(1769), de Basílio da Gama,    de feição antijesuítica, &lt;b&gt;O Desertor&lt;/b&gt; (1771), de Silva Alvarenga, com o    destaque posto na reforma intelectual e &lt;b&gt;O Reino da Estupidez &lt;/b&gt;(1785),    de combate à &lt;b&gt;Viradeira&lt;/b&gt;, de D. Maria I (m. 1816; regência de D. João, depois o VI, em 1799). Era uma literatura integrada na portuguesa, embora o círculo de letrados que a produziu e o círculo maior ao qual pertenceram seja atraído pela inquietação colonial, com o vínculo liberal que a marcará, Liberalismo só por transação ajustado ao Liberalismo oficial que se expandirá, dentro do Estado, como reflexo da Revolução Portuguesa de 1820.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As manifestações literárias de nossa    &lt;b&gt;Época das Luzes &lt;/b&gt;não dão idéia certa acerca do nível educacional da população. No fim do século XVIII, a população do Brasil seria de dois e meio milhões de habitantes, dos quais um e meio livres, com cerca de 830 mil brancos, os únicos, pela origem social, aptos a se instruírem. Em Minas Gerais, por exemplo, em 1786, numa população de 362 847 habitantes, a percentagem de escravos atingia 47% (HALLEWELL, 1985, p. 176/MAXWELL, 1973, p. 266).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Embora houvesse bibliotecas nos colégios, particularmente nos jesuíticos, a impressão local de livros era praticamente nula. As bibliotecas particulares eram raras, embora elas denunciassem a possibilidade de obter livros proibidos de circular. Southey retratou bem a situação, mostrando os limites que a circunstância impunha ao pensamento político, que, para se propagar, precisava formular-se por escrito, como por escrito também alcançava a audiência da metrópole. &lt;i&gt;"Outra prova de miserável ignorância foi não se tolerar no Brasil tipografia alguma antes da transmigração da corte. Achava-se a grande massa do povo no mesmo estado como se nunca se houvesse inventado a imprensa. Havia muitos comerciantes abastados que não sabiam ler, e difícil era achar jovens habilitados para caixeiros e guarda-livros. Nem era raro um opulento sertanejo encomendar a algum de seus vizinhos que de qualquer porto de mar lhe trouxesse um português de bons costumes que soubesse ler e escrever, para casar-lhe com a filha. Contudo, havia, na maior parte das povoações, escolas públicas de primeiras letras, tomando os respectivos mestres bem como os de latim, na maior parte das vilas, o título de professores régios, instituição singularmente incongruente com esse sistema cego que proibia a imprensa. Os que tinham aprendido a ler poucas ocasiões encontravam de satisfazer o desejo de alargar os seus conhecimentos (se acaso o possuíam), tão raros eram os livros. Desde a expulsão dos jesuítas, nenhuma das religiões fizera timbre da sua literatura, nem do seu amor ao Estado, e as livrarias deixadas por aqueles padres tinham quase inteiramente desaparecido num pais onde, não sendo conservados com cuidado, depressa são os livros destruídos pelos insetos."&lt;/i&gt; (SOUTHEY,    1965, v. 6, p. 365-6.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O quadro traçado por um contemporâneo, Luis dos Santos Vilhena (m. 1814), confirma o desprezo pela instrução. No tempo dos jesuítas, havia nos colégios sete classes, nas quais &lt;i&gt;"se gastava    meia vida de um estudante com o simples estudo de gramática latina"&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Com o sistema dos professores públicos, depois instituídos, houve carência de recursos para manter a rede de ensino. O respeito ao ensino era mínimo, com a prisão dos estudantes melhor aproveitados para servirem como soldados: &lt;i&gt;"não é, declara a propósito desses atos de tirania, das menores desgraças viver em colônias longe do soberano, porque nelas a lei que de ordinário se observa é a vontade do que mais pode". "Ser professor, e não ser nada, é tudo o mesmo" &lt;/i&gt;(VILHENA, 1969, v. 1, p. 273 - segs.). O traço mais saliente da reforma cultural não será, entretanto, a produção de alguns escritores, nem a da disseminação do ensino, mas o de uma escola de elites. O bispo Azeredo Coutinho (J.J. da Cunha Azeredo Coutinho - 1742-1821) fundou o Seminário de Olinda, que introduzia no Brasil o novo ensino, divulgado por Verney e protegido pelo marquês de Pombal, centralizando a instrução da capitania, seminário &lt;i&gt;"logo considerado o melhor colégio de instrução    secundária no Brasil"&lt;/i&gt; (OLIVEIRA LIMA, 1975, p.216).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Não tardaria em se manifestar, pelos padres aí educados, a mudança da mentalidade colonial até então modorrentamente imóvel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Os Liberalismos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Há, na base que se constitui o eixo sobre o qual gravitará o pensamento político brasileiro, o encontro de duas rotas. Caberá indagar quais eram essas correntes e qual a natureza dessa combinação sobre a qual repousa a pergunta acerca de um pensamento político autônomo e dinamicamente centrado no País. O momento e o processo da junção será a independência. &lt;i&gt;"A independência, tal como se operou, teve aliás o &lt;/i&gt;&lt;b&gt;caráter de    uma transação&lt;/b&gt; &lt;i&gt;entre o elemento nacional mais avançado, que preferiria substituir a velha supremacia portuguesa por um regime republicano segundo o adotado nas outras colônias americanas, por esse tempo emancipadas, e o elemento reacionário, que era o lusitano, contrário a um desfecho equivalente, no seu entender, a uma felonia da primitiva possessão e a um desastre financeiro e econômico da outrora metrópole. A referida transação estabeleceu-se sobre a base da permanência da dinastia de Bragança, personificada no seu rebento capital, à frente de um império constitucional e democrático, cujo soberano se dizia proclamado 'pela graça de Deus e pela unânime aclamação dos povos' a um tempo ungido do Senhor e escolhido pela vontade popular." &lt;/i&gt;(OLIVEIRA LIMA,    1947, p. 11.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A &lt;i&gt;transação, &lt;/i&gt;de que natureza foi? Consagrou a ideologia liberal, preparada pela filosofia política, ou foi uma mera contemporização, uma &lt;i&gt;conciliação, &lt;/i&gt;que conserva o antigo com verniz novo? Permaneceu intocado, na junção, um dos elementos, que iria ser represado, sem nunca se expandir, uma vez que seu desenvolvimento dependeria de nova estrutura do Estado? Na mistura de dois &lt;i&gt;liberalismos, &lt;/i&gt;qual será o Liberalismo, o da transação, expresso na dissolução da Constituinte de 1823 e na Constituição de 1824, ou o outro, que ficaria submerso e irrealizado, quando sua realização era a condição necessária para a superação do passado?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O &lt;i&gt;elemento nacional    &lt;/i&gt;compõe a corrente emancipacionista, larvarmente nativista, preso à crise do sistema colonial. Forma um ciclo que se manifesta, com intensidade variável, nos movimentos de 1789 (Inconfidência Mineira), na repressão do Rio de Janeiro (1794), na Revolução dos Alfaiates da Bahia, de 1798, irradiando-se depois em 1817, 1824, em 1831, nas insurreições regenciais, em 1842 e eventualmente da Praieira, em 1848. Este é um padrão político, que se contrapõe e contende com a reação e contemporização ao Liberalismo da Revolução Portuguesa de 1820, o qual, irradiando-se no Brasil pela via da Corte, ditará o perfil político da Independência. O &lt;i&gt;elemento nacional &lt;/i&gt;está no sentido certo: não se trata de um pensamento nacional, de um país como Nação, mas como núcleos não-homogêneos, com um projeto - apenas como projeto - nacional. As circunstâncias - a dissolução do sistema colonial - teriam configurado as bases de uma consciência histórica, estamental e virtualmente de classe, sem que se possa configurar uma situação revolucionária, pelo menos no seu momento inicial, pela ausência do projeto. Mas o quadro é de um conjunto de &lt;i&gt;possibilidades, &lt;/i&gt;num processo difuso.    Trata-se de uma &lt;i&gt;consciência possível &lt;/i&gt;(GOLDMANN, 1972, p. 7). A &lt;i&gt;consciência    possível &lt;/i&gt;não atinge a realização na &lt;i&gt;consciência real. &lt;/i&gt;Explica-se, com isso, que a filosofia política, livrescamente adotada, e a ideologia, perfilhada dogmaticamente, não se convertam na &lt;i&gt;práxis, &lt;/i&gt;no efetivo fazer, realizar    e transformar, mas em verbalismo desligado da realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A crise do sistema colonial coincide com o processo de ruptura do absolutismo. Em torno de 1776, a independência das colônias britânicas coincide com o fim do consulado pombalino. &lt;i&gt;"Do consulado pombalino à vinda do Príncipe Regente para a América transita-se nas águas revoltas da crise geral do Antigo Regime e do sistema de colonização mercantilista." &lt;/i&gt;(NOVAIS, 1985, p. 11.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A crise gerou forças contraditórias: de um lado, o neopombalismo, que se articula na transação promovida pela Corte, de outro lado, pelas tentativas de ruptura, na escala colonial autônoma. O fato que estava em questão era a penetração mundial do capitalismo industrial, que rompia os moldes do mercantilismo, sem que Portugal, sentindo o grave inconveniente da invasão, pudesse dispensar, em termos políticos, a aliança do país-líder da transformação, a Inglaterra. Para as colônias, o regime de trocas, sob o ponto de vista do produtor, dispensava o entreposto colonizador, mero intermediário, fiscalista, no velho regime da &lt;i&gt;economia de trânsito. "Fixemos &lt;/i&gt;- depõe Fernando Novais - &lt;i&gt;o mecanismo básico do regime comercial, eixo do sistema da colonização da época mercantilista. O 'exclusivo' metropolitano do comércio colonial consiste em suma na reforma do mercado das colônias para a metrópole, isto é, para a burguesia comercial metropolitana. Este o mecanismo fundamental, gerador de lucros excedentes, lucros coloniais; através dele, a economia central metropolitana incorporava o sobreproduto das economias coloniais ancilares. Efetivamente, defendo a exclusividade da compra dos produtos coloniais, os mercadores da mãe-pátria podiam deprimir na colônia seus preços até ao nível abaixo do qual seria impossível a continuação do processo produtivo, isto é, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;tendencialmente ao nível dos custos de produção&lt;/b&gt;; &lt;i&gt;a revenda    na metrópole, onde dispunham da exclusividade da oferta, garantia-lhes sobrelucros    por dois lados &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;na compra e na venda. Promovia-se, assim, de um lado, urna transferência de renda real da colônia para a metrópole, bem como a concentração desses capitais na carnada empresária ligada ao comércio ultramarino." &lt;/i&gt;(NOVAIS, 1985, p. 89.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os historiadores e os contemporâneos, no fim do século XVIII, mostram, com toda a clareza, a inquietação colonial, os apertos da camada produtiva, da qual viriam os protestos contra a ordem colonial. Tudo estava em crise, o açúcar, o algodão, o ouro, e, mais tarde, as culturas emergentes. Sufocavam-nos o regime colonial, com os monopólios e estancos, o sistema de trocas, e, devorando tudo, fiscalismo predatório, que compensaria a produção reprimida. &lt;i&gt;"Cumpre advertir &lt;/i&gt;- nota o circunspecto    Varnhagen - &lt;i&gt;que todos os artigos de produção do país estavam tão sobrecarregados de direitos, e estes subdivididos de um modo tal, que nem mesmo o fisco sabia bem quanto arrecadava, nem os produtores quanto tão complexamente pagavam." &lt;/i&gt;(VARNHAGEN, 1956, v. 5, p. 62.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A mão-de-obra escrava, tributada e encarecida, era aplicada em produtos de exportação, geradores de lucros imediatos, com o descuido da lavoura de subsistência, com crises de fome da população desprivilegiada. Para acudir ao mal-estar, visível e expansivo, a estrutura repressiva exacerbou-se. &lt;i&gt;"Grandes abusos havia que alto clamavam por emenda. Até agora tinham exercido os governadores autoridade despótica nas suas capitanias, não reguladas por leis, não refreados pelos costumes, não assoberbados pela opinião pública, por nenhuma responsabilidade contidos. Absolutos como outros tantos paxás, levavam aos sub-déspotas turcos a vantagem de ter perfeitamente seguras as cabeças. Nos antigos tempos, quando para o serviço do Estado se carecia de alguma contribuição nova, era a matéria proposta pelo governador ao senado da câmara, e resolvida com o assentimento do povo: este direito cortinuaram as câmaras e o povo a exercê-lo até que em Portugal se apagaram os últimos vestígios de bom governo, estendendo-se então ao Brasil o sistema arbitrário sob o qual definhava a mãe-pátria. Tomou o governo colonial caráter meramente militar, sendo as câmaras convidadas não a consultar, mas a obedecer." &lt;/i&gt;(SOUTHEY, 1965, v.6, p. 360-1.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A introdução das tropas regulares enrijeceu o sistema de subordinação, com os recrutamentos forçados, que abrangiam, como se viu, os estudantes, perturbando o ensino. &lt;i&gt;"Outro agravo &lt;/i&gt;- prossegue    o mesmo historiador - &lt;i&gt;vinha do modo por que se recrutavam as tropas regulares, o princípio era dar cada família que tivesse dois ou mais filhos solteiros, um para o exército, e serem presos para soldados todos os indivíduos de má nota entre dezesseis e sessenta anos de idade." &lt;/i&gt;(Idem, p. 363.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;É claro que a má nota corria por conta    da vontade dos recrutadores, com o beneplácito, em última instância, dos governadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os comerciantes,    a burguesia comercial, que depois se ligara ao &lt;i&gt;elemento reacionário &lt;/i&gt;na transação da Independência, portugueses pela origem e pelos interesses, aliam-se ao poder, depois integrando-se na Corte. Eles serão o esteio do Liberalismo oficial, transmigrado de Portugal. O &lt;i&gt;elemento nacional, &lt;/i&gt;o dos produtores reprimidos, com seus intelectuais - padres e letrados - seguirá outro rumo. É hora de insistir na quebra da falácia do reacionarismo dos produtores, da propriedade agrícola, vinculada com os mineradores ao repúdio ao sistema colonial. Uma testemunha da época, Vilhena, documenta a ascendência, ao lado dos administradores nomeados pela Coroa, dos comerciantes. Nota que &lt;i&gt;"tendo seus pais vindo não há muitos anos para o Brasil, para serem caixeiros, quando tivessem capacidade para o ser, porque a fortuna lhes foi propícia, e juntaram grandes cabedais, cuidam seus filhos, que o imperador da China é indigno de ser seu criado. &lt;/i&gt;'    &lt;i&gt;"Sabe &lt;/i&gt;- continua - &lt;i&gt;todo o mundo comerciante, que a praça da Bahia é uma das mais comerciosas das colônias portuguesas, e que o seu comércio, bem a pesar das nações estrangeiras, é somente privativo aos vassalos da Coroa de Portugal, sem que o possam manter, ou girar à exportação, mais do que para esse Remo, e algumas das suas colônias, ou senhorios, como sejam todas as costas, e interior do Brasil, ilhas dos Açores, e ainda Cabo Verde, Remo de Angola, e Benguela, Moçambique, ilha de S. Tomé e Príncipe, além dos portos no golfo, e costas de Guiné. Compõem-se o corpo dos comerciantes existentes na Bahia de cento e sessenta e quatro homens (...) e que alguns destes comerciam só com seu nome, e com cabedais de personagens a quem seria menos decente o saber-se que comerciam (...) Nem todos os compreendidos naquele número são matriculados, mas sim chamados comissários (...)"&lt;/i&gt; (VILHENA, 1969, v 1, p. 52, 56.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;E os soberbos senhores de engenhos, os agricultores, os que eram reputados como os que mandavam, que eram eles? Que eram os mineradores ao lado dos comerciantes de ouro e diamantes e dos poderosos contratadores, espécie de funcionários do Estado patrimonialista? Entre os proprietários de terras, os que não fossem também comerciantes, qualidade a última que os aproximava da aristocracia colonial, estamentalizando-os, sofriam todo o peso do sistema colonial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Grandes    fortunas &lt;/i&gt;- ao deles tratar, nota Oliveira Lima - &lt;i&gt;não existiam, o que havia eram extensas propriedades, proporcionalmente de escassa remuneração por não ocorrerem, com o sistema do monopólio mercantil, oportunidades de especulação. Aliás, as grandes fortunas são por via de regra antes industriais e comerciais do que agrícolas os lucros agrícolas costumam ser moderados, sendo precisas circunstâncias excepcionais (...) para certos artigos darem elevados proventos. Os latifúndios coloniais apresentavam-se, em larga proporção, baldios e não podiam, nestas condições, assegurar um rendimento sequer suficiente e estável. O número dos ricos andava limitado, graças à divisão da propriedade, a não ser pelo resultado do próprio trabalho e felicidade ora, com a obrigação do esforço individual, maior ou menor, cessava a primeira condição de uma aristocracia do lazer"&lt;/i&gt; (OLIVEIRA LIMA, 1947, p. 33.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Vilhena, em tintas mais vivas, descreve a relativa desvalia dos agricultores e senhores de engenho, comparados com os comerciantes, vinculados ao regime colonial e à administração pública, poderosa e onipotente. &lt;i&gt;"Venho de dizer que um país extensíssimo, fecundo por natureza, e riquíssimo, é habitado por colonos, poucos em número, a maior parte pobres, e muitos deles famintos. (...) Os senhores de engenho nada têm, a maioria deles, que a aparência de ricos; pois que a maior parte das safras dos seus engenhos, descritos na Carta V, não chegam para satisfazerem aos comerciantes assistentes. Todo o mais povo, à exceção dos comerciantes e alguns lavradores aparatosos, como os senhores de engenho, é uma congregação de pobres, &lt;/i&gt;...&lt;i&gt;"&lt;/i&gt; (VILHENA, 1969, v. 3, p. 914-5). Mas o cronista    não esquece o estilo de vida: a &lt;i&gt;''aparência de ricos" &lt;/i&gt;e os &lt;i&gt;"lavradores    aparatosos". &lt;/i&gt;Os senhores de engenho são &lt;i&gt;"soberbos de ordinário, e tão pagos da sua glória vã, que julgam nada se pode comparar com eles, logo que se vêem dentro nas suas terras, rodeados de seus escravos, bajulados de seus rendeiros, servidos de seus mulatos, e recriados nos seus cavalos de estrebaria (...) Esta é pois a glória dos senhores de engenho, e para maior auge dela, têm na cidade casas próprias, ou alugadas; cumpre muito que tenham cocheira, ainda que não haja sege, o que suprem asseadas cadeiras, que todos têm, em que saem acompanhados de seus lacaios mulatos, ornados de fardamentos asseados" &lt;/i&gt;(VILHENA, 1969, v. 1, p. 185).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A consciência da exploração do sistema colonial se expressa na ideologia liberal, que é, ao mesmo tempo, uma filosofia política. O pensamento político - tal como o conceituamos neste ensaio, como integrado na &lt;i&gt;práxis - &lt;/i&gt;tem conexão necessária com o Liberalismo? Por que,    sem exame crítico, identificar a massimilação, que não chegou a criar uma &lt;i&gt;consciência    nacional, &lt;/i&gt;com um tipo cultural? Será pobre e insuficiente a explicação do contágio ideológico. O contágio ideológico traduz uma situação estrutural que permite, facilita e o estimula. O vínculo deve ser reexaminado, para que se entenda a apropriação, que depois de 1820 se fará, desse legado, para que a &lt;i&gt;consciência possível &lt;/i&gt;não se converta em &lt;i&gt;consciência real. &lt;/i&gt;Os atores    e ideólogos não mencionam a revolução, numa conjuntura, embora não-nacional,    na realidade revolucionária. &lt;i&gt;"Nessa crise, que expressa a desagregação de todo um regime e de uma colonização, é gerado o espírito revolucionário. Espírito revolucionário que, de resto, não é alimentado &lt;/i&gt;&lt;b&gt;apenas &lt;/b&gt;&lt;i&gt;por    leituras importadas da Europa ou da América Inglesa."&lt;/i&gt; (MOTA, 1979,    p. 32.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Leituras importadas, seletivamente adotadas e rejeitadas, não para a definição, mas para um esboço de pensamento. O projeto, a utopia revolucionária, define-se com vacilação, transitando, mais tarde, pela transação de 22. Há uma maneira irada e uma maneira suave de construir a ponte - a ponte imaginária que será a moldura da futura Nação. Ambas, a maneira irada e a maneira suave, não coincidem, entretanto, com o molde imposto pela Corte e que estará na Constituição de 1824. Talvez um acidente explique muita coisa A vinda da Corte, em 1808, tenha interrompido uma jornada, rompendo a autonomia de um processo e interiorizando a metrópole (SILVA DIAS, 1972, p. 165). O fato, entretanto, como prova o desenvolvimento do século XIX, é que o rumo do &lt;i&gt;elemento    nacional, &lt;/i&gt;embora transacionado, permaneceu vivo, apesar de não-dominante. Ele atua, na prática, no cerne do pensamento político, com a irrealizada superação Irrompe, no curso da história, nos dois séculos, na dobra de todas as crises de sistema e de governo. A conjectura de um veio inesgotado permanece, portanto, atual e inexplicada, truncando o desenvolvimento de um pensamento político nacional, dinamicamente autônomo e capaz de levar a um estágio pós-liberal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A emancipação intelectual do universo português, o acanhado universo mental metropolitano, ocorre gradativamente, no penoso esforço de juntar idéias européias e, muitas vezes, proibidas. Os conspiradores mineiros, homens de prol, proprietários e senhores de clientelas, não mais admitiam captar os favores oficiais para atenuar a carga do sistema colonial. O escopo era a separação da metrópole e a organização de um Estado, republicano por necessidade. A justificação ideológica vinha pela via francesa, e, pela via francesa, se consolidava o modelo americano. Importância fundamental exerceria a obra de Raynal, a &lt;b&gt;Histoire Philosophique et Politique    des Établissements e du Commerce des Européens dans les Deux Indes, &lt;/b&gt;publicada originariamente em 1770, com muitas reimpressões sucessivas. O volume era encontrado nas bibliotecas do tempo, as apreendidas e as que se salvaram (FRIEIRO, 1981, p. 40/ BURNS, 1971, p. 9/MAXWELL, 1973, p. 126). Circulava entre os conspiradores o &lt;b&gt;Recueil des Loix Constitutives des États-Unis de l'Amérique, &lt;/b&gt;publicado em Filadélfia em 1778, que continha Os Artigos da Confederação, mais as constituições da Pensilvânia, New Jersey, Delaware, Maryland, Virginia, as Carolinas e Massachussets (MAXWELL, 1973, p. 126). O padrão confederativo, vitorioso nos Estados Unidos, inscientes os conspiradores de suas deficiências, por carecerem de informações mais recentes, parecia-lhes viável, cogitando-se de uma união com São Paulo e Rio de Janeiro, sem a idéia nacional. O regime revigorava, por outros meios, o municipalismo, com suas Câmaras, que, refundidas em cada cidade, se subordinariam a um Parlamento Principal. Coexistente ao corte do vínculo com a metrópole, colocava-se o problema da representação, o problema, afinal, do governo. Ao deliberarem pela abolição do exército permanente, em favor da milícia popular, reservavam o comando da força em favor dos principais. Para evitar a hostilidade dos escravos, numa capitania onde eles constituíam a maioria da população, fixou-se o compromisso de libertar os mulatos e negros nascidos no País, como expediente de segurança do movimento (MAXWELL, 1973, p. 134). &lt;i&gt;"A conspiração de Minas foi fundamentalmente um movimento feito por oligarcas no interesse dos oligarcas, no qual o nome do povo se evocou como mera justificação. &lt;/i&gt;(Idem,    p. 139.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Era necessário, ao lado do sistema representativo a ser adotado, que se fixassem os direitos dos cidadãos, em movimento correlato à liberação do absolutismo metropolitano. Um pacto entre iguais, baseado num catálogo de direitos, dava a nota necessariamente liberal. Nenhum constrangimento há entre liberalismo e escravidão, certo que o novo aparelho estatal protege os direitos, entre os quais, e, no caso, sobretudo, o de propriedade, abrangente dos escravos. O caminho da revolução passava, de outro lado, uma vez que se reorganizaria o Estado, pela via contratual pela entrega do poder, que está nos revolucionários, a uma entidade a eles superior e deles dependente. Explica-se, desta sorte, a popularidade de Rousseau e dos enciclopedistas, tudo pelo meridiano de Paris. A filosofia política reinante portuguesa sustentava a origem divina e imediata do poder, e, como se notou, repelia a idéia de resistência, ainda que criminoso ou tirano o rei. Não se mostrava adversa, de acordo com os pensadores do direito natural adotado em Coimbra, à admissão de que a sociedade civil ou cidade unia os homens &lt;i&gt;"por    pactos expressos ou tácitos, para haverem de gozar uma vida mais segura e mais    tranqüila" &lt;/i&gt;(GONZAGA, 1957, p. 91). O pacto era o pacto de sujeição, irretratável e irrevogável. Por esta porta entraria, estimulada por Rousseau, uma revisão, em favor do pacto de associação. É de ver, entretanto, que, para aceitar o pacto, negando a igualdade, era necessário um Liberalismo mais consistente: o que estava na Declaração de Independência, depois no Direito dos Homens, corporificado na filosofia política de Locke, não de Rousseau, com sua direção coletivista. Igualdade, portanto, em termos: no modelo liberal e não no modelo democrático. Embora francesas as influências - vindas da língua francesa -o quadro mental percutirá o Liberalismo de Locke, e de Adam Smith, conhecido e, sem que se tenha verificado, traduzido por um dos inconfidentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A &lt;i&gt;sugerência, &lt;/i&gt;alimentada pelas    leituras, traça um modelo suave de Liberalismo, mais tarde, porque Liberalismo,    reputado &lt;i&gt;"radical", &lt;/i&gt;confundido ao Liberalismo irado. A linha de pensamento obedece à inspiração de Locke, que se filtra em todo o pensamento do século XVIII, inclusive em Rousseau (DERATHÉ, 1979, p. 116 - segs.). Duas proposições, ambas necessárias ao Estado a contruir, ganham relevo. O Estado não cria a propriedade, mas é criado para protegê-la (LOCKE, 1952, §§ 124, 134). No conceito de &lt;i&gt;"propriedade", &lt;/i&gt;vinculada ao trabalho,    compreende-se &lt;i&gt;"a vida, a liberdade e a possessão"&lt;/i&gt;, o conjunto dos direitos naturais e não unicamente terras e bens (LOCKE, 1952, §§ 123,87/ GOUGH, 1974, p. 96). O outro tópico define o governo, baseado no consentimento, como agente da &lt;i&gt;confiança (trust), o que permite à sociedade, em defesa própria,    resistir ao rei &lt;/i&gt;(LOCKE, 1952, § 233/GOUGH, 1974, p. 154 - segs./DUNN,    1984, p. 54). Com o &lt;i&gt;trust, &lt;/i&gt;não tem lugar o Estado patrimonialista. A presença de expressões das camadas populares tornou atraente, ao lado desse Liberalismo, uma linha revolucionária, inspirada em Rousseau e Mably. A fisionomia suave do Liberalismo será a de Voltaire - se é que Voltaire foi um liberal - e Montesquieu. O Reformismo, que descende de Pombal, do &lt;i&gt;mercantilismo ilustrado    &lt;/i&gt;(NOVAIS, 1985, p. 230), ao qual se filia José Bonifácio até a presença, ainda que tímida, de Adam Smith, nas reflexões de Azeredo Coutinho, por exemplo (HOLANDA, 1966, p. 31).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O Liberalismo irado terá sua expressão no Norte. Entre a Bahia e Minas Gerais estará o Rio de Janeiro, cuja presença conjuratória se limitará à descoberta de leituras proibidas e havidas como revolucionárias (LACOMBE, 1970, t.1, v. 20, p. 406 - segs.). Para o oficialismo, a discussão das novas idéias nenhuma pertinência tinha com a realidade, na qual não identificava a crise do sistema colonial, sequer de seu arcabouço mental. Tudo não passava da difusão, segundo uma voz do quadro dirigente, dos &lt;i&gt;"abomináveis princípios franceses"&lt;/i&gt;, precedente das &lt;i&gt;"idéias    exóticas e alienígenas" &lt;/i&gt;de nosso tempo (VARNHAGEN, 1956, p. 23). A chamada Inconfidência Bahiana de 1798 traz a contribuição democrática, cujas bases, compostas dos setores desprivilegiados da sociedade, sentiam que poderiam tirar benefícios da quebra do sistema. Enquanto em Minas se encontrou um expediente manipulatório, na Bahia o elemento popular encontra, embora em mínimas proporções, a voz jacobina. Desta vez não havia ambigüidade acerca da escravidão: todos seriam livres. Havia, na sociedade brasileira, uma insatisfação de pardos e artesãos, discriminados na sociedade, que veriam, como possível, uma aliança com os escravos, num meio onde apenas um terço da população era branca. A inquietação foi detectada desde 1792, por um arguto observador, estimulada pela revolta escrava de São Domingos (MAXWELL, 1973, p. 218 - segs.). Para a historiografia conservadora, tudo não passava do &lt;i&gt;"alastramento das chamas    incendiarias da revolução francesa", &lt;/i&gt;desta vez &lt;i&gt;"com tendências mais socialistas do que políticas, como arremedo que era das cenas de horror que a França e, principalmente, a bela ilha de São Domingos acabavam de presenciar" &lt;/i&gt;(VARNHAGEN, 1956, p. 24). Haveria simplificação primária em caracterizar a conjura pelo simples contágio, como seria incorreto nela ver apenas uma luta dos homens de cor contra os brancos, sequer se escravos contra senhores. O movimento descolonizador e liberal compõe, com o movimento, mais um elo do pensamento, que, mais tarde, adquirirá clareza e consistência. Nela aparece uma grande e, no futuro, influência liberal, a de Cipriano Barata, formado em filosofia na Universidade de Coimbra, cirurgião, proprietário e senhor de escravos. Sem claro compromisso com o antiescravismo, recomendava &lt;i&gt;"cautela com essa canalha    africana" &lt;/i&gt;(DIAS TAVARES, 1959, p. 21). Os conjurados se propunham, pelas alusões às leituras estrangeiras, na ação nacionalizada, a contestar a supremacia do rei - &lt;i&gt;"poder indigno", "rei tirano" &lt;/i&gt;- com veemência desconhecida até então. A base do movimento se fixará em concretas reivindicações, o comércio livre, liberto do monopólio colonial português, e, sobretudo, os senhores de terras e de engenho, que, &lt;i&gt;"além do monopólio, sofriam a exploração do capital usurário dos comerciantes portugueses, que emprestavam dinheiro ou forneciam escravos e roupas em troca de colheitas (açúcar, fumo e algodão)" &lt;/i&gt;(DIAS TAVARES, 1959, p. 24). No que concerne ao comércio livre, lembre-se que o inspirador era Adam Smith, lido pele futuro visconde de Cairu, como lido fora pelos inconfidentes mineiros. O movimento nada tinha de socialista, numa paródia da conspiração dos iguais de Gracchus Babeuf. O extremo limite das reivindicações repousa na igualdade de direitos para todos, o que afasta qualquer precocidade socialista. Na definitiva opinião de Luis Henrique Dias Tavares: &lt;i&gt;"As aspirações sociais dos revolucionários de 1798 eram condicionadas pelas relações existentes numa sociedade escravista (...) Sentiam o preconceito da cor e as restrições injustas aos negros e pardos, mesmo aos livres, mesmo aos suboficiais das milícias ou das linhas. Todavia, a revolta contra essas inibições sociais e de cor eram dirigidas especificamente contra o poder luso. Os revolucionários não se erguiam - mesmo os escravos, libertos ou filhos de escravos &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; contra os latifundiários escravistas, exploradores diretos do trabalho escravo. Não os vendo como inimigos, o que é explicável, dadas as condições de uma colônia portuguesa do século XVIII e à própria natureza do movimento, - basicamente republicano e de libertação &lt;/i&gt;-&lt;i&gt;    responsabilizavam a condição colonial pelas injustiças e perseguições que sofriam"    &lt;/i&gt;(DIAS TAVARES, 1959, p. 28)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f4.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os &lt;i&gt;"abomináveis princípios franceses"    &lt;/i&gt;(Rodrigo de Sousa Coutinho) entram num rol de fontes gerais e de fontes vinculadas ao movimento. As fontes gerais são as do século, contrabandeadas em Minas, no Rio, na Bahia, em Pernambuco: Raynal, os enciclopedistas, Montesquieu, Condillac, Mably, além do popularíssimo Voltaire. Rousseau circulava na Bahia, em tradução portuguesa, não o Rousseau de &lt;b&gt;O Contrato Social, &lt;/b&gt;mas o Rousseau da novela &lt;b&gt;Júlia    ou a Nova Heloísa, &lt;/b&gt;tradução patrocinada pela loja maçônica &lt;i&gt;Cavaleiros    da Luz, &lt;/i&gt;pela via da qual teria havido assíduo intercâmbio com a França banida e revolucionária, não-estranha à conjura de 98. O movimento encontrou expressão - evitemos a dubiedade da palavra influência - em O &lt;b&gt;Orador dos Estados Gerais    de 1789, &lt;/b&gt;na &lt;b&gt;Fala de Boissy &lt;/b&gt;D'Anglas e em O &lt;b&gt;Aviso de Petersburgo    &lt;/b&gt;(QUEIRÓS MATTOSO, 1969, p. 12). O &lt;b&gt;Orador &lt;/b&gt;coloca o rei dentro    da doutrina do &lt;i&gt;trust: &lt;/i&gt;ele é delegado da Nação e a ela deve prestar conta    de sua conduta. O &lt;b&gt;Discurso de Boissy D'Anglas &lt;/b&gt;parece pouco pertinente    à situação: trata de política internacional e da tentativa de isolar a França    do mundo. &lt;b&gt;O Aviso de Petersburgo &lt;/b&gt;concerne ao desprezo com que são vistos    os homens da &lt;i&gt;"zona tórrida" &lt;/i&gt;e de uma Igreja compatível com os princípios do direito da humanidade. O texto tem em vista a crítica aos padres enfeudados aos poderes dominantes. Um passo de irreversível definição doutrinária estava dado. A soberania popular conquistava a categoria de premissa necessária à emancipação. O governante, por conseqüência, não seria o rei com poderes emanados de Deus, mas contratualmente fixados, num regime republicano. Os que resistiam à ordem instituída ficavam advertidos, além disso, que deveriam contar com o princípio da igualdade, ainda que não a igualdade social, abolicionista e democrática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Na vertente que analisa a crise meramente pelo colapso do sistema colonial, a transmigração da Corte, em 1808, cortara o vínculo emancipacionista ao pensamento liberal. O monopólio comercial rompia-se pela própria natureza das coisas: a Corte, a metrópole, estava no Brasil. A abertura dos portos se fazia inspirada em personagem inspirado em Adam Smith, o futuro visconde de Cairu, que, em outras circunstâncias, seria um fator desestabilizador da monarquia, como foram os conjurados de Minas e da Bahia. A &lt;i&gt;ala esquerda &lt;/i&gt;do Liberalismo    perdia sua bandeira, em favor de uma futura &lt;i&gt;ala direita, &lt;/i&gt;que tentaria, com êxito, metropolizar a colônia. Desligar-se-ia, desta sorte, a causa nacional da causa liberal. Por que o esquema não operou, deixando espaço ao Liberalismo, em particular ao movimento de 1817, que traduz uma corrente indelével no pensamento político brasileiro, com o signo permanente da irrealização? De outro lado, a transmigração deixa um roteiro mais do que secular, que, passando pela Independência, dimensionará o esquema de poder, sem rupturas, em permanentes e continuadas conciliações. O estrangulamento da dinâmica política, da dialética filosófica, encontra seu ponto de partida em ousada hipótese. Há uma terra incógnita a percorrer, encantada pelo fascínio das origens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A monarquia portuguesa, pelos seus intérpretes mais perspicazes, percebeu que havia, na colônia, mais do que conspirações isoladas, filhas da propagação dos &lt;i&gt;"abomináveis    princípios franceses". &lt;/i&gt;Em julho de 1789, um alto dignitário da Corte    advertia que não havia pelo &lt;i&gt;"que recear quanto ao presente, mas sim    que prevenir para o futuro" &lt;/i&gt;(MOTA, 1979, p. 33). No final do século XVIII e início do XIX, depois dos acontecimentos de Minas Gerais e até a transmigração da Corte, procurou-se instituir uma política de compromisso. Luis Pinto de Sousa Coutinho será a voz mais significativa da proposta de mudanças, do alto de seu posto de secretário de Estado para assuntos ultramarinos. Propunha favorecer a prosperidade do Brasil, com a abolição dos monopólios e a atenuação da carga fiscal. Ousadamente, via a permanência da monarquia na transformação da colônia numa província. Suas idéias se debatiam com a oposição interna: combater o colonialismo ultramarino importava em provocar o nacionalismo na metrópole. Previa a mudança da Corte, numa transação entre o mercantilismo e o livre-comércio, num império luso-brasileiro, ao qual não era estranho o pensamento de José Bonifácio: &lt;i&gt;"sobre o seu Brasil, &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; escrevia-lhe Coutinho &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;grande    será seu destino" &lt;/i&gt;(MAXWELL, 1973, p. 204-239). Tratava-se, num plano que discutia a própria conveniência do trabalho escravo, fonte de endividamento dos produtores diante dos comerciantes, de mudar para prevenir. Essa política, uma vez que não havia mudado a equação de forças, numa colonização interiorizada, dita o procedimento do regente D. João. O Liberalismo entrava na receita, como condescendência, para frustrar a mudança, esta realmente baseada no pensamento liberal. &lt;i&gt;"Um ardiloso plano de resistência esboçara-se, porém, na imaginação do herdeiro da monarquia ao compreender o perigo iminente da separação, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;plano que consistiu em conceder à colônia o máximo das franquias econômicas, para garantir o mínimo das cedências políticas&lt;/b&gt;." (OLIVEIRA LIMA,    1975, p. 228.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Esta política, a da resistência, será posta em execução no Brasil, por D. João VI e Pedro I, numa política que imobiliza o movimento político e transaciona para que, mais tarde, se mantenha, à custa de reformas, o núcleo neopombalino do Estado. Procurava-se divorciar, como se acentuou, a extinção do colonialismo do Liberalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A atividade do pensamento político acentuou-se no ponto mais próspero da colônia. As guerras napoleônicas, a rebelião de São Domingos, os infortúnios colonizadores nas possessões inglesas e norte-americanas restituíram Pernambuco aos melhores dias do começo do século XVIII. O açúcar voltara a reinar, num espaço freqüentado pelo imaginário nativista, ressentido com o revés dos &lt;i&gt;mascates. Em 1800, pensou-se em projetar uma república sob a proteção francesa, na qual se comprometeram prestigiados senhores de engenho. &lt;/i&gt;Em 1817, chegar-se-á ao momento culminante do processo de descolonização, que conseguiu, pela primeira vez, empolgar o poder no território convulsionado (MUNIZ TAVARES, 1917). O motor da insurreição seriam os produtores - os senhores de engenho - contra os mercadores, que, transferida a Corte, mantinham os privilégios metropolitanos. O ingrediente popular, alastrando-se nos escravos, dará a medida de um Liberalismo que, como Liberalismo, não dispensa a defesa dos direitos individuais, embora no nível mínimo para formar a representação política. &lt;i&gt;"Na verdade, cumpre avaliar o peso das relações sociais desenvolvidas    &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; e agravadas - nas duas primeiras décadas do século passado, para que se percebam as motivações da ampla insurreição havida em 1817, aprofundada em 1821 e 1824. (...) Os antigos senhores rurais, que dominavam a história do período anterior, transmudavam-se numa 'aristocracia agrária' e, nesse sentido, procuravam afirmar-se em 1817; isto é, na qualidade de camada dominante e &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;exceção    feita de uma minoria que não conseguiu impor seus pontos de vista sobre a organização    do trabalho livre &lt;/i&gt;-&lt;i&gt;escravista. (...) Na verdade, o que se observava era uma degradação paulatina nas relações entre a aristocracia nativa e os antigos mercadores que faziam as articulações do sistema colonial português. Na base de tal degradação, colocava-se o problema da propriedade: à propriedade dos 'grandes filhos do país', contrapunham-se os 'bens dos europeus, cuja maior porção constitui a massa mais opulenta do comércio'."&lt;/i&gt; (MOTA, 1972,    p. 20-1.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A política de contemporização da Corte encontra os obstáculos irremovíveis da administração portuguesa - transplantada com a Corte em 1808 -, na verdade o Estado, exposto na centralização, no sistema tributário e no favorecimento estamental ao colonizador. Formara-se, ao lado da burocracia estamental e portuguesa, uma subcamada brasileira, discriminada no exército e na administração civil, o que, nas circunstâncias, lhe ditava a lealdade possível. O vínculo prenuncia uma aliança que voltará a se repetir em 1821, 1824, 1831 e 1848 (MOTA, 1972, p. 50). A revolução, capaz de atrair vultos como Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (1773-1845) e Antônio de Moraes Silva (1757-1824), além dos padres, mal definiu seu perfil republicano, sem lograr questionar a escravidão e a participação real das classes populares. Liberalismo não significava democracia, termos que depois se iriam dissociar, em linhas claras e, em certas correntes, hostis. Os intelectuais da revolução eram os padres - 60 padres e 10 frades -, ao ponto de o movimento haver sido qualificado de &lt;i&gt;uma revolução de padres, o que traía a presença do Seminário    de Olinda &lt;/i&gt;(VILAR DE CARVALHO, 1980, p. 62 - segs.). Entre eles, sobressaem João Ribeiro e o próprio cronista da revolução, monsenhor Muniz Tavares (1793-1876).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;1817 marca um ponto de separação e um ponto de confluência na história do pensamento político. Daí se projetará, pelo reformismo, a transação da Independência, com a absorção da metrópole e do Estado português. Esta linha verá na revolução um equívoco, que certas concessões impediriam que se repetisse. Esta é a visão cortesã e da Corte, expressa por um Varnhagen: &lt;i&gt;"Nem cremos &lt;/i&gt;- escreveu ele    - &lt;i&gt;que o Brasil perde em glórias, deixando de catalogar como tais as da insurreição de Pernambuco de 1817, nós que fazemos votos pela integridade do império, e que vimos no senhor D. João VI outro imperador. E menos ainda lamentamos que não se conte desde 1817 a madureza da independência, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;nós que a fazemos    preceder da carta régia sobre o franqueio dos portos, e por conseguinte ao mês    de janeiro de 1808&lt;/b&gt;; &lt;i&gt;e, portanto, com mais glória para o Brasil, que destarte remonta a sua emancipação colonial da Europa a uma época anterior a de todas as repúblicas continentais hispano-americanas." &lt;/i&gt;(VARNHAGEN, 1956, t. V, p. 150-1). O fim político do colonialismo, já destruído economicamente em 1808, será a independência, com o abandono da plataforma liberal, em favor da construção do império. Esta linha adotará o nome, sem conservar a coisa, não por astúcia, mas pela limitação do princípio dentro do Estado transmigrado. De outro lado, properará o Liberalismo, na letra e no espírito, já presente em 1817, com inclinação, em alguns casos, para as idéias democráticas, sem que se toque na situação escrava. Liberalismo nacionalista, não-popular, com a cidadania negada às &lt;i&gt;"baixas camadas da sociedade" &lt;/i&gt;(MOTA, 1972, p. 252 - segs.). Muitos revolucionários de 1817, como Antônio Carlos, aderem à transação, que se deveria processar no interior da Assembléia Constituinte. A maior parte deles aceita o império, mas com ele romperá quando este, ao se constituir, arquiva a intangibilidade dos direitos e a soberania nacional como fonte do poder, sem a precedência monárquica, a qual criará, dentro de si, um corpo que será o grande eleitor - o poder moderador, a representação das camadas que associaram a descolonização ao Liberalismo. Este Liberalismo será acoimado de &lt;i&gt;radical, &lt;/i&gt;para distingui-lo    da acoimadação imperial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f5.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Cipriano Barata (1762-1838) e frei Caneca (Joaquim do Amor Divino - 1779-1825) serão os críticos do processo de desvirtuamento do Liberalismo (MONTENEGRO, 1978). Cipriano percorre o ciclo liberal completo - 1798,1817 e 1824. Dá-lhe continuidade frei Caneca que, acorde com o compromisso da Assembléia Constituinte, não aceita a outorga regia, nem o esquema andradino de Estado. Cipriano Barata, um dos deputados às Cortes de Lisboa, percebe que o absolutismo persiste apesar de 22. Em torno da Independência, depois da dissolução da Assembléia Constituinte, governará o Partido Absolutista, percepção que será comum aos liberais da época (MARINHO, 1977, p. 51). Repelem, na sua doutrinação, o Liberalismo da restauração, que aqui entrará em revide acoimadatício - &lt;i&gt;"conter e dirigir" &lt;/i&gt;na fórmula de um alto conselheiro de D. João VI (OLIVEIRA LIMA, 1975, p. 266). Na defesa constante do processo que o condenou à morte pela participação na &lt;b&gt;Confederação do Equador&lt;/b&gt;, frei Caneca traça, com clareza, a medula de seu pensamento. Nega que fosse separatista e republicano, mas afirma, de acordo com seus escritos: &lt;i&gt;"A soberania estava nos povos. Os povos não são herança de ninguém. Deus não quer sujeitar milhões de seus filhos ao capricho de um só. Os reis não são emanação da divindade, são autoridades constitucionais. (...) Os povos têm o direito de mudar a forma de governo. As Cortes são superiores ao imperador. Clamando-se ao soberano congresso sobre alguma lei, que dele emanar, a qual contrária seja aos interesses dos povos, se estes não forem atendidos, desfeito está o pacto; cabe-nos então reassumir nossos direitos. (...) O povo do Brasil deu por generosidade o trono ao imperador. O governo absoluto, o maior de todos os males...&lt;/i&gt;&lt;i&gt;" &lt;/i&gt;(FREI CANECA, 1979, p. 79-80). Percebeu Caneca, ao acompanhar os trabalhos da Assembléia Constituinte e sua dissolução, que se estava a criar &lt;i&gt;"não um império constitucional, sim uma monarquia    absoluta". &lt;/i&gt;O absolutismo estava na ausência de representação nacional,    ainda no grau limitado proposto pelos liberais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Inexistente ou    inautêntica a representação nacional, perguntará &lt;i&gt;"Que barreira haverá contra os ataques que o executivo fizer aos direitos da Nação? Quem fará suspender a propensão do executivo para a tirania? (...) Quem punirá as arbitrariedades do ministério e seus oficiais? Qual será o cidadão, que possa contar com a segurança da sua vida, da sua propriedade, da sua honra?"&lt;/i&gt;    (FREI CANECA, 1979, p. 452, 454). A    inspiração, em citações explícitas, virá de Locke e Montesquieu. Combate a &lt;i&gt;"cabala    portuguesa"&lt;/i&gt; o elemento colonizador, embora interiorizado, em nome dos    &lt;i&gt;"homens probos, constitucionais, ricos proprietários". &lt;/i&gt;A Carta    de 1824 não estava na &lt;i&gt;"esteira dos Locks, dos Hamilton", &lt;/i&gt;do    &lt;b&gt;Espírito das Leis&lt;/b&gt; (Idem, p. 459-60). Pregava, coerente com o programa liberal, a rejeição da Constituição de 24, com a conseqüente dissolução do pacto social, admissível pelo poder de resistência. &lt;i&gt;"Nós queremos uma constituição que afiance e sustente a nossa independência, a união das províncias, a integridade do império, a liberdade política, a igualdade civil, e todos os direitos do homem em sociedade; o ministério quer que, à força de armas, aceitemos um fantasma irrisório e ilusório da nossa segurança e felicidade...&lt;/i&gt;" (Idem, p.    553). Aí estará o &lt;i&gt;radicalismo, &lt;/i&gt;cuja essência é o Liberalismo norte-americano e europeu, socialmente conservador. O que importa acentuar é que esse Liberalismo não pôde, em nenhum momento, compatibilizar-se com o Estado brasileiro. Os liberais têm, com o poder, uma relação tempestuosa ou ambígua: serão potencial ou realmente sediciosos, ou, sem tocar no Estado, farão a política conservadora. Esta cisão está na base do pensamento político brasileiro e terá conseqüências que impedem o desenvolvimento, a adequação do pensar e o fazer. Melhor: de incorporar ao fazer o pensar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O Liberalismo não conseguiu alterar a estrutura do Estado, instituindo um Estado protetor de direitos. Conseguiram os liberais, só eles, agregar camadas populares e urbanas aos seus objetivos, sempre frustradamente. O ponto de dissídio na Assembléia Constituinte será a precedência do rei sobre a Constituição. Mesmo com o malogro do compromisso dos liberais, não prosperou sua política para um sistema republicano e federativo. Dividem-se na facção exaltada e na facção moderada. Virá a época da &lt;b&gt;Cabanada    &lt;/b&gt;no Pará, da &lt;b&gt;Balaiada &lt;/b&gt;no Maranhão, da &lt;b&gt;Sabinada &lt;/b&gt;na Bahia e da    &lt;b&gt;Farroupilha &lt;/b&gt;no Rio Grande do Sul. De 1817 a 1850, formou-se a ideologia    e a &lt;i&gt;consciência possível &lt;/i&gt;esteve às portas da consciência real, como em    1831, quando tremeu o Trono de D. Pedro. O &lt;i&gt;Ato Adicional &lt;/i&gt;de 1834, com as facções congregadas, revelou-se instrumento insuficiente para descentralizar o império e manter os direitos que o Código de Processo Criminal de 1832 havia assegurado. Quem narra a história dos malogros é Teófilo Otoni (1807-1869), que, discípulo de Cipriano Barata, fazendo renascer o Liberalismo, cede ao aulicismo de uma cadeira senatorial em 64. &lt;i&gt;"O 7 de Abril foi um verdadeiro &lt;/i&gt;&lt;b&gt;journée    dês dupes. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Projetado por homens de idéias liberais muito avançadas, jurado sobre o sangue dos Canecas e dos Ratecliffs, o movimento tinha por fim o estabelecimento do governo do povo pelo povo por si mesmo, na significação mais lata da palavra." &lt;/i&gt;(Texto extraído da &lt;b&gt;Circular&lt;/b&gt;, 19 set., 1860, sem indicações).    O acordo se fechara para salvar o princípio monárquico. Explica o autor da &lt;b&gt;Circular    &lt;/b&gt;o motivo de sua adesão aos moderados: &lt;i&gt;"E se a democracia criasse então uma oposição regular, eu não me chegaria provavelmente para os moderados. Porém a oposição começou a revolver na corte e na Bahia os mais perigosos instintos da nossa sociedade, chamou em seu apoio a espada de soldados indisciplinados, quando se tratava da solução das mais graves questões constitucionais. Órgão e defensor da democracia pacifica, o redator da &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Sentinela do Serro &lt;/b&gt;&lt;i&gt;em tal contingência preferiu acostar-se ao princípio monárquico, contanto que a monarquia fizesse por meio de reformas legais na constituição largas concessões ao principio democrático". &lt;/i&gt;A inspiração seria republicanizar a monarquia com teses de Jefferson, que o autor menciona. As reformas cogitariam de anular o Poder Moderador, abolir o senado vitalício e descentralizar, até a federação, o império. Os liberais temiam, na amplitude da aliança, os portadores dos &lt;i&gt;"perigosos    instintos da nossa sociedade". &lt;/i&gt;Os conservadores, os absolutistas e    os moderados, se recompõem e, em poucos anos, freiam o &lt;i&gt;"carro revolucionário".    &lt;/i&gt;Seu sustentáculo será a Corte, consorciada ao comércio, acumpliciado com    o tráfico. O liberal Teófilo Otoni, de seu lado, &lt;i&gt;"nunca sonhou senão democracia pacífica, a democracia da classe média, a democracia da gravata lavada, a democracia que com o mesmo asco repele o despotismo das turbas ou a tirania de um só. Ao passo que censurava os chefes do Partido Liberal Moderado, porque desvirtuavam a revolução, de que se haviam apoderado, a &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Sentinela do    Serro&lt;/b&gt; &lt;i&gt;com mais energia estigmatizava os excessos anárquicos aplaudidos    pelas folhas democráticas da Corte." &lt;/i&gt;A aliança com a &lt;i&gt;"classe    média" &lt;/i&gt;dependia de outro país, o país da propriedade parcelada, com empresas urbanas, um país que não existia. Não foi difícil, vencida a onda que se abre em 31 e abrange todo o espaço regencial, restaurar o conservadorismo, agora cristalizado num partido. Em pouco, as reformas da estrutura estatal, ainda que tímidas, foram cortadas e podadas pela reação centralizadora. As franquias do júri - que asseguravam a justiça dos donos de terras e clientelas -, o direito de resistência, previsto no Código Penal, a exposição do Poder Moderador, afastado o anteparo do Conselho de Estado, estas e outras garantias se amesquinhariam diante do poder oligárquico da Corte. Era o fim de um ciclo, com muitas jornadas de insubmissão, nos sucessivos malogros de um pensamento que não conseguiu se realizar, casando-se à prática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O Liberalismo teve uma base social definida, embora não-compacta. Não contou com a burguesia industrial, como o europeu, por ainda inexistente o industrialismo interno. A Revolução Industrial atuou, entretanto, de fora, impulsionando - aqui em ideologia liberal atuante, &lt;i&gt;sugerente    - &lt;/i&gt;o Liberalismo. Ele, ao contrário do modelo europeu, isolou-se dos &lt;i&gt;"excessos    anárquicos", &lt;/i&gt;das &lt;i&gt;"turbas", &lt;/i&gt;dos &lt;i&gt;"perigosos    instintos de nossa sociedade", &lt;/i&gt;nas palavras de Teófilo Otoni. Conviveu com o escravismo, o que não o desajusta de seu arcabouço teórico, de acordo com o padrão mais persistente, o de Locke.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Ocorreu que, articulado à descolonização, não logrou organizar o Estado, por carência estrutural e pela deficiência de uma consciência nacional real (PRADO JR., 1963, p. 187 - segs./SILVA DIAS, 1972, p. 165/COSTA, 1977, p. 29 - segs./HOLANDA, 1970, t. II, v. 10, p. 29 - segs.). &lt;i&gt;Este não será, entretanto, o Liberalismo que a historiografia leva em conta. Há outro Liberalismo, com diversa fonte, que bem merece figurar entre aspas, havido como peculiar, específico do Brasil.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Que é este &lt;i&gt;Liberalismo,    &lt;/i&gt;havido por específico no seu significado, que se expressa no século XIX? (COSTA, 1977, p. 110-1). Este não é o Liberalismo como consciência possível, vinculado à descolonização, o de Cipriano Barata e de Caneca. Este Liberalismo é outro e provém de duas fontes, ambas com passagem pelo filtro oficial: a dos descolonizadores em compromisso, como Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, que, pretendem, sob o pálio monárquico, com o aproveitamento da casa de Bragança, organizar uma transação, mantida a supremacia e a precedência do poder real. A outra fonte, a que dirigirá os acontecimentos, a que atuará dentro da &lt;i&gt;práxis,    &lt;/i&gt;como pensamento político, desvinculada da ideologia e da filosofia política, sacrifica os valores liberais em favor da manutenção do Estado reformado. Será pela origem de seus executores e pela ênfase da obra, neopombalina. Seu momento de constituição será o período que vai da Revolução Portuguesa de 1820 até a dissolução da Assembléia Constituinte, em 12 de novembro de 1823. Ele - este tipo de Liberalismo - se define na presença da Revolução de 1820, tal como é assimilada pelas Cortes de D. João VI e D. Pedro I. Um ministro de D. João VI, Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846) e um ministro de D. Pedro I, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), serão os intérpretes do pensamento político dito liberal. Liberalismo que se esvazia para se cristalizar em &lt;i&gt;constitucionalismo,    &lt;/i&gt;na visão de um, e de unidade nacional, na visão de outro. Para o último, José Bonifácio, o velho nativismo, o nacionalismo, que era antiportuguês no ataque à exploração comercial, se condensam numa obra do Estado. Para o outro, Silvestre Ferreira, todo o movimento dos novos tempos estaria na consagração de um estatuto, ainda que nominal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f6.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A Revolução Portuguesa de 1820 se inscreve no processo de atualização ibérico com a Europa, tarda no século XIX e tarda no século XX. Ela reage contra o obscurantismo pós-pombalino, contra uma reforma interrompida, iluminada com a mudança social e política do continente. Os exilados, entre os quais avulta, em Londres, Hipólito José da Costa (1774-1823), com o &lt;b&gt;Correio Braziliense&lt;/b&gt; desde 1808, não se mostravam fascinados pelos princípios da Revolução Francesa. Eram, como os futuros revolucionários, vítimas da repressão, que pretendia segregar policialmente Portugal do mundo. Em 1820, o fascínio pelos &lt;i&gt;abomináveis princípios franceses &lt;/i&gt;estava atenuado pela invasão peninsular e pela restauração francesa, com a literatura que provocou em defesa da monarquia. &lt;i&gt;"É um erro bem grande &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;dirá um copioso    historiador dos acontecimentos &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; supor que devemos tudo à revolução francesa (...) o movimento intelectual iniciado pelo marquês de Pombal tem um caráter acentuadamente nacional, por isso mesmo que foi criado nas nossas necessidades e no nosso meio. As idéias propenderam mais para as teorias inglesas, cujas escolas tiveram mais aceitação dos sábios portugueses. Depois, os excessos da revolução francesa produziram em Portugal a mesma impressão que na Alemanha. Os revolucionários portugueses, como os alemães, procuraram legitimar as mudanças políticas antes nas necessidades públicas e locais do que nas teorias francesas, cuja prática não foi das mais edificantes. (...) A cada momento que falam na necessidade de uma revolução, acrescentam logo que não a querem, como a da França, anárquica e sanguinária. Esta reação exagerada contra aquele país veio criar laços mais íntimos entre as idéias portuguesas e as dos sábios e publicistas britânicos."&lt;/i&gt; (D'ARRIAGA, 1886, v. 1, p. 474-5.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O trio - liberdade, igualdade e fraternidade - não freqüenta os escritos dos revolucionários e reformistas portugueses. O apoio maior do movimento português repousará sobre a burguesia comercial, para a qual D. João VI, &lt;i&gt;"mal se viu seguro no Brasil, começou    a promover o desenvolvimento do novo império, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;à custa do negociante português&lt;/b&gt;,    &lt;i&gt;sobre cujas mercadorias lançou pesados impostos, enquanto abria os portos    daquele pais a todas as nações" &lt;/i&gt;(D'ARRIAGA, 1886, v. 1, p. 586). Neste ponto, a Revolução Portuguesa, que se propagou no Brasil e aqui foi sustentada pelo exército português, mostrava sua face não-exportável. Os interesses dos produtores brasileiros eram adversos aos negociantes portugueses, cujo projeto chegaria, se vencedor, ao retorno da metrópole: o Liberalismo daqui era oposto ao Liberalismo de além-mar. Além da distância em que se situava a Revolução Portuguesa da Francesa, aberta quando estavam exaustos os ímpetos igualitários e libertários, o líder máximo, Manuel Fernandes Thomaz, invoca os precedentes pombalinos de sua formação coimbrã, quer vinculando o movimento à tradição das Cortes portuguesas, quer invocando Pombal sobre o problema do comércio de Portugal. Ele se propõe - e supõe que esse seja o escopo revolucionário - completar a reforma pombalina (D'ARRIAGA, 1886, v. 20, p. 537-8; 572 - segs.). As tendências da burguesia comercial seriam mercantilistas, num país desprovido de indústrias e com a agricultura em abandono. As Cortes de Lisboa firmaram, antes da Constituição, as &lt;i&gt;Bases da Constituição, &lt;/i&gt;pelo decreto de 9 de março de 1821, juradas no Brasil, o que abriu o espaço ao exercício dos direitos ao debate político, até então policialmente impedido. Esta terá sido sua contribuição real ao Liberalismo brasileiro. Em Portugal, o pensamento liberal, posto que esboçado na Constituição, que não chegou a viger no Brasil, encontraria, depois de golpes e contragolpes, os seus fundamentos nas reformas de Mousinho da Silveira, que extirparam, na década de 30, a agricultura do &lt;i&gt;"parasitismo fidalgo e clerical"    &lt;/i&gt;(SÉRGIO, 1972, p. 135). Depois dos acontecimentos de 1831 a 34, a história    do Liberalismo em Portugal deixou de ser &lt;i&gt;"uma comédia de mau gosto"    &lt;/i&gt;(HERCULANO, s/d, t. II, p. 171). Muito esperaria o Reino, entretanto, para completar, pela representação nacional, o edifício liberal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A Revolução de 1820, nas suas conseqüências sobre a Coroa, levou Silvestre Ferreira ao ministério de D. João VI. Seu nome distinguia-se fora do círculo cortesão, pelas preleções de filosofia, na sala do Real Colégio de São Francisco. Pertence, ao lado de José Bonifácio e Pereira da Fonseca, o futuro marquês de Maricá, à revista &lt;b&gt;O Patriota&lt;/b&gt;. Procede do grupo que, desde Coimbra, adotara o pombalismo, sem retrair as reformas ao círculo traçado e inconformado com sua interrupção no reinado de D. Maria I, ao qual pertencera D. João, como regente. Convencido, depois da relutância inicial, de que deveria adequar-se à onda revolucionária portuguesa, com o risco da sobrevivência da Coroa, D. João VI socorre-se dos préstimos de Silvestre Ferreira, &lt;i&gt;"não só um espírito de uma independência fundamental e irreconciliável, como um reformador implacável, posto que manso, ao ponto de não raro parecer paradoxal e por vezes quimérico" &lt;/i&gt;(OLIVEIRA    LIMA, 1945, v. 3, p. 1133).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Ele será, com suas    dilações e suas concessões, o padrinho do &lt;i&gt;"novo sistema representativo    no Brasil". &lt;/i&gt;O impulso ganhara o exército e o clero, num ímpeto que aos espíritos da ordem parecia anárquico e aniquilador das prerrogativas regias. O ministro cogitava - este o limite de seu reformismo &lt;i&gt;- &lt;/i&gt;ficar &lt;i&gt;"num caminho a igual distância dos desmandos revolucionários, que queriam reduzir a realeza a uma ficção, e das ilusões dos retrógrados, que julgavam possível continuar a fazer pouco da revolução que rompera fremente na península" &lt;/i&gt;(Idem, p. 1156). Ele aceita o Constitucionalismo, havendo-o como sinônimo de Liberalismo, para organizar, na monarquia constitucional, o sistema representativo. Para que fosse liberal o sistema, digno do nome, deveria formar-se sobre um núcleo de direitos e garantias individuais, constituindo a organização dos poderes em promotores e defensores desses fundamentos, sob a garantia da representação nacional (JARDIN, 1985, p. III). Questionável é que se trate de Liberalismo - trata-se de uma reforma absolutista, com o caráter de liberalização. &lt;i&gt;"O    propósito de Silvestre Ferreira &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; é o que evidenciam seus escritos e    sua ação &lt;/i&gt;- &lt;i&gt;consiste sem dúvida em contribuir para que se completem as    reformas iniciadas por Pombal, promovendo &lt;/i&gt;-&lt;i&gt; é a liberalização das instituições políticas e, desta forma, completando o processo de inserção de Portugal na Época Moderna. Outro não era o ideal de parcela representativa da elite de seu tempo."&lt;/i&gt; (PAIM, 1934, p. 272.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Na súmula de suas idéias - segundo palavras suas - o exercício do poder legislativo, encarnado pelas Cortes, se faria com o &lt;i&gt;"concurso e o consentimento do rei" &lt;/i&gt;(FERREIRA, 1888, p. 277). A monarquia constitucional teria dois eixos: as Cortes, expressão da vontade popular, e a aristocracia, composta de uma nobreza hereditária, mas pelo mérito habilitada ao governo. A vontade popular - diria o liberalizante - se depuraria por um meio, "insignificante, mas único que existe": que &lt;i&gt;"os    homens menos espertos de cada povoação se louvem em outros mais instruídos nos    interesses dos povos". &lt;/i&gt;(FERREIRA, 1888, p. 293).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Em momentos de crise, surge sempre uma voz que revela que os atores escondem, velados na severa fisionomia da ação. O conselheiro e espectador, que irrompe subitamente no Rio de Janeiro, neste ano de 1821, será o conde de Palmela (Pedro de Sousa Holstein, depois duque de, 1781-1850, com o recado inglês de ceder para não perder. Era o absolutista vestido de liberal, opinando que, antecipando-se às Cortes, D. João VI outorgasse uma carta constitucional. O cosmopolita e cético, oportunista e realista, trazia a lição de Luis XVIII, que aprendera nas Cortes européias, na convivência de Madame de Stael e Benjamin Constant. Se fosse possível resistir, resistir-se-ia; em caso contrário, se transigiria, antecipando as reformas às que fossem exigidas. &lt;i&gt;"Palmela tornou-se adeto do constitucionalismo saído da santa aliança, ou da liberdade, não inspirada na soberania nacional e nos interesses dos povos, mas da liberdade inspirada nos interesses das Coroas.&lt;/i&gt;..&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;    (D'ARRIAGA, 1886, v.2, p. 425.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;É o Liberalismo como tática absolutista. Seu parecer, no qual aconselha a outorga de uma constituição, claramente explica o teor do Liberalismo vigorante: &lt;i&gt;"E, para me explicar melhor &lt;/i&gt;- dizia    a D. João VI -, &lt;i&gt;direi que no meu conceito, vossa majestade tem duas coisas a fazer: a primeira é conceder o que já agora não pode negar; a segunda é impedir que essas concessões passem de certos limites, o que sem dúvida aconteceria se se deixassem em Portugal os revolucionários legislar sem freio e sem receio. O primeiro objeto conseguiria vossa majestade por meio de uma carta constitucional que promulgasse; o segundo só poderia obter-se indo vossa majestade em pessoa, ou mandando o seu filho primogênito, para inspirar respeito e servir de centro aos bons portugueses "&lt;/i&gt; (D'ARRIAGA, 1886, v. 2, p. 313-4.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Este, o esquema que será posto em marcha, ora como coluna principal, ora como expediente subsidiário no Constitucionalismo brasileiro. Trata-se do modo comum de pensar, numa geração formada na atmosfera absolutista, arejada pelo Iluminismo e as reformas pombalinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A organização do regime constitucional brasileiro não é conversível, ao contrário do que entendeu a historiografia brasileira, no Liberalismo. O teor de suas idéias não ultrapassava o neopombalismo, tais como expressas por José Bonifácio. O ponto de partida não é a carta de direitos, nem sequer a Constituição. No início de 22, contra Ledo, Clemente Pereira e Januário da Cunha Barbosa, explodia em palavras duras: &lt;i&gt;"hei de dar um pontapé nestes revolucionários". "Hei de enforcar    estes constitucionais na praça da Constituição" &lt;/i&gt;- eram ditos, ao tempo,    a ele atribuídos. Seu projeto, na realidade, partia de outra base: a independência    &lt;i&gt;"moderada pela união nacional" &lt;/i&gt;(Obras Políticas de José Bonifácio,    1973, v. 1, p. 271). Queria &lt;i&gt;"um governo forte e constitucional",    &lt;/i&gt;forte porque constitucional, para desimpedir o &lt;i&gt;"caminho para o aumento    da civilização e riqueza do Brasil" &lt;/i&gt;(CALMON, 1972, p. 125) Pessoalmente,    como percebeu com alegria o embaixador da Áustria, não era &lt;i&gt;"nem democrata,    nem liberal" &lt;/i&gt;(SOUZA, 1972, t. 11, v. 3, p. 445). O centro de seu esquema    de construção nacional será o Estado, no esquema pombalino. &lt;i&gt;"O Estado nacional brasileiro nascia de uma tradição absolutista com uma forma liberal, para cooptar interesses econômicos divergentes, tais como o senhor rural e os do comerciante urbano."&lt;/i&gt; (BARRETO, 1977, p. 105)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Hipólito José da Costa, este com mais títulos de Liberalismo do que José Bonifácio, receitava as reformas pela via do poder de cima para baixo. &lt;i&gt;"Ninguém deseja mais do que nós as reformas úteis, mas ninguém aborrece mais do que nós, que essas reformas sejam feitas pelo povo, pois conhecemos as más conseqüências desse modo de reformar, desejamos as reformas, mas feitas pelo governo, e urgimos que o governo as deve fazer enquanto é tempo, para que se evite serem feitas pelo povo." &lt;/i&gt;(LIMA SOBRº, 1977, p. 79-80.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A anomalia desse Liberalismo não era a convivência com a escravidão, mas a nota tônica do sistema constitucional, colocada no Estado e não no indivíduo, seus direitos e garantias (COSTA, 1977, p. 28) Os inconvenientes do escravismo estavam presentes no espírito de José Bonifácio, como no de Hipólito, sentidos que foram no próprio século XVIII, como atesta Vilhena. O Liberalismo não é inconciliável com este escravismo. A participação popular no Liberalismo, ao contrário da democracia, exclui da cidadania não apenas o escravo, mas os setores negativamente privilegiados, aqui e na Europa, sem escândalo ostensivo. A liberdade teria barreiras - como as tem no Liberalismo - ostensivas e profundas no horizonte mental do formulador da independência. Em texto apresentado à Assembléia Constituinte, por ele escrito, lido sob a responsabilidade de D. Pedro, define o cerne de suas idéias, no fundo absolutistas, com o verniz liberalizante. Reclama dos deputados &lt;i&gt;"uma constituição que, pondo barreiras inacessíveis ao despotismo, quer real, quer democrático, afugente a anarquia, e plante a árvore daquela liberdade, a cuja sombra deve crescer a união, tranqüilidade e independência deste império. (...) Todas as constituições, que, à maneira de 1791 e 92, têm estabelecido suas bases, e se tem querido organizar, a experiência nos tem mostrado que são totalmente &lt;/i&gt;&lt;b&gt;teoréticas, e metafísicas, e por isso inexeqüíveis, &lt;/b&gt;&lt;i&gt;assim o prova a França, Espanha e ultimamente Portugal. Elas não têm feito, como deviam, a felicidade geral mas sim, depois de uma licenciosa liberdade, vemos que num países já apareceu, e em outros ainda não tarda a aparecer o despotismo em um, depois de ter sido exercitado por muitos, sendo conseqüência necessária ficarem os povos reduzidos à triste situação de presenciarem e sofrerem todos os horrores da anarquia" &lt;/i&gt;(BONAVIDES e AMARAL VIEIRA, s/d, p. 100). Excluídos os modelos revolucionários da França, da Espanha e de Portugal, o que resta? Sobra o Constitucionalismo da restauração de Luis XVIII, uma vez que não se alude ao sistema norte-americano, rejeitado pelo conteúdo republicano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O pensamento da restauração incumbe-se de separar o Liberalismo da democracia, unidos inicialmente pelo individualismo. A conexão entre democracia e Liberalismo mostra sua face contrária. Conjurar a soberania do povo, ao mesmo tempo que proclama, define e organiza a liberdade, será o esforço de Benjamin Constant, Staèl, Royer-Collard e Guizot (FAGUET, s/d, p. XV). Sua preocupação estará, não em proteger a liberdade, mas, temendo a democracia, vigiá-la num equilíbrio de poderes, dos quais nenhum tem realmente origem popular. A &lt;i&gt;bête noire &lt;/i&gt;será    Rousseau. O inspirador, Benjamin Constant, com as brochuras que publica a partir    de 1814, dogmaticamente aceitas. &lt;i&gt;"Rousseau - &lt;/i&gt;diria Constant - &lt;i&gt;amava    todas as teorias da liberdade, mas forneceu o pretexto a todas as pretensões    da tirania."&lt;/i&gt; (CONSTANT, 1872, t.I, p. 128.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A liberdade dos antigos, pelo seu teor participativo, continha o perigo de aniquilar os direitos invioláveis ao Estado. Só a liberdade moderna conseguiu estabelecer a barreira que os garantem. A nota tônica recai sobre o regime representativo, numa conciliação que leva em conta os poderes públicos, no fundo excluindo o &lt;i&gt;"perigo"    &lt;/i&gt;democrático (CONSTANT, 1872, t. II, p. 539-segs.). Esse Liberalismo, que já havia passado pela crítica dos conservadores, como Joseph de Maistre e De Bonald, emancipava-se da própria maioria, como instância legitimante (Idem, t.I, p. 278). O resíduo, sobre o qual prospera o Liberalismo restaurado, será a organização do poder, limpo das impurezas despóticas, de um lado, e, de outro, com a recuperação da eficiência do poder, não apenas o instrumento capaz de evitar o arbítrio. O caráter outrora meramente negativo do Liberalismo, numa vertente aberta desde Montesquieu, seria negado, em proveito de um mecanismo a organizar e a construir (HOLMES, 1984, p. 128). Por essa via entraria um quarto poder - o &lt;i&gt;"poder neutro" &lt;/i&gt;- denominado na Carta de 1824 de Poder Moderador, caricaturado pelo absolutismo dos tradutores. Quanto ao povo, o limite era Montesquieu: liberdade do povo, não poder do povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A ossificação do modelo liberal, o absolutismo mascarado de D. João VI e de D. Pedro I, pela voz de seus intérpretes, soldado ao Liberalismo restaurador, desclassificou todas as concepções liberais autenticamente liberais. O Constitucionalismo, que se apresentou como o sinônimo do Liberalismo, seguiu rumo específico, particularmente na Carta outorgada de 1824. O ciclo se fecha: o absolutismo reformista assume, com o rótulo, o Liberalismo vigente, oficial, o qual, em nome do Liberalismo, desqualificou os liberais. Os liberais do ciclo emancipador foram banidos da história das liberdades, qualificados de exaltados, de extremados, de quiméricos, teóricos e metafísicos. Com a terminologia herdada da restauração - &lt;i&gt;radicaux    &lt;/i&gt;-, &lt;i&gt;"os radicais foram expulsos da história do pensamento político"    &lt;/i&gt;(COLOMBO, 1984). Seu liberalismo foi afastado, mas não superado, nem ultrapassou    o estágio de &lt;i&gt;consciência possível. &lt;/i&gt;Que significará a exclusão, hoje irrecuperável,    em virtude da mudança da estrutura, da &lt;i&gt;sugerência &lt;/i&gt;que o tornou um dia    necessário?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;O Elo Perdido&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Um pensamento político sem Liberalismo, esta a conclusão? Na verdade, um pensamento político que o arredou, que vitoriosamente lutou para arredá-lo da vida nacional &lt;i&gt;- &lt;/i&gt;o que não é a mesma coisa. A corrente banida, porque banida e não-inexistente, atua, ainda que subterraneamente, irrompendo na superfície em momentos de desajuste do sistema e de crise. Uma interrogação: qual a conseqüência atual do elo perdido? Hoje, com a mudança no campo histórico, seria impossível recuperar o tempo perdido, que ocuparia o espaço de um anacronismo. Como ideologia importada, de outro lado, teria atividade adjetiva, retórica, ornamental, sem impacto sobre a dinâmica política. A idéia sugere que o Liberalismo, urna vez superada a luta emancipacionista colonial, seria inútil, postiço, matéria morta no território das idéias políticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A realidade é outra. A ausência do Liberalismo, que expressava uma dinâmica dentro da realidade social e econômica, estagnou o movimento político, impedindo que, ao se desenvolver, abrigasse a emancipação, como classe, da indústria nacional. Seu impacto revelaria uma &lt;i&gt;classe, &lt;/i&gt;retirando-a da névoa estamental na qual se enredou. Interrompida ficou, em conseqüência, a luta do produtor na crise do sistema colonial e do produtor quando a Revolução Industrial penetra no País. O Liberalismo, ao se desenvolver autenticamente, poderia, ao sair da crisálida da &lt;i&gt;consciência    possível, &lt;/i&gt;ampliar o campo democrático, que lhe é conexo, mas pode ser-lhe antagônico. Por meio da representação nacional - que é necessária ao Liberalismo - amplia-se o território democrático, e participativo, conservando, ao superar, o núcleo liberal. Chegar-se-ia a um ponto em que o que fosse democrático pressupusesse o espaço dos direitos e garantias liberais, ampliáveis socialmente. O socialismo, numa fase mais recente, partiria de um patamar democrático, de base liberal, como valor permanente e não meramente instrumental. O quadro seria, em outra paisagem, o de nível europeu, sem que uma reivindicação, por mínima que seja, abale toda a estrutura de poder. O Estado seria outro, não o monstro patrimonial-estamental-autoritário que está vivo na realidade brasileira. Da incongruência da dinâmica do pensamento político, resultou que todas as fases suprimidas se recompõem como substitutos numa realidade absolutista, ainda que reformista, neopombalina em um momento, industrialista em outro, nunca com os olhos voltados ao povo brasileiro, primeiro no respeito aos seus direitos, depois às suas reivindicações sociais. Com o salto, criou-se um monstro, tal como na imagem de Euclides da Cunha; o &lt;i&gt;Hércules    Quasímodo". &lt;/i&gt;Quasímodo, se entende, pelo histórico aleijão. O Hércules    é a charada da fábula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Referências    Bibliográficas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;ALBUQUERQUE, M.    s/d. &lt;i&gt;O poder político no Renascimento português. &lt;/i&gt;Lisboa, Instituto Superior    de Ciências Sociais e Política Ultramarina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;________. 1974.    &lt;i&gt;A sombra de Maquiavel e a ética tradicional portuguesa. &lt;/i&gt;Lisboa, Faculdade    de Letras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;ANDRADE, A.A. 1946.    &lt;i&gt;Verney e a filosofia portuguesa. &lt;/i&gt;Braga, Liv. Cruz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BARRETO, V. 1977. &lt;i&gt;Ideologia e política    no pensamento de José Bonifácio de Andrada e Silva. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Zahar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BESSA-LUIS, A.    1981. &lt;i&gt;Sebastião José. &lt;/i&gt;Lisboa, Imprensa Nacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BOBBIO, N. 1977.    &lt;i&gt;Saggi sulla scienza política in Italia. &lt;/i&gt;Editon Laterza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BONAVIDES, P. e AMARAL VIEIRA, R.A.    s/d. &lt;i&gt;Textos políticos da Historia do Brasil. &lt;/i&gt;Fortaleza, Imprensa de Universidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BURNS, B. 1971.    &lt;i&gt;O Ilummismo em duas bibliotecas do Brasil Colônia, &lt;/i&gt;Universitas, n. 8/9    sep. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CALMON, P., org.    1972. &lt;i&gt;D. Pedro I&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Proclamações, cartas, artigos de imprensa. &lt;/i&gt;Rio    de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CARVALHO E MELO, J, (Marquês de Pombal).    1861. &lt;i&gt;Cartas e outras obras seletas do Marquez de Pombal. &lt;/i&gt;5ª ed., Lisboa,    v. 2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CASTELO BRANCO, C. s/d. &lt;i&gt;Perfil do    Marquês de Pombal. &lt;/i&gt;7ª ed., Porto Editora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CIDADE, H. s/d.    &lt;i&gt;Lições de cultura e literatura portuguesa. &lt;/i&gt;Coimbra, Coimbra Ed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; COLOMBO, A. 1984.    Radicalismo. In: BOBBIO, N. e MATEUCI, N. &lt;i&gt;Dicionário de política. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CONSTANT, B. 1872.    &lt;i&gt;Cours de politique constitutionnelle. &lt;/i&gt;Paris, Líbrame de Guillaumin. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;CORTESÃO, J. 1964.    &lt;i&gt;Os factores democráticos na formação de Portugal. &lt;/i&gt;Lisboa, Portugália    Ed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________. 1966.&lt;i&gt;    Raposo Tavares e a formação territorial do Brasil: &lt;/i&gt;Lisboa, Portugália Ed.,    v. 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;COSTA, E.V. 1977. &lt;i&gt;Da República à    Monarquia: &lt;/i&gt;momentos decisivos. São Paulo, Grijalbo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;D'ARRIAGA, J. 1886. &lt;i&gt;História da revolução    portugueza de 1820. &lt;/i&gt;Porto, Liv. Portuense, v. 1,2,20.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;DERATHÉ, R. 1979.    &lt;i&gt;Jean-Jacques Rousseau et la science politique de son temps. &lt;/i&gt;Paris, J.    Vrin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;DIAS TAVARES, L.H. 1959. &lt;i&gt;Introdução    ao estudo das idéias do Movimento Revolucionário de 1798. &lt;/i&gt;Bahia, Liv. Progresso    Editora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;DICKENS, A.G. 1969. &lt;i&gt;La Contre-réforme.    &lt;/i&gt;Paris, Flammarion.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;DUNN, J. 1984. &lt;i&gt;Locke. &lt;/i&gt;Oxford    University Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;FAGUET, E. s/d. &lt;i&gt;Politiques et moralistes    du dix-neuvième siécle. &lt;/i&gt;9.ª ed., Paris.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;FALCON, F.J.C.    1982. &lt;i&gt;A época pombalina. &lt;/i&gt;São Paulo, Ática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;FERREIRA, S. 1888. Cartas sobre a Revolução    do Brasil. &lt;i&gt;Revista do Instituto Histórico, &lt;/i&gt;n. 51, 1.ª parte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;FREI CANECA, J.A.D.    1979. &lt;i&gt;Obras políticas e literárias. &lt;/i&gt;Recife.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; FRIEIRO, E. 1981.    &lt;i&gt;O diabo no livraria do cônego. &lt;/i&gt;Belo Horizonte, Itatiaia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;GOLDMANN, L. 1972.    &lt;i&gt;A criação cultural na sociedade moderna. &lt;/i&gt;Lisboa, Presença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;GONZAGA, T.A. 1957.    Tratado de direito natural. In: &lt;i&gt;Obras Completas. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Instituto    Nacional do Livro, v. 2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;GOUGH, J.W. 1974.    &lt;i&gt;John Locke's political philosophy. &lt;/i&gt;Oxford, The Clarendon Press. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;GRAMSCI, A. 1966.    &lt;i&gt;Concepção dialética da historia. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; HALLEWELL, L.    1985. &lt;i&gt;O livro no Brasil. &lt;/i&gt;São Paulo, T.A. Queiroz/Edusp. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;HERCULANO, A. s/d.    &lt;i&gt;Opúsculos. &lt;/i&gt;5.ª ed., Lisboa, Liv. Bertrand, v. 2,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;HOLANDA, S.B. 1970. A herança colonial:    sua desagregação. In:____________ &lt;i&gt;História geral da civilização brasileira. &lt;/i&gt;São Paulo,    Difusão Européia do Livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________. 1966.    Apresentação. In: AZEREDO COUTINHO, J.J.C. &lt;i&gt;Obras econômicas. &lt;/i&gt;São Paulo,    Nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;HOLMES, S. 1984. &lt;i&gt;Benjamin Constant    and the making of modem liberalism. &lt;/i&gt;Yale University Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;HUME, D. 1975. &lt;i&gt;The history of England.    &lt;/i&gt;Chicago, University of Chicago Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;JARDÍN, A. 1985. &lt;i&gt;Histoire du libéralisme    politique. &lt;/i&gt;Paris, Hachette.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;KUHN, T.S. 1983. &lt;i&gt;La structure des    revolutions scientifiques. &lt;/i&gt;Paris, Flammarion.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;LACOMBE, A.J. 1970. A conjuração de    Rio de Janeiro - 1794. In: HOLANDA, S.B., org. &lt;i&gt;História geral da civilização    brasileira. &lt;/i&gt;São Paulo, Difusão Européia do Livro, v. 20.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;La republique.    &lt;/i&gt;L, VI, 484. Pléiade, v. I. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________. Les    lois, 962.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;LEITE, S.J. 1965. &lt;i&gt;Suma histórica    da Companhia de Jesus no Brasil. &lt;/i&gt;Lisboa, Junta de Investigação de Ultramar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;LIMA SOBRº, B.    1977. &lt;i&gt;Antologia do Correio Braziliense. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Cátedra-MEC.    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;LOCKE, J. 1952.    &lt;i&gt;Civil government. &lt;/i&gt;The Great Books.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;LUKÁCS, G. 1960.    &lt;i&gt;Histoire et conscience de classe. &lt;/i&gt;Paris, Les Editions de Minuit. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MAGALHÃES, J.C.    1967. &lt;i&gt;História do pensamento político em Portugal. &lt;/i&gt;Coimbra, Coimbra Ed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MARINHO, J.A. 1977.    &lt;i&gt;História do movimento político de 1842. &lt;/i&gt;USP-Itatiaia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MARX, K. 1968.    &lt;i&gt;Crítica de la filosofia del derecho de Hegel. &lt;/i&gt;Buenos Aires, Ed. Nuevas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; MARX, K. e ENGELS,    F. 1959. &lt;i&gt;La ideologia alemana. &lt;/i&gt;Montevideo, Ed. Pueblos Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MAXWELL, K.R. 1973. &lt;i&gt;Conflict and    conspiracies Brazil and Portugal 1750-1808. &lt;/i&gt;Cambridge, Cambridge University    Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MELLO, E.C. 1986. &lt;i&gt;Rubro veio. &lt;/i&gt;Rio,    Nova Fronteira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MELLO E SOUZA,    A.C. 1981. &lt;i&gt;Formação da literatura brasileira. &lt;/i&gt;Belo Horizonte, Itatiaia,    v. 1. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MESNARD, P. 1977.    &lt;i&gt;L 'essor de la philosophic politique au XVI siécle. &lt;/i&gt;Paris, Liv. J. Vrin.    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MONCADA, C. 1949.    &lt;i&gt;Estudos de história do direito. &lt;/i&gt;Coimbra, Universidade de Coimbra, v.    2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MONTENEGRO, J.A.S. 1978. &lt;i&gt;O liberalismo    radical de Frei Caneca. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MOTA, C.G. 1979.    &lt;i&gt;Idéia de revolução no Brasil (1789-1801). &lt;/i&gt;Petrópolis, Vozes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; _________. 1972.    &lt;i&gt;Nordeste 1817. &lt;/i&gt;São Paulo, USP-Perspectiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;MUNIZ TAVARES, F. 1917. &lt;i&gt;História    da revolução de Pernambuco de 1817. &lt;/i&gt;Recife, Imprensa Oficial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;NOVAIS, F.A. 1985.    &lt;i&gt;Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). &lt;/i&gt;São    Paulo, Hucitec.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;OAKESHOTT, M. 1978. &lt;i&gt;Experience and    its modes. &lt;/i&gt;Cambridge, The University Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________. 1984.    &lt;i&gt;Rationalism in politics and other essays. &lt;/i&gt;Londres e Nova Iorque, Methuen.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;Obras políticas de José Bonifácio.    &lt;/i&gt;Senado Federal, 1973. v. 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;OLIVEIRA LIMA, M. 1945. &lt;i&gt;Dom João    VI no Brasil. &lt;/i&gt;Rio, José Olímpio, v. 3.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________. 1947.    &lt;i&gt;O movimento da independência. O Império brasileiro (1821-1889). &lt;/i&gt;2.ª    ed., São Paulo, Melhoramentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;_________&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;1915.&lt;i&gt;    Pernambuco seu desenvolvimento histórico. &lt;/i&gt;Recife.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;OLIVEIRA MARTINS,    J. P. e PEREIRA, A.M. 1942. &lt;i&gt;História de Portugal. &lt;/i&gt;Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;PAIM, A. 1984.    &lt;i&gt;História das idéias filosóficas no Brasil. &lt;/i&gt;São Paulo, Ed. Convívio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;PINTO NEVES, M.C.    1985. &lt;i&gt;Teoria do Direito, inconstitucionalidade das leis e semiótica. &lt;/i&gt;Recife,    (Tese de mestrado mimeografada). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;PLATÃO. Théetète.    &lt;i&gt;In: Oeuvres complètes. &lt;/i&gt;Pléiade, v. II.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;PRADO JR., C. 1963.    &lt;i&gt;Evolução Política do Brasil. &lt;/i&gt;São Paulo, Brasiliense. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;PRÉLOT, M. 1&lt;i&gt;966.    Histoire des idées politiques. &lt;/i&gt;Pans, Dalloz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;QUEIRÓS MATTOSO,    K.M. 1969. &lt;i&gt;Presença francesa no movimento democrático baiano de 1798. &lt;/i&gt;Bahia,    Itapuã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;REBELO, L.S. 1983. &lt;i&gt;A concepção do    poder em Fernão Lopes. &lt;/i&gt;Livros Horizonte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;REGO, R., org. s/d. &lt;i&gt;O processo de    Damião de Góes na Inquisição. &lt;/i&gt;Lisboa, Edições Excelsior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;RITTER, G. 1964. Ursprung und Wesen    der Menschenrechte. In &lt;i&gt;Zur Geschichte der Erklarung der Menschenrechte. &lt;/i&gt;Darmstadt,    Wissenschafthche Buchgesellschaft.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;RODRIGUEZ PANIAGUA, J.M. 1984. &lt;i&gt;Historia    del pensamiento jurídico. &lt;/i&gt;Madri, Universidad Complutense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SAINT HILLAIRE,    A. 1938. &lt;i&gt;Segunda viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a São Paulo -    1922. &lt;/i&gt;s/l, Brasiliana, v, 126, 126a.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SARAIVA, A.J. e    LOPES, O. 1968. &lt;i&gt;História da literatura portuguesa. &lt;/i&gt;2ª ed.,    Porto Editora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt; SCHWARTZ, R. &lt;i&gt;1977.    Ao vencedor as batatas. &lt;/i&gt;São Paulo, Duas Cidades. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SÉRGIO, A. 1924.    &lt;i&gt;Antologia dos economistas portugueses. &lt;/i&gt;Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;________. 1972.    &lt;i&gt;Breve interpretação da história de Portugal. &lt;/i&gt;Lisboa, Sá da Costa Ed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SICHES, L.R. 1965. &lt;i&gt;Tratado general    de Filosofía del Derecho. &lt;/i&gt;3ª. ed., México, Editorial Porrua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SILVA DIAS, M.O.    1972. A interiorização da metrópole (1808-1853). In: MOTA, C.G. &lt;i&gt;1822: Dimensões.    &lt;/i&gt;São Paulo, Perspectiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SKINNER, Q. 1979. &lt;i&gt;The foundations    of modem political thought. &lt;/i&gt;Cambridge, Cambridge University Press, v. 1,    2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SOUTHEY, R. 1965.    &lt;i&gt;História do Brasil. &lt;/i&gt;São Paulo, Ed. Obelisco, v. 6.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SOUZA, O.T. 1972.    &lt;i&gt;A vida de D. Pedro I&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;História dos fundadores do Império do Brasil,    &lt;/i&gt;v. 3. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;STRAUSS, L. e CROPSEY,    J. 1973. &lt;i&gt;History o f political philosophy.&lt;/i&gt; 2ª. ed., Chicago, University    of Chicago Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;TOCQUEVILLE, A.    1952. &lt;i&gt;L'ancien regime et la révolution. &lt;/i&gt;Paris, Gallimard. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;VARNHAGEN. 1956.    &lt;i&gt;História geral do Brasil. &lt;/i&gt;São Paulo, Melhoramentos, v. 5.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;VILAR DE CARVALHO, G. 1980. &lt;i&gt;A liderança    do clero nas revoluções republicanas de 1817-1824. &lt;/i&gt;Petrópolis, Vozes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;VILHENA, L.S. 1969&lt;i&gt;.    A Bahia no século XVIII. &lt;/i&gt;Bahia, Ed. Itapuã, v. 1,3. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;WOLIN, S. &lt;i&gt;1960.    Politics and vision. &lt;/i&gt;London.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Bibliografia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;BRAGA, T. &lt;i&gt;História    do direito português. Os Forais. &lt;/i&gt;Coimbra, Ed. da Universidade, 1868. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;HERCULANO, A. &lt;i&gt;Opúsculos.    &lt;/i&gt;5.ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, s/d. t. II, v. 2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;QUENTAL, A. Causa    da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos. In: &lt;i&gt;Prosas.    &lt;/i&gt;Coimbra, Ed. da Universidade, 1926.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;SILVA, R.&lt;i&gt; D.    João II e a nobreza. &lt;/i&gt;Lisboa, 1910.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v1n1/1a04f7.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;(...) atividade material e o comércio material dos homens, como a linguagem da vida real As representações, os pensamentos, o comércio espiritual dos homens se apresentam, nessas circunstâncias, como emanação direta de seu comportamento material&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A história do pensamento político sería a arena das idéias, num confronto de paradigmas abstratos, vencendo uns no imperativo de sua coerência e energia internas. Sequer no território da ciência pura teria pertinência o modelo: o fato científico e a teoria não são categorias separáveis.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;As condições sócio-econômicas foram o terreno fértil para a instalação da muralha que isolará Portugal da Europa, apoiado na Reforma Católica e na Contra-reforma. (...) O Humanismo, sob as severas penas da Inquisição, estava banido de Portugal.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Antes daquele acontecimento - escreveu o marquês de Pombal - todas as reformas, que a política poderia intentar, dariam em falso (...) é necessário um golpe de raio, que abisme, e subverta tudo, para tudo reformar (...) Uma calamidade pública, de ordinário, reúne os corações, e espíritos. Quanto não pode fazer um reformador.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O certo é que a irrupção pombalina rearticulou o Estado (...). Por aí entraria em Portugal o Liberalismo, com a Revolução de 1820 e por aí se fixaria o modelo liberal do Brasil, oficial e dirigido do alto, como apêndice do Estado.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os comerciantes, a burguesia comercial, que depois se ligara ao elemento reacionário na transação da Independência, portugueses pela origem e pelos interesses, aliam-se ao poder, depois integrando-se na Corte. Eles serão o esteio do Liberalismo oficial, transmigrado de Portugal.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O fim político do colonialismo, já destruído economicamente em 1808, será a independência, com o abandono da plataforma liberal, em favor da construção do Império. Esta linha adotará o nome, sem conservar a coisa, não por astúcia, mas pela limitação do princípio dentro do Estado transmigrado.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O ciclo se fecha: o absolutismo reformista assume, com o rótulo, o Liberalismo vigente, oficial, o qual, em nome do Liberalismo, desqualificou os liberais. Os liberais do ciclo emancipador foram banidos da história das liberdades, qualificados de exaltados, de extremados, de quiméricos, teóricos e metafísicos.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;a name="back"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141987000100004#not"&gt;*&lt;/a&gt; Observe-se que as referências bibliográficas, a seguir, não indicam adesão ao autor citado, senão que o assunto foi por ele versado, embora em outros termos e com diferente sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div class="spacer"&gt; &lt;/div&gt;&lt;!----&gt;&lt;span class="normal"&gt;© &lt;/span&gt;&lt;span class="negrito" style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;i&gt;2009            Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-2392251663554744130?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/2392251663554744130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=2392251663554744130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2392251663554744130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/2392251663554744130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/faoro-existe-um-pensameto-politico.html' title='Faoro - Existe um pensameto político brasileiro?'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-406911893334892164</id><published>2009-04-13T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T14:12:33.234-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Nabuco'/><title type='text'>O abolicionismo - Joaquim Nabuco</title><content type='html'>O texto integral de O Abolicionismo, de Joaquim Nabuco, pode ser encontrado nos links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) http://www.culturabrasil.pro.br/oabolicionismo.htm&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=1835&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou ainda&lt;br /&gt;3) http://www.scribd.com/doc/4762655/O-Abolicionismo-Joaquim-Nabuco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-406911893334892164?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/406911893334892164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=406911893334892164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/406911893334892164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/406911893334892164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/o-abolicionismo-joaquim-nabuco.html' title='O abolicionismo - Joaquim Nabuco'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-7649910931798682575</id><published>2009-04-09T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T13:51:04.793-07:00</updated><title type='text'>Tavares Bastos - A PROVÍNCIA</title><content type='html'>O livro A província: estudo sobre a descentralização no Brasil, de Tavares Bastos, pode ser lido diretamente na internet pelo link de um arquivo norte-americano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.archive.org/stream/aprovinciaestud00bastgoog&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-7649910931798682575?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/7649910931798682575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=7649910931798682575&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7649910931798682575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/7649910931798682575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/provincia-tavares-bastos.html' title='Tavares Bastos - A PROVÍNCIA'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-8238394281580500732</id><published>2009-04-07T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T07:33:54.713-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tavares Bastos: um liberalismo descompassado'/><title type='text'>Tavares Bastos: um liberalismo descopassado</title><content type='html'>Segue o link do texto da Walkíria Domingues Leão Rego sobre o Tavares Bastos, da Revista da USP, dossiê liberalismo-neoliberalismo. O título já é bastante sugestivo e o texto é excelente: "Tavares Bastos: um liberalismo decompassado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.usp.br/revistausp/17/06-walquíria.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-8238394281580500732?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/8238394281580500732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=8238394281580500732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/8238394281580500732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/8238394281580500732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/tavares-bastos-um-liberalismo.html' title='Tavares Bastos: um liberalismo descopassado'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-4907356790910065291</id><published>2009-04-07T07:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T07:37:15.184-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tavares Bastos e os dilemas do liberalismo no Brasil'/><title type='text'>Tavares Bastos e os dilemas do liberalismo</title><content type='html'>Lá vai uma boa indicação de leitura sobre Tavares Bastos: a tese de Antonio Marcelo J. F. da Silva  do IUPERJ. A versão digital encontra-se no site da biblioteca de teses do IUPERJ, incrita sob o endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.iuperj.br/biblioteca/teses/Antoniomarcelo.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo autor, Antonio Marcelo Jackson F. da Silva, há um artigo que resume um dos capítulos da tese. Achei o texto fraco, sem muito conteúdo explicativo ou inovador. Segue o link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.achegas.net/numero/33/antonio_silva_33.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/cite&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3726417947763627227-4907356790910065291?l=pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/feeds/4907356790910065291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3726417947763627227&amp;postID=4907356790910065291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4907356790910065291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3726417947763627227/posts/default/4907356790910065291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentopoliticobrasileiro.blogspot.com/2009/04/tavares-bastos-e-os-dilemas-do.html' title='Tavares Bastos e os dilemas do liberalismo'/><author><name>José Henrique ARTIGAS de Godoy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143588906134649187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3726417947763627227.post-7957601755209759811</id><published>2009-04-06T06:34:00.001-07:00</published><updated>2009-04-06T06:37:24.396-07:00</updated><title type='text'>Alfredo Bosi - A escravidão entre dois liberalismos</title><content type='html'>Leiam esse artigo, que já é um clássico sobre o assunto, originalmente publicado em Dialética da colonização e republicado pela Revista do Instituto de Estudos Brasileiros da USP.&lt;br /&gt;O artigo escontra-se no link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Estudos Avançados&lt;/h2&gt;&lt;h2 id="printISSN"&gt;&lt;span xmlns="" class="nomodel"  style="color:#000080;"&gt;Print ISSN 0103-4014&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;Estud. av. vol.2 no.3 São Paulo Sept./Dec. 1988&lt;/h3&gt;&lt;h4 id="doi"&gt;  doi: 10.1590/S0103-40141988000300002        &lt;/h4&gt;&lt;div class="index,pt"&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;ARTIGOS    ASSINADOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;A escravidão    entre dois liberalismos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Alfredo Bosi&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;"It    was freedom to destroy freedom."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;W.E.B.    Du Bois&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;"Senhores, se isso fosse crime, seria um crime geral no Brasil; mas eu sustento que, quando em uma nação todos os partidos políticos ocupam o poder, quando todos os seus homens políticos têm sido chamados a exercê-lo, e todos eles são concordes em uma conduta, é preciso que essa conduta seja apoiada em razões muito fones; impossível que ela seja um crime, e haveria temeridade em chamá-la um erro!"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Eusébio    de Queirós - Fala à Câmara em 1852.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Uma das conquistas teóricas do marxismo foi ter descoberto que é nas práticas sociais e culturais, fundamente enraizadas no tempo e no espaço, que se formam as ideologias e as expressões simbólicas em geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O núcleo temático    de &lt;i&gt;A Ideologia Alemã, &lt;/i&gt;que Marx e Engels escreveram em 1846, expõe a relação    íntima que as representações de uma sociedade mantêm com a sua &lt;i&gt;realidade    efetiva. &lt;/i&gt;As práticas, tomando-se a palavra no seu sentido mais lato, são    o fermento das idéias na medida em que estas visam a &lt;i&gt;racionalizar &lt;/i&gt;aspirações difusas nos seus produtores e veiculadores. A ideologia compõe retoricamente (isto é, em registros de persuasão) certas motivações particulares e as dá como necessidades gerais. Nos seus discursos, o interesse e a vontade exprimem-se, ou &lt;i&gt;traem-se, &lt;/i&gt;sob a forma de algum princípio abstrato ou alguma razão    de força maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A crítica histórica do século XX herdou    esse olhar de suspeita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Dizia Andrade Figueira, deputado escravista,    ao combater na Câmara a proposta da Lei do Ventre Livre:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Serei hoje    &lt;u&gt;a voz dos interesses gerais&lt;/u&gt;, agrícolas e comerciais, diante do movimento que a propaganda abolicionista pretende imprimir à emancipação da escravatura no Brasil. Trata-se da conservação das forças vivas que existem no país e constituem exclusivamente a sua riqueza. É questão de damno vitando"&lt;a name="1not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not1"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Para entender a articulação de ideologia liberal com prática escravista é preciso refletir sobre os modos de pensar dominantes da classe política brasileira que se impôs nos anos da Independência e trabalhou pela consolidação do novo Império entre 1831 e 1860 aproximadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O que atuou eficazmente em todo esse período de construção do Brasil como Estado autônomo foi um ideário de fundo conservador; no caso, um complexo de normas jurídico-políticas capazes de garantir a propriedade fundiária e escrava até o seu limite possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Não é finalidade destas linhas retomar o quadro histórico do sistema agroexportador que caracterizou a sociedade brasileira do século XIX. Obras notáveis já o fizeram com riqueza de dados e abonações textuais. Supõe-se aqui a sua leitura, não importando, antes servindo de estímulo, a diversidade das posições teóricas que as enformam. &lt;i&gt;Casa Grande &amp;amp; Senzala &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Sobrados e Mucambos,    &lt;/i&gt;de Gilberto Freyre; &lt;i&gt;Formação do Brasil Contemporâneo, &lt;/i&gt;de Caio Prado    Jr.; &lt;i&gt;História do Café no Brasil, &lt;/i&gt;de Affonso de Taunay; &lt;i&gt;Capitalismo    e Escravidão, &lt;/i&gt;de Eric Williams; &lt;i&gt;Formação Econômica do Brasil, &lt;/i&gt;de    Celso Furtado; &lt;i&gt;Grandeza e Decadência do Café no Vale do Paraíba, &lt;/i&gt;de Stanley    Stein; &lt;i&gt;Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, &lt;/i&gt;de Fernando Henrique    Cardoso; &lt;i&gt;As Metamorfoses do Escravo, &lt;/i&gt;de Octavio Ianni; &lt;i&gt;Da Senzala    à Colonia, &lt;/i&gt;de Emília Viotti da Costa; &lt;i&gt;Homens Livres na Ordem Escravocrata,    &lt;/i&gt;de Maria Sylvia Carvalho Franco; &lt;i&gt;A Formação do Povo no Complexo Cafeeiro,    &lt;/i&gt;de Paula Beiguelman; &lt;i&gt;Os Últimos Anos da Escravatura no Brasil, &lt;/i&gt;de    Robert Conrad; e &lt;i&gt;O Escravismo Colonial, &lt;/i&gt;de Jacob Gorender - nos dão a análise do processo pelo qual os senhores de engenho e os fazendeiros de café regularam a vida econômica da nova nação e compuseram, desde a ruptura com o pacto colonial, a sua hegemonia em estreita conexão com o comércio internacional e o tráfico negreiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Quanto à obra política    dessa classe, encontrou intérpretes de pulso em Tavares Bastos (&lt;i&gt;A Província,    Cartas do Solitário&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;Joaquim Nabuco (&lt;i&gt;Um Estadista do Império&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;,    &lt;/i&gt;José Maria dos Santos (&lt;i&gt;A Política Geral do Brasil&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;Victor    Nunes Leal (&lt;i&gt;Coronelismo, Enxada e Voto&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;Raymundo Faoro (&lt;i&gt;Os    Donos do Poder&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;José Honório Rodrigues (&lt;i&gt;Conciliação e Reforma    no Brasil&lt;/i&gt;) e Sérgio Buarque de Holanda (&lt;i&gt;Do Império à República&lt;/i&gt;)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O objetivo deste ensaio é desenhar o perfil ideológico que correspondeu, efetivamente, ao regime de cativeiro a partir do momento em que o Brasil passou a integrar o mercado livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Um Falso Impasse:    ou escravismo ou liberalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O par, formalmente dissonante, escravismo-liberalismo, foi, no caso brasileiro pelo menos, apenas um paradoxo verbal. O seu consórcio só se poria como contradição real se se atribuísse ao segundo termo, &lt;i&gt;liberalismo,    &lt;/i&gt;um conteúdo pleno e concreto, equivalente à ideologia burguesa do trabalho livre que se afirmou ao longo da revolução industrial européia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Ora, esse liberalismo ativo e desenvolto    simplesmente não existiu, &lt;i&gt;enquanto ideologia dominante, &lt;/i&gt;no período que    se segue à Independência e vai até os anos centrais do Segundo Reinado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A antinomia tantas vezes acusada, e    o travo de &lt;i&gt;nonsense &lt;/i&gt;que dela poderia nascer (mas como é possível um liberalismo    escravocrata?), merecem um tratamento rigoroso que os desfaça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Para entender o caráter próprio da ideologia vitoriosa nos centros de decisão do Brasil pós-colonial, convém examinar a sua evolução interna que acompanha o ascenso dos grupos escravistas. Formado ao longo das crises da Regência, o núcleo conservador definiu-se, pela voz dos seus líderes, Bernardo Pereira de Vasconcelos, Araújo Lima e Honorio Hermeto, como o "Partido da Ordem", no ano crítico de 1837 e logo após a renúncia de Feijó. A sua história é a de uma aliança estratégica, flexível mas tenaz, entre as oligarquias mais antigas do açúcar nordestino e as mais novas do café no Vale do Paraíba, as firmas exportadoras, os traficantes negreiros, os parlamentares que lhes davam cobertura, e o braço militar chamado sucessivas vezes, nos anos de 1830 e 40, para debelar surtos de facções que espocavam nas províncias. Ao radicalismo impotente desses grupos locais opôs-se, desde o começo, o chamado &lt;i&gt;liberalismo moderado, &lt;/i&gt;que exerceu, de fato, o poder tanto na fase regencial quanto nos anos iniciais do Segundo Império. As divisões internas não tocaram sua unidade profunda na hora da ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O tráfico, mais ativo do que nunca, trouxe aos engenhos e às fazendas cerca de 700 mil africanos entre 1830 e 1850. As autoridades, apesar de eventuais declarações em contrário, faziam vista grossa à pirataria que facultava o transporte de carne humana, formalmente ilegal desde o acordo com a Inglaterra em 1826 e a lei regencial de 7 de novembro de 1831. A última qualificava como livres os africanos aqui aportados dessa data em diante ... Lembro a "Fala do Negreiro", personagem da comédia de Martins Pena, &lt;i&gt;Os Dous ou o Inglês Maquinista:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;— Há por aí além uma costa tão larga    e algumas autoridades tão condescendentes!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Estávamos em 1842.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A observação do comediógrafo rima perfeitamente    com os dados levantados por Robert Conrad para aqueles mesmos anos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Os juízes dos distritos em que os escravos eram desembarcados passavam a receber comissões regulares, referidas como sendo fixadas em 10,8% do valor de cada africano desembarcado. Os escravos eram trocados diretamente por sacas de café nas praias, reduzindo assim a fórmula econômica - 'o café é o negro' - a uma realidade"&lt;a name="2not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not2"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Conrad ilustra com numerosos fatos a conivência dos governos regencial e imperial a partir de 1837: "No regime de Vasconcelos o tráfico escravista se desenvolve com uma nova vitalidade que prosseguiu por aproximadamente 14 anos, sob regimes conservadores e liberais, apoiado e sustentado pelas próprias autoridades cuja tarefa era fazer cessar o tráfico"&lt;a name="3not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not3"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Para conhecer o ponto de vista do outro lado (o governo inglês), o melhor testemunho é o de Gladstone, primeiro-ministro, que, falando à Câmara dos Comuns em 1850, desabafava: "Temos um tratado com o Brasil, tratado que esse país dia a dia quebra, há vinte anos. Forcejamos por assegurar a liberdade dos africanos livres; trabalhamos até conseguir que os brasileiros declarassem criminosa a importação de escravos. Esse acordo é incessantemente transgredido"&lt;a name="4not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not4"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O tratado anglo-brasileiro de 1826 já arrancara, de resto, protestos nacionalistas desde a sessão da Câmara de 1827, em que se propôs nada menos que a sua impugnação. O representante de Goiás, brigadeiro Cunha Matos, aplaudido por vários colegas, deplorou que os brasileiros tivessem sido "forçados, obrigados, submetidos e compelidos pelo governo britânico a assinar uma convenção onerosa e degradante sobre assuntos internos, domésticos e puramente nacionais, da competência exclusiva do livre e soberano legislativo e do augusto chefe da nação brasileira"&lt;a name="5not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not5"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Clemente Pereira, cujas antigas bandeiras maçônicas e ilustradas eram notórias, e que fora um dos pilares da Independência, também se pronunciou contra a ingerência britânica no controle dos navios negreiros; medida que verberou como "o ataque mais direto que se poderia fazer à Constituição, à dignidade nacional, à honra e aos &lt;u&gt;direitos individuais&lt;/u&gt; dos cidadãos brasileiros"&lt;a name="6not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not6"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; . Para toda a retórica desse período vale a frase de José de Alencar: "ser liberal significava ser brasileiro" (Cartas a Erasmo, VI).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A argumentação conseguiu, de fato, ser nacionalista e bravamente fiel aos princípios do livre-comércio. Em 1835, Bernardo Pereira de Vasconcelos, ainda &lt;i&gt;moderado, &lt;/i&gt;proporia emenda revogando a lei antiescravista de 1831: a sua atitude recebeu apoio maciço dos deputados à Assembléia Provincial de Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A defesa patriótica do tráfico não era, aliás, apanágio de parlamentares mineiros. Na Câmara de Paris, onde é razoável supor que o liberalismo estivesse em casa sob a batuta de Luís Filipe, a maioria dos deputados vetou o acordo que Guizot fizera, em 1841, com a Inglaterra permitindo que fiscais da Marinha britânica suspeitos de carregar negros&lt;a name="7not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not7"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.    &lt;i&gt;Énrichessez-vous! &lt;/i&gt;Entre os hesitantes, ainda àquela altura, estava Alexis    de Tocqueville. A defesa da &lt;i&gt;integridade nacional &lt;/i&gt;se sobrepunha aos escrúpulos    então ditos &lt;i&gt;filantrópicos &lt;/i&gt;e, afinal, resguardava os tumbeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O discurso dominante de 1836 a 1850 foi, entre nós, uma variante pragmática de certas posições já assumidas pelos chamados &lt;i&gt;patriotas &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;liberais históricos, &lt;/i&gt;que herdaram os frutos    do Sete de Setembro. E por que &lt;i&gt;históricos? &lt;/i&gt;Porque foram, sem dúvida, as lutas da burguesia agroexportadora que tinham cortado os privilégios da Metrópole graças à abertura dos portos em 1808; esses mesmos patriotas tinham garantido, para si e para a sua classe, as liberdades de produzir, mercar e representar-se na cena política. &lt;i&gt;Daí, o caráter funcional e tópico do seu liberalismo. &lt;/i&gt;Quanto    aos &lt;i&gt;conservadores, &lt;/i&gt;assim autobatizados de 1836 em diante, apenas secundaram os moderados, a cujo grêmio até então pertenciam, sucedendo-os nas práticas do poder e baixando o tom da sua retórica. Mantendo sob controle terras, café e escravos, bastava-lhes o registro seco, prosaico, às vezes duro, da linguagem administrativa. É o estilo da eficiência: o estilo "saquarema" de Eusébio, Itaboraí, Uruguai, Paraná.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Comércio livre, primeira e principal bandeira dos colonos patriotas, não significava, necessariamente, e não foi, efetivamente, sinônimo de trabalho livre. O liberalismo econômico não produz &lt;i&gt;sponte sua, &lt;/i&gt;a liberdade social e política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O comércio franqueado às nações amigas,    que o término do &lt;i&gt;exclusivo &lt;/i&gt;acarretou, não surtiu mudanças na composição da força de trabalho: esta continuava escrava (não por inércia, mas pela dinâmica mesma da economia agroexportadora), ao passo que a nova prática mercantil pós-colonial se honrava com o nome de liberal. Daí resulta a conjunção peculiar ao sistema econômico-político brasileiro, e não só brasileiro, durante a primeira metade do século XIX: liberalismo mais escravismo. A boa consciência dos promotores do nosso &lt;i&gt;laissez-faire &lt;/i&gt;se bastava com as franquezas do mercado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nesse bloco histórico não é de estranhar absolutamente que a supressão do tráfico demorasse, como demorou, 25 anos para efetuar-se ao arrepio de tratados que expressamente o proibiam. Quanto à abolição total, só viria a ser decretada em 1888, isto é, só quando a imigração do trabalhador europeu já se fizera um processo vigoroso em São Paulo e nas províncias do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Volto à compreensão    contextual, não-abstrata, do termo &lt;i&gt;liberalismo. &lt;/i&gt;Enquanto opção cultural, de corte europeu, afim à luta burguesa na Inglaterra e na França, o liberalismo político se abriria, lentamente aliás, para um projeto de cidadania ampliada. Essa, porém, não era a situação brasileira onde a Independência não chegou a ser um conflito interno de classes. O confronto aqui se deu, fundamentalmente, entre os interesses dos colonos e os projetos recolonizadores de Portugal, na verdade já reduzido à quase-impotência depois da abertura dos portos em 1808. Os nossos patriotas ilustrados cumpriram a missão de cortar o fio umbilical também na esfera jurídico-política. Sob a hegemonia dos moderados e, depois, dos &lt;i&gt;regressistas, &lt;/i&gt;o liberalismo pós-colonial deitou raízes nas práticas reprodutoras e autodefensivas daqueles mesmos colonos, enfim emancipados. O seu movimento conservou as franquias obtidas na fase inicial, antilusitana, do processo, mas jamais pretendeu estendê-las ou reparti-las generosamente com os grupos subalternos. O nosso liberalismo esteve assim apenas à altura do nosso contexto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Liberalismo" - diz Raymundo Faoro - "não significava democracia, termos que depois se iriam dissociar, em linhas claras e, em certas correntes, hostis"&lt;a name="8not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not8"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A pergunta de fundo é então: o que pôde,    estruturalmente, denotar o nome &lt;i&gt;liberal, &lt;/i&gt;quando usado pela classe proprietária    no período de formação do novo Estado?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Uma análise semântico-histórica aponta    para quatro significados do termo, os quais vêm isolados ou variamente combinados:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;1) &lt;i&gt;Liberal, &lt;/i&gt;para a nossa classe    dominante até os meados do século XIX, pôde significar &lt;i&gt;conservador das liberdades,    &lt;/i&gt;conquistadas em 1808, &lt;i&gt;de produzir, vender e comprar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;2) &lt;i&gt;Liberal &lt;/i&gt;pôde, então, significar    &lt;i&gt;conservador da liberdade,&lt;/i&gt; alcançada em 1822, &lt;i&gt;de representar-se    politicamente; &lt;/i&gt;ou, em outros termos, ter o direito de eleger e de ser eleito    na categoria de cidadão qualificado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;3) &lt;i&gt;Liberal &lt;/i&gt;pôde, então, significar    &lt;i&gt;conservador da liberdade &lt;/i&gt;(recebida como instituto colonial e relançada    pela expansão agrícola) &lt;i&gt;de submeter o trabalhador escravo mediante coação    jurídica.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;4) &lt;i&gt;Liberal &lt;/i&gt;pôde, enfim, significar    &lt;i&gt;capaz de adquirir novas terras em regime de livre concorrência, &lt;/i&gt;alterando    assim o estatuto fundiário da Colônia no espírito capitalista da Lei de Terras    de 1850.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A classe fundadora do Império do Brasil consolidava, portanto, as suas prerrogativas econômicas e políticas. Econômicas: comércio, produção escravista, compra de terras. Políticas: eleições indiretas e censitárias. Umas e outras davam um conteúdo concreto ao seu liberalismo. Que se tornou, por extensão e diferenciação grupai, o fundo mesmo do ideário corrente nos anos 40 e 50.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A historiografia da Regência já contou, por miúdo, a passagem do partido moderado, no qual se encontravam todos, Evaristo e Feijó, Vasconcelos e Honorio Hermeto, para o Regresso (tenho adotado a partir de 1836), quando os últimos alijaram e substituíram os primeiros, a pretexto de impor a ordem interna ameaçada pelas rebeliões provinciais. É o significado pontual da arquicitada profissão de fé de Vasconcelos, mentor da reação que vai marcar o início do Segundo Reinado:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Fui liberal, então a liberdade era nova no país, estava nas aspirações de todos, mas não nas leis, nas idéias práticas; o poder era tudo; fui liberal. Hoje, porém, é diverso o aspecto da sociedade: os princípios democráticos tudo ganharam e muito comprometeram; a sociedade, que então corria o risco pelo poder, corre agora o risco pela desorganização e pela anarquia. Como então quis, quero hoje servi-la, quero salvá-la, e por isso sou regressista. Não sou trânsfuga, não abandono a causa que defendi no dia de seus perigos, da sua fraqueza, deixo-a no dia em que tão seguro é o seu triunfo que até o excesso a compromete"&lt;a name="9not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not9"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Em outras palavras, o discurso quer dizer: a política de centralização é o antídoto necessário a uma divisão do País, que, por seu turno (e aí vem a razão calada), seria fatal ao novo centro econômico valparaibano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O percurso de Vasconcelos e o êxito    político do Regresso fazem pensar que a &lt;i&gt;moderação &lt;/i&gt;dos liberais de 1831 acabaria, cedo ou tarde, assumindo a sua verdadeira face, conservadora. Os traficantes foram poupados; e os projetos iluministas, raros e esparsos, de abolição gradual foram reduzidos ao silêncio. Deu-se ao Exército o papel de zelar pela &lt;i&gt;unidade    nacional &lt;/i&gt;contra as tendências centrífugas dos clãs provinciais. Vencidos    os últimos Farrapos, estava salva a &lt;i&gt;sociedade: &lt;/i&gt;no caso, o Estado aglutinador de latifundiários, seus representantes, tumbeiros e burocracia. A retórica liberal trabalha seus discursos em torno de uma figura redutora por excelência, a sinédoque, pela qual o todo é nomeado em lugar da parte, implícita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Hermes Lima, no prefácio que escreveu    para &lt;i&gt;A Queda do Império &lt;/i&gt;de Rui Barbosa, entende o Regresso como um mecanismo político de estratégia dos grupos que se destacaram do bloco liberal-moderado no exato momento (1835-37) em que a expansão do café no Vale do Paraíba demandava maior ingresso de africanos. A propriedade escrava e, no seu bojo, o tráfico, passavam a ser, efetivamente, o eixo de uma economia que se montara na esteira da liberação dos portos e das franquias comerciais. "It was freedom to destroy freedom", na frase lapidar de Du Bois.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nessa altura, os cafeicultores almejavam um Estado forte, uma administração coesa e prestante ou, nos seus repetidos termos, precisavam manter, a todo custo, a unidade nacional. Foi a bandeira do Regresso. O padre Feijó, renunciando ao cargo de Regente em meio a dificuldades extremas, fizera perigar o cumprimento desse desígnio, na medida em que supunha ser inevitável a tendência separatista de algumas províncias mais turbulentas como Pernambuco e o Rio Grande do Sul. Somando-se a essa atitude de desistência de sua luta, outrora tão ferrenha contra as facções locais, teria havido no padre paulista um maior empenho de honrar os acordos antitráfico feitos com a Inglaterra e sabotados por uma legião de coniventes. Em contrapartida, a ala saquarema, que toma em 1837 o lugar de Feijó, reacende &lt;i&gt;manu militari    &lt;/i&gt;o ideal de um Império unido, ao mesmo tempo que vai transigindo largamente com o comércio negreiro, o que insufla alento às bases do novo complexo agroexportador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v2n3/3a02f1.gif" /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Tudo se apresenta imbricado: o centralismo    se diz &lt;i&gt;nacional &lt;/i&gt;e vale-se do Exército, que toma vulto no período; o tranco é utilíssimo à expansão do café; enfim, o Partido da Ordem abraça todas essas bandeiras que, plantadas no centro do poder, a Corte fluminense, irão manter-se firmes até, pelo menos, os fins dos anos 50. O Partido Liberal, em grande parte desertado, ora alterna com o Conservador, ora com este se combina, mas, em ambos os casos, os discursos oficiais se alinham com os compromissos oligárquicos, sua moeda corrente. Joaquim Nabuco acertou em cheio ao historiar a situação: a reação conservadora "pretendia representar a verdadeira tradição liberal do país"&lt;a name="10not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not10"&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. E Octávio Tarqüínio de Sousa também advertiu os    liames entre os moderados e os regressistas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Bem consideradas, porém, as coisas, nenhuma divergência substancial os dividia: o 'regresso' de Vasconcelos não contradizia a 'moderação' de Evaristo: era apenas uma evolução, uma transformação; o 'regresso' consolidava por assim dizer a obra da "moderação'"&lt;a name="11not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not11"&gt;&lt;sup&gt;11&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.    O tom apologético não infirma a justeza da análise...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nada haveria, a rigor, de excêntrico, deslocado ou postiço na linguagem daqueles políticos brasileiros que, usando o termo &lt;i&gt;liberalismo &lt;/i&gt;em um sentido datado, &lt;i&gt;pro domo sua, &lt;/i&gt;legitimaram o cativeiro por um tempo tão longo e só o restringiram sob pressão internacional. Uma proposta moderna e democrática sustentada pelas oligarquias rurais é que teria sido, nos meados do século XIX, uma idéia extemporânea. Mas esse projeto não se concebeu nem aqui, nem em Cuba, nem nas Antilhas inglesas e francesas que viviam o mesmo regime de&lt;i&gt; plantation, &lt;/i&gt;nem no reino do algodão do Velho Sul americano. Em todas essas regiões, políticos defensores do liberalismo econômico ortodoxo velaram pela manutenção do trabalho escravo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nem houve propriamente ficções jurídicas, à européia, ocultando o latifúndio, o tráfico, a escravidão. Houve, sim, um uso bastante eficaz das instituições parlamentares pelos senhores de engenho e das fazendas. As Câmaras serviam de instrumento à classe dominante que, sem os canais jurídicos estabelecidos, não controlariam a administração de um tão vasto país. "Máquina admirável", assim chamou o nosso regime parlamentar e monárquico um paladino da reação conservadora&lt;a name="12not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not12"&gt;&lt;sup&gt;12&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;No fim do Primeiro Império a oposição a D. Pedro I fora comandada por homens fiéis ao parlamentarismo inglês como Bernardo Pereira de Vasconcelos que, ao mesmo tempo (1829), escandalizava o reverendo Robert Walsh por sua atitude escravista: "Entre as fraquezas de Vasconcelos está advogar a causa do tráfico de escravos; e o tratado com a Inglaterra para sua abolição total em breve, e a nossa disposição em fazê-lo cumprir se contam entre as suas reservas a nosso respeito"&lt;a name="13not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not13"&gt;&lt;sup&gt;13&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Um ressentimento amargo contra os ingleses fiscais do oceano, e que lembra a anglofobia dos confederados sulinos, não era peculiar a Vasconcelos apenas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Mas nada turvava a admiração pelos discursos da Câmara dos Comuns ... Os gabinetes e os Conselhos de Estado que congelaram, por largos anos, as idéias de emancipação (mesmo quando bafejadas pelo Imperador, como ocorreu nas Falas do Trono de 67 e 68) reuniam homens para os quais os chamados &lt;i&gt;princípios liberais &lt;/i&gt;só adquiriam um    sentido forte, e até concitante e polêmico, quando aplicados ao já clássico    debate entre &lt;i&gt;constitucionais &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;absolutistas. &lt;/i&gt;A discussão não era acadêmica nem bizantina. A luta, que fora crucial na Europa pós-napoleônica até a Revolução de 1830, encontrou aqui variantes nas arremetidas dos patriotas contra &lt;i&gt;o jugo da metrópole &lt;/i&gt;e, pouco depois, contra os ímpetos voluntariosos de Pedro I. O liberalismo à inglesa se fazia necessário para que a classe economicamente dominante assumisse o seu papel de grupo dirigente. Esse o alcance e limite do nosso liberalismo oligárquico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Analisando a conduta autodefensiva dos    liberais, comentava Saint-Hilaire no ano em que se fazia a Independência:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Mas são estes homens que, no Brasil, foram os cabeças da Revolução; não cuidavam senão em diminuir o poder do Rei, aumentando o próprio. Não pensavam, de modo algum, nas classes inferiores"&lt;a name="14not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not14"&gt;&lt;sup&gt;14&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O arguto observador poderia ter dito,    utilizando o jargão da época: "Esses homens eram liberais constitucionais''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Parlamentares ardidos em face da Coroa, antidemocratas confessos perante a vasta população escrava ou pobre. Nem rei, nem plebe: nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O contrato social fechado e excludente, propício aos homens que tinham concorrido para desfazer o pacto colonial, verteu-se em um documento solene. Foi a Constituição de 1824. A Carta, apesar de outorgada por um gesto autoritário de Pedro I, satisfez à maioria dos novos pactários que detinham, de fato, o poder decisório da recente nação. Era uma aliança entre os direitos dos &lt;i&gt;beati possidentes    &lt;/i&gt;e os privilégios do monarca. O liberalismo restrito do seu texto não destoava das cautelas da Carta restauradora francesa que, em 1814, acolhera entre os seus mecanismos de governo a figura do Poder Moderador teorizada por Benjamin Constant. As liberdades fruidas pelos &lt;i&gt;citoyens &lt;/i&gt;(cidadãos-proprietários) exorcizavam o fantasma de uma igualdade tida por abstrata e anárquica, e que, se realizada, somaria imprudentemente possuidores e não-possuidores. E por que esse liberalismo a meias, corrente na França cartista, não se ajustaria como uma luva à mais que exígua classe votante do Brasil Império? Por acaso as propostas levadas à Assembléia Constituinte em 1823 tinham ido além da proteção à agricultura, ao livre-câmbio, ao comércio franco? Deixara-se intacta a instituição do trabalho forçado. A &lt;i&gt;Representação &lt;/i&gt;de José Bonifácio não chegou a ser matéria de    debate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Promulgada a Lei Maior, logo engendrou-se o mito da sua intocabilidade, tônica dos discursos da oligarquia até o fim do regime. Os deputados conservadores preferiam, ainda em 1864, chamar-se, pura e simplesmente, "constitucionais". Assim fazendo, abriram uma brecha para os liberais se apoderarem de um rótulo que ficara vago e os tentava: na mesma ocasião criou-se um grupo "liberal-conservador''...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A Carta virou um pendão sacralizado pela aura dos tempos heróicos da Independência. Por trás do seu pesado biombo auriverde, onde os mesmos fios de seda bordavam ramos de café e de fumo e o escudo dinástico dos Braganças, aninhavam-se o voto censitário, a eleição indireta e o direito inviolável à propriedade escravista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A tática centralizante da última Regência, que a precoce maioridade de Pedro II viria consumar, foi mais uma garantia para a burguesia fundiária; o fato de ter sido apressada por alguns militantes da facção liberal não impediu que seus frutos fossem depressa colhidos e longamente saboreados pelos saquaremas. A partir de 1843 a Câmara é invadida por uma "cerrada falange reacionária"&lt;a name="15not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not15"&gt;&lt;sup&gt;15&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Rebatendo para as condições européias: o regresso, difuso ou instituído, foi também o protagonista ideológico entre o Congresso de Viena e a Revolução de 48. A síntese cortante de Eric Hobsbawm diz bem a situação: "O liberalismo e a democracia pareciam mais adversários que aliados; o tríplice slogan da Revolução Francesa - liberdade, igualdade e fraternidade - expressava melhor uma contradição do que uma combinação"&lt;a name="16not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not16"&gt;&lt;sup&gt;16&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Lá, uma política utilitária amarrou-se estruturalmente à espoliação sem nome do novo proletariado. Aqui, o nosso ideário constitucional se nutriu do suor e do sangue cativo. Cá e lá os poderes cunharam a moeda fácil do nome liberal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;De qualquer modo, a especificidade reponta: o sistema de plantagem retardou ou fez involuir ideais ou surtos de caráter progressista. No começo do Segundo Reinado, a geração constitucional, abrigada à sombra do café valparaibano, resistiu ao governo inglês em tudo o que dissesse respeito ao tráfico. Conhece-se a posição drástica de Vasconcelos que não mudou até à sua morte em 1850. Em 1843, o &lt;i&gt;lobby &lt;/i&gt;dos escravistas espalhados    pelas várias províncias brasileiras parecia a Lord Brougham tão eficiente quanto    cínico:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Em primeiro lugar, temos a declaração expressa de um homem de bem do Senado do Brasil, de que a lei que aboliu o tráfico de escravos é notoriamente letra morta, tendo caído em desuso. Em segundo lugar, temos uma petição ou memorial da Assembléia Provincial da Bahia ao Senado urgindo pela revogação da lei; não que ela os incomode muito, mas porque a cláusula de que 'os escravos importados depois de 1831 são livres' embaraça a transação da venda e torna inconveniente possuir negros há pouco introduzidos no país. Eu encontro outra Assembléia Provincial, a de Minas Gerais, pedindo a mesma coisa com iguais fundamentos. Depois de insistir nos perigos para o país da falta de negros, o memorial acrescenta: - 'Acima de tudo, o pior de todos esses males é a imoralidade que resulta de habituarem-se os nossos cidadãos a violar as leis debaixo das vistas das próprias autoridades!' Eu realmente acredito que a história toda da desfaçatez humana não apresenta uma passagem que possa rivalizar com essa - nenhum outro exemplo de ousadia igual. Temos neste caso uma Legislatura Provincial, que se apresenta por parte dos piratas e dos seus cúmplices, os agricultores, que aproveitam com a pirataria, comprando-lhes os frutos, e em nome desses grandes criminosos insta pela revogação da lei que o povo confessa estar violando todos os dias, e da qual eles declaram que não hão de fazer caso enquanto continuar sem ser revogada; pedindo a revogação dessa lei com o fundamento de que, enquanto ela existir, resolvidos como estão a violá-la, eles se vêem na dura necessidade de cometer essa imoralidade adicional debaixo das vistas dos juizes que prestaram o juramento de executar as leis"&lt;a name="17not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not17"&gt;&lt;sup&gt;17&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O trabalho escravo era um fator estrutural da economia brasileira, tanto que o seu controle interno se fazia cada vez mais rígido. Em 1835, ainda antes de os regressistas chegarem ao poder, o parlamento liberal-moderado votou uma lei que punia de morte qualquer ato de rebeldia ou de ofensa aos senhores praticado por escravos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Esse, o quadro nacional. Mereceria um estudo comparativo a resistência à abolição nas colônias da Inglaterra, da França e da Holanda, países onde o pensamento liberal burguês já tomara a dianteira internacional. O governo britânico só promoveu a alforria geral nos seus domínios em 1833, com indenização plena aos proprietários, o que implicava reconhecimento aos &lt;i&gt;direitos &lt;/i&gt;destes. O parlamento holandês decretou a abolição em Suriname a partir de 1º de julho de 1863, pagando aos fazendeiros e "ficando os libertos sob proteção especial do Estado"&lt;a name="18not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not18"&gt;&lt;sup&gt;18&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.Quanto aos escravos da Guiana e das Antilhas Francesas, tiveram de esperar pelo decreto do Conselho Provisório de 27 de abril de 1848 para receberem a libertação coletiva que também importou em ressarcimento aos senhores. De pouco valera o belo gesto dos Convencionais que tinham aplaudido de pé a abolição no memorável Dezesseis do Pluvioso do Ano n da Revolução, 4 de fevereiro de 1794. Em 1802 Napoleão legaliza de novo a instituição que ainda agüentaria meio século. Cá e lá...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;"Laissez-faire"    e Escravidão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Há uma dinâmica interna no velho liberalismo econômico que, levando às últimas conseqüências a vontade de autonomia do cidadão-proprietário, se insurge contra qualquer tipo de restrição jurídica à sua esfera de iniciativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A doutrina do &lt;i&gt;laissez-faire &lt;/i&gt;data da segunda metade do século XVIII, com o advento da hegemonia burguesa, que assestou um golpe de morte nas corporações de ofícios e nos privilégios estamentais. Mas há também um uso colonial-escravista dos princípios ortodoxos; uso que, em retrospectiva, nos pode parecer abusivo ou cínico, mas que serviu cabalmente à lógica dos traficantes e dos senhores rurais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Um mercador da    costa atlântica da África citava, em favor de seus direitos de livre cidadão    britânico (&lt;i&gt;free-born&lt;/i&gt;), a Magna Carta, a qual lhe conferia o poder inalienável de comerciar o que bem entendesse, dispondo com igual franquia de todas as suas propriedades móveis, &lt;i&gt;semoventes &lt;/i&gt;e imóveis&lt;a name="19not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not19"&gt;&lt;sup&gt;19&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Esse direito, alegado por um negreiro em 1772, seria ainda a base de sustentação jurídica dos parlamentares que, no Brasil de 1884, obstaram aos trâmites da proposta do conselheiro Dantas que visava a alforriar os escravos maiores de 60 anos sem indenização aos senhores. O ministério caiu; e o Saraiva, que o sucedeu, teve que manter o princípio do pagamento obrigatório. Direito individual à propriedade de homens: válido em 1772, válido em 1884.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Celso Furtado viu com perspicácia que os nossos economistas liberais, a partir do visconde de Cairu, se mostraram mais fiéis a Adam Smith do que os próprios ingleses e yankees; os últimos souberam, sob a influência de Hamilton, dosar livre-comércio e protecionismo industrial sempre que lhes conveio. Comparando as idéias de Alexander Hamilton com as de Cairu, diz Furtado: "Ambos são discípulos de Adam Smith, cujas idéias absorveram diretamente e na mesma época na Inglaterra. Sem embargo, enquanto Hamilton se transforma em paladino da industrialização (...) Cairu crê supersticiosamente na mão invisível e repete: &lt;u&gt;deixai fazer&lt;/u&gt;, &lt;u&gt;deixai passar&lt;/u&gt;, &lt;u&gt;deixai    vender&lt;/u&gt;"&lt;a name="20not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not20"&gt;&lt;sup&gt;20&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A observação é    válida sobretudo para o período em que a hegemonia &lt;i&gt;regressista &lt;/i&gt;casou    &lt;i&gt;laissez-faire &lt;/i&gt;e trabalho escravo. Vasconcelos, que já vimos defender abertamente o tráfico (a ponto de propor a suspensão dos efeitos manumissores da lei de 1831!), era acérrimo inimigo de qualquer medida oficial que amparasse a incipiente manufatura brasileira em prejuízo da importação de produtos europeus. Porta-voz da mentalidade &lt;i&gt;agrária, &lt;/i&gt;vitoriosa nas eleições de 1836, Vasconcelos recusava a própria idéia da presença estatal na economia, valendo-se para tanto dos argumentos clássicos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"A nossa utilidade não está em produzir os gêneros e mercadorias, em que os estrangeiros se nos avantajam; pelo contrário devemos aplicar-nos às produções em que eles nos são inferiores. Nem é preciso que a lei indique a produção mais lucrativa: nada de direção do governo. O interesse particular é muito ativo e inteligente; ele dirige os capitais para os empregos mais lucrativos: a suposição contrária assenta numa falsa opinião, de que só o governo entende bem o que é útil ao cidadão e ao Estado. O governo é sempre mais ignorante que a massa geral da nação, e nunca se ingeriu na direção da indústria que não a aniquilasse, ou pelo menos a acabrunhasse. (...) Favor e opressão significam o mesmo em matéria de indústria, o que é indispensável é guardar-se o mais religioso respeito à propriedade e liberdade do cidadão brasileiro. As artes, o comércio e a agricultura não pedem ao governo se não o que Diógenes pediu a Alexandre - &lt;u&gt;retira-te do meu sol&lt;/u&gt;    - eles dizem em voz alta - não temos necessidade de favor: o de que precisamos    é liberdade e segurança"&lt;a name="21not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not21"&gt;&lt;sup&gt;21&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.    Adam Smith e Say não teriam sido mais enfáticos. &lt;i&gt;Mutatis mutandis (ma non    troppo), &lt;/i&gt;foi a linguagem da UDN e é a linguagem da UPR.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Mas qual era, a partir do tratado de 1826, o principal óbice à prática desse liberalismo ortodoxo tão cioso dos seus direitos? Era, precisamente, o controle do governo inglês exercido sobre o mercado negreiro internacional. Vasconcelos indignava-se com a pregação dos &lt;i&gt;philanthropists, &lt;/i&gt;em plena atividade, e se desabafava nestas palavras recolhidas por Walsh: "Eles protestam contra a injustiça desse comércio, dando como exemplo a imoralidade de algumas nações que o aceitam; não ficou, porém, demonstrado que a escravidão chegue a desmoralizar a tal ponto qualquer nação. Uma comparação entre o Brasil e os países que não têm escravos irá tirar qualquer dúvida a esse respeito". Acrescenta o reverendo, chocado: "Em seguida sugeriu que o governo brasileiro deveria entrar em acordo com a Inglaterra sobre a prorrogação da lei"&lt;a name="22not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not22"&gt;&lt;sup&gt;22&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. O argumento de Vasconcelos escorava-se no confronto entre as condições de trabalho no Brasil e na Europa, e voltaria com insistência nos discursos liberal-regressistas, sendo retomado por José de Alencar nas tumultuosas sessões que precederam à votação da Lei do Ventre Livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Esboça-se aqui a síndrome do liberalismo oligárquico brasileiro (e, no limite, neocolonial): entrosamento do País em uma rígida divisão internacional de produção; defesa da monocultura; recusa de toda interferência estatal que não se ache voltada para assegurar os lucros da classe exportadora. É claro que a proibição do comércio negreiro por parte do Estado (no caso, premido pela Inglaterra) restringiria a livre iniciativa do vendedor e do comprador da força de trabalho. O mesmo pensamento fez escola entre os escravistas do &lt;i&gt;Old South &lt;/i&gt;dos quais saiu    uma plêiade de economistas ortodoxos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Thomas Cooper,    autor de um manual smithiano bastante divulgado até os meados do século XIX    &lt;i&gt;(Lectures on the Elements of Political Economy, &lt;/i&gt;1826); George Tucker, primeiro titular de Economia da Universidade de Virgínia; e, sobretudo, Jacob Newton Cardozo, um dos redatores influentes da &lt;i&gt;Southern Review, &lt;/i&gt;todos    contestavam a idéia de que o braço cativo fosse &lt;i&gt;unprofitable. &lt;/i&gt;Para os sulistas, aqueles que teimavam em julgar a escravidão pouco rentável de certo atinham-se a uma concepção unilateral e abstrata da nova ciência, a qual crescia tão lentamente porque "os economistas europeus, ao tentarem construir sistemas de aplicação geral para todos os países, continuam, no fundo, a supor que as suas circunstâncias são naturais e universais. Nós sabemos que as riquezas das nações crescem a partir de fontes largamente diferentes. Por exemplo, a experiência revela que a escravidão no Sul tem produzido não só um alto grau de riqueza, como também uma partilha maior de felicidade para o escravo do que ocorre em muitos lugares onde a relação entre o empregador e o empregado é baseada em salários"&lt;a name="23not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not23"&gt;&lt;sup&gt;23&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. A mensagem política que aflora no texto é simples: deixai as coisas como estão, deixai-nos plantar nosso algodão, alargar nossas fronteiras, comprar escravos do Norte, ganhar dinheiro com o tráfico etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Se o nosso regime escravocrata devia    enfrentar a Inglaterra, o &lt;i&gt;laissez-faire &lt;/i&gt;algodoeiro do Sul desafiava a União, de onde partiam as leis restritivas: "Por volta de 1854", diz John Hope Franklin no seu admirável &lt;i&gt;From Slavery to Freedom, &lt;/i&gt;"os que se tinham engajado no comércio africano de escravos tornaram-se tão isolentes que advogavam abertamente a reabertura oficial de sua atividade". Entre 1854 e 1860 hão houve convenção comercial sulista que não considerasse a proposta de reabrir o tráfico. Na convenção do Montgomery de 1858 desencadeou-se um debate furioso sobre o problema. William L. Yancey, o &lt;i&gt;comedor-de-fogo &lt;/i&gt;de Alabama, argumentava, com certa lógica, que "se é um direito comprar escravos na Virgínia e levá-los a Nova Orleans, por que não é direito comprá-los em Cuba, no Brasil, ou na África, e levá-los para lá?". Nova Orleans era, em 1858, o grande mercado negreiro americano. Continua Franklin: "No ano seguinte, em Vicksburg, a convenção votou favoravelmente uma resolução recomendando que "todas as leis, estaduais ou federais, que proíbem o comércio africano de escravos, deveriam ser revogadas'. Só os estados do Sul superior ("upper South"), que desfrutavam dos lucros obtidos pelo tráfico doméstico de escravos, se opuseram à reabertura do tráfico africano"&lt;a name="24not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not24"&gt;&lt;sup&gt;24&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. O desrespeito à lei antitráfico foi, nos Estados Unidos dos anos 50, tão frontal quanto o do Brasil nos anos 40. Cá e lá, a liberdade, sem mediações, do Capital exigia a total sujeição do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;It was freedom to destroy freedom:    &lt;/i&gt;dialética do liberalismo no seu momento de expansão a qualquer custo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Um erudito historiador baiano escreveu, em 1844, um libelo contra a "deslealdade" da Inglaterra que, afetando ser amiga da nova nação brasileira, agia em nosso desfavor impedindo que a lavoura recebesse a preciosa mão-de-obra africana. Trata-se do dr. A.J. Mello Moraes e do seu opúsculo: &lt;i&gt;A Inglaterra e seos tractados. Memória, na qual previamente se demonstra que a Inglaterra não tem sido leal até o presente no cumprimento dos seus tractados. Aos srs. deputados geraes da futura sessão legislativa de 1845.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Volta aí a indefectível comparação: "Um inglês trata cem vezes pior um criado branco e seu igual do que nós a um dos nossos escravos"&lt;a name="25not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not25"&gt;&lt;sup&gt;25&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. A proposta de Mello Moraes é simples e drástica: o gabinete inglês "ou há de abandonar as suas colônias, por não haver gêneros coloniais para consumo, ou, se as quiser possuir, há de admitir a escravidão"&lt;a name="26not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not26"&gt;&lt;sup&gt;26&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Postulada a íntima relação entre produtos coloniais e cativeiro, nexo historicamente instituído e consolidado por três séculos, o bravo defensor da nossa lavoura exorta os deputados gerais, em campanha eleitoral, a cortar as amarras que ligavam o governo imperial ao britânico: "O Brasil para ser feliz não tem necessidade de tratados com nação alguma, pois basta somente proteger a agricultura, animar a indústria manufatureira, libertar o comércio, e franquear seus portos ao mundo inteiro. O Brasil não precisa dos favores da Inglaterra"&lt;a name="27not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not27"&gt;&lt;sup&gt;27&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Poucas linhas atrás, Mello Moraes via com esperança o aumento das nossas exportações de café para os Estados Unidos. O espírito de 1808, que rompera com o monopólio português, demandava agora seu pleno desdobramento. Nada de entraves.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Na esteira do processo de integração pós-colonial dos países latino-americanos, o Brasil deveria realizar o princípio mais geral do sistema dando o maior raio possível de ação, legal ou ilegal, a quem de direito: ao senhor do café, ao senhor de engenho e aos seus agenciadores da força de trabalho, os traficantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Para a classe dominante o óbice maior não vinha, então, do nosso Estado constitucional, que representava o latifúndio e dele se servia; o obstáculo era interposto pela nova matriz internacional, o &lt;i&gt;novo exclusivo, a &lt;/i&gt;Inglaterra. Entende-se a reivindicação do mais desbridado    &lt;i&gt;laissez-faire; &lt;/i&gt;entende-se a hostilidade que despertava entre os proprietários    o controle da &lt;i&gt;sua &lt;/i&gt;nação por um    Estado estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Mas como o denominador ideológico comum era o liberalismo econômico, que conhece na época a sua fase áurea, só restava à retórica escravista uma saída para o impasse: mostrar que as idéias mestras da doutrina clássica, porque justas, deveriam aplicar-se com justeza às &lt;i&gt;circunstâncias&lt;/i&gt;,    às &lt;i&gt;peculiaridades nacionais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A atenção e o respeito ostensivo ao particular, tão insistentes nos escritos conservadores de Burke, permeiam a ideologia romântico-nacional que vai de Varnhagen a Alencar, de Vasconcelos a Olinda, de Paraná a Itaboraí. Será o &lt;i&gt;topos &lt;/i&gt;maior da argumentação de cunho protelatório: dar tempo ao tempo, já que o Brasil não é a Europa, e é preciso respeitar as diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Filtragem ideológica e contemporização, estas seriam as estratégias do nosso liberalismo intra-oligárquico em todo o período em que se construía o Estado nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Para racionalizar os seus mecanismos de defesa, a ideologia do café valparaibano e a do algodão sulista, sua contemporânea, jamais puseram em dúvida o fundamento comum, que era o direito absoluto à propriedade e ao livre-comércio internacional. O princípio universal lhes servia tanto quanto ao liberal europeu. O que se acrescentava era uma nova determinação, a do ajuste das idéias a interesses específicos. O resultado dessa extensão foi, e tem sido, a notória guinada conservadora que as burguesias agrárias operam sempre que alguma sombra de ameaça se divisa no seu horizonte. Temos exemplos bastantes de um discurso ultraliberal de direita para não estranharmos essa química. Ainda neste 1988, um líder do chamado "centrão" junto à Assembléia Nacional Constituinte jactava-se de ser reacionário em política, mas "anárquico" em economia: abaixo a interferência do Estado, tudo para a iniciativa privada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;No Brasil, por míngua de densidade cultural, a apologia do tráfico e do cativeiro não chegou a assumir formas tão elaboradas como no Velho Sul americano, onde a escravidão foi chamada, um sem número de vezes, "pedra angular (&lt;i&gt;corner-stone&lt;/i&gt;) das liberdades civis".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Sigo a leitura convincente de Gunnar    Myrdal em &lt;i&gt;An American Dilemma:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;"Politicamente os brancos eram todos iguais enquanto cidadãos livres. Livre competição e liberdade pessoal lhes estavam asseguradas. Os estadistas do Sul e os seus escritores martelaram nessa tese, de que a escravidão, e só a escravidão, produzia a mais perfeita igualdade e a mais substancial liberdade para os cidadãos livres na sociedade"&lt;a name="28not"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-40141988000300002#not28"&gt;&lt;sup&gt;28&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A presença ubíqua dos negros nivelava, sob um certo aspecto, todos os brancos, pois os chamava para um espaço comum, que os opunha, em bloco, à raça subordinada. O trabalho escravo se constituía em condição primeira para a existência social do branco livre e proprietário. É o raciocíni
